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Olá queridos amigos, que a segunda-feira seja boa para todos e que passe logo... Caramba, mal começou! Feriadão se aproximando e mil planos para curti-lo.
Hoje é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e para lembrar a importância da data, fiz um conto sobre isso e veja também mais assuntos sobre o tema e o trailler da serie TOUCH.
Para quem gosta de banana e de chocolate veja a festa que prossegue até dia 22.
Fique atento para novos radares e também, finalizando uma poesia no Cantinho da Poesia.
Um assunto que li ontem no jornal Diário do Litoral me deixou muito chateada com a educação. A matéria é sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) que avaliou o desenvolvimento das escolas paulistas no ano de 2011, das series do 3º ano do Ensino Médio e do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental.
Instituições da Baixada Santista destacam-se pela colocação no ranking e notas abaixo da média do Idesp. O levantamento doi divulgado na última sexta-feira.
Na Baixada a escola estadual Balneário das Palmeiras, em Praia Grande, se destaca no 15º lugar entre as instituições com maiores notas no ranking do 9º ano do Ensino Fundamental, com pontuação de 4,72.
A nota mais alta foi atribuída à escola Professor Walter Scheppis, em Guarujá, avaliada no ranking do 5º ano do Ens. Fundamental e com pontuação de 5,79, acima da média.
Porém, a escola Professor Waldemar da Silva Rigotto, em Guarujá, alcançou o 3.688º lugar com o desempenho dos alunos do 9º ano do Ens. Fundamental e foi a pior nota da classificação da Baixada, obtendo 0,64 no ranking.
Eu fiz estágio em uma escola estadual em 2010 e pude acompanhar o lamentável estímulo que alunos e professores têm porque o colégio nada oferecia. O quadro-negro da década de 70, quando fiz o antigo primário, hoje Ensino Fundamental, banheiros sem condições de uso, sem ventiladores e computadores restritos, enfim, como os alunos podem ter interesse, em pleno século XXI por um aprendizado tão antiquado? Os professores também sem condições alguma para ensinar. Eu pergunto, de quem é a culpa? Acredito que seja dos governantes, que nada fazem para um ensino melhor e com mais qualidade.   
Bem, ufa, por hoje é só.
Espero que tenham gostado, beijos e até amanhã.
Miriam

Conto
Nelsinho


Desde o nascimento em 1970, Nelsinho nunca foi bem quisto com a família por ser um menino esquisito. Diferente dos primos de sua idade, Nelsinho sempre fora muito calado, desconcentrado e sem interesse por nada, além de ser também um pouco agressivo.
Nascido de uma família de classe média baixa, Nelsinho não era compreendido por ninguém e ficava horas olhando o vazio, seu eterno companheiro da solidão.
As brigas eram constantes na casa de Nelsinho, até que um dia o pai do menino, sempre acusando a mãe por causa da doença do filho, resolveu ir embora.
— Marisa, não aguento mais você e esse garoto. Você é a única culpada por ele ter nascido assim. É sua culpa. — Falava o pai de Nelson sempre, sem entender a doença do filho.
— Você também é culpado pelo menino ter nascido assim, desequilibrado e doente. Além do mais, você fica falando isso o tempo todo e só piora a situação. — Argumentou, chorando, a mãe do garoto.
— Desta vez é para valer Marisa, vou embora, fique você com ele porque eu não quero mais viver aqui com vocês. — Finalizou Rubens pela última vez, partindo com ódio, e na mais profunda ignorância.
Os anos passaram-se e Marisa, com a ajuda da família, pois o marido nunca mais voltou e ela não soube mais do paradeiro dele, conseguiu com sacrifício sustentar e criar Nelson, agora com 15 anos.
— Marisa, eu sei de um lugar que cuidam de crianças com problemas iguais a de seu filho. — Falou a nova colega de serviço de Marisa, quando viu Nelson pela primeira vez e notou a deficiência do rapaz.
— Neste lugar que estou te falando, eles têm uma atenção especial e mais crianças conseguem interagir com os professores. — Acrescentou a colega.
— Não sei, vou pensar, mas me dê o endereço. — Disse Marisa, enxergando uma possível cura para o filho.
Depois de 20 dias da conversa que tivera com a colega de serviço, Marisa tomou coragem e foi até o endereço fornecido, a tal clínica que Neyde havia falado.
Foi muito bem atendida e explicou toda a sua situação. Marcaram uma hora para que ela levasse o filho para uma avaliação.
No dia combinado, Marisa levou Nelson e a médica-chefe da instituição avaliou o estado mental do rapaz.
— O Nelson já está adolescente, o grau da doença dele não é das mais avançadas, mas ele poderia ter tido uma infância muito melhor e poderia ter aprendido muitas coisas, além dessa violência sofrida. — Falava a médica, triste pelo abandono do pai, da discriminação da família e por todo o mal que a criança sofrera durante sua vida.
Depois de ter começado o tratamento na instituição, Nelsinho foi aos poucos melhorando sua qualidade de vida e se tornando uma pessoa menos agressiva e mais amável.
Hoje Nelson está com 42 anos e vive com sua mãe, que nunca mais se casou depois de ter sido abandonada, e ele tem uma ocupação na clínica ajudando outras pessoas.
Esta é apenas uma história fictícia, mas real para muitas crianças autistas que sofrem, ou sofreram violência como Nelson, resultado da ignorância dos pais, da atenção da família e da falta de procura por locais especializados que tratem do autismo da mesma forma que muitas doenças, pois o pior que existe no mundo é ainda o preconceito.

Dia Mundial de Conscientização 

do Autismo

O Dia Mundial do Autismo, anualmente em 2 de abril, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de dezembro de 2007, para a conscientização acerca dessa questão. No primeiro evento, em 2 de abril de 2008, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a iniciativa do Catar e da família real do país, um dos maiores incentivadores para a proposta de criação do dia, pelos esforços de chamar a atenção sobre o autismo.
No evento de 2010, a ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.
Em 2011, o Brasil teve o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, iluminado de azul nos dias 1 e 2 de abril, além da Ponte Estaiada em São Paulo, os prédios do Senado Federal e do Ministério da Saúde em Brasília, o Teatro Amazonas em Manaus, a torre da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, entre muitos outros. Em Portugal, monumentos e prédios, como a Torre dos Clérigos e a estátua do Cristo Rei em frente a Lisboa também foram iluminados de azul para a data.


Monumentos com luz azul 
em São Vicente

Neste ano, o prédio da prefeitura de São Vicente, marco de comemoração aos 400 anos de fundação da Vila de São Vicente, e o monumento dos 500 anos do Brasil, na Ilha Porchat, receberão iluminação de cor azul na noite de hoje, em celebração do Dia Mundial de Conscientização do Autismo. 



Serie TOUCH sobre autismo

Veja o trailler da série TOUCH, da FOX, canal a cabo, que foi lançada em janeiro de 2012, estrelada por Kiefer Sutherland, Danny Glover e David Mazouz. A história gira em torno de um homem que tenta se comunicar com o filho autista. Ele logo percebe que o menino é capaz de se comunicar através de números, os quais são capazes de prever o futuro de pessoas que eles nem conhecem.


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Festa da Banana e 
do Chocolate

Até o dia 22 de abril, a Praia do Itararé, em São Vicente, recebe a 7ª edição da Festa da Banana e do Chocolate.
Voltada para toda a família, a festa tem barracas de artesanato e praça de alimentação com lanches, doces, pasteis e outros quitutes com banana.
O evento funciona às sextas-feiras, sábados e domingos, a partir das 15 horas, com entrada gratuita. 


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Atenção para mais radares 

Os motoristas que ultrapassarem a velocidade permitida na Rodovia dos Imigrantes, próximo à divisa entre Cubatão e São Vicente, serão autuados. A Ecovias instalou quatro novos radares no local.
Os equipamentos variam entre 60 e 80 km/h e estão entre os quilômetros 63 e 68, nos dois sentidos. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o trecho próximo à Ilha Caraguatá registra alto número de acidentes.

Fonte: Site do jornal A Tribuna, dia 30/03/12




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CANTINHO DA POESIA

A faca me ameaça
Marcos Henrique Martins
A dor um dia vai passar
O fim é o começo, eu sei
Não sou louco, só um pouco tolo

Vou viver (fingir), eu sei, mas mesmo assim viver.

O dia vai chegar e não vou ficar sentado com uma garrafa de coca choca nas mãos, esperando, vendo o tempo passar.

Os frutos não foram colhidos
A escuridão não me deixa passar
Os frutos não foram colhidos, eu sei, eles estão lá, esperando por mim, apodrecendo por mim.

Quero viver e não tenho nem você por mim – solidão –, não vou mentir mais para minha alma, não mais. A dor não vai passar.

Enquanto posso, espero em minha velha cadeira de lembranças;
Espero e vejo o dia raiar, refletindo em meu punhal as rugas de quem não sabe sorrir.



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