Olá
pessoal, tenham um bom dia.
Para
hoje, deixo um conto “Cemitério”.
Tem
também um texto bem legal sobre o livro, uma poesia de Pablo Neruda no Cantinho
da Poesia e a programação do Festival Sesc Melhores Filmes 2012, que começa hoje, veja os filmes que
estarão em cartaz.
Espero que gostem e se divirtam.
Um abração,
Miriam
Conto
Cemitério
A noite foi chegando e o rapaz já se preparava para
mais uma noitada.
O jovem, que deveria ter uns 19 anos, pegava sua mochila
e o pé de cabra e partira para mais um roubo.
Calmamente ele caminhava pelas ruas para sua nova
empreitada no cemitério central. Não tinha pressa, pois quanto mais tarde
chegasse a seu destino melhor seria para que ninguém o visse entrar.
Passou na porta do cemitério observando e estava
tudo calmo pela vizinhança. Aquela seria uma noite de sorte para o rapaz.
Mesmo assim, ele preferiu entrar no cemitério pelos
fundos, para não chamar a atenção de quem passasse naquela hora.
Conseguiu pular o muro com a maior facilidade.
Caminhava por entre os túmulos em busca de algo fácil de roubar e de carregar.
Já tinha conseguido duas placas de bronze quando
viu um vulto passar correndo.
Correu atrás por entre os túmulos para
não ser visto, mas o vulto havia desaparecido. Cheio de pavor, pegou a mochila
e resolveu encerrar a noitada.
No mesmo horário na noite seguinte, lá
estava ele pulando o muro do cemitério.
Quando o rapaz já havia terminado de
pegar mais alguns objetos das campas, viu o vulto passar novamente. Era uma
mulher, alta e com roupas claras. O jovem não teve tempo de se esconder, pois a
moça apareceu bem na sua frente. O rapaz, com o coração à boca, ficou
paralisado de medo.
— Você está aqui toda noite roubando. — Dizia a
moça de olhar profundo para o rapaz.
O jovem engolindo em seco, respondeu. — Venho
porque preciso.
Ele não deixou que a moça falasse, pois saiu
correndo.
Pelo caminho foi pensando na aparição, que veio
para questioná-lo e interrogá-lo, como se fosse um chefe de polícia. Acho a situação
muito estranha e resolveu deixar passar dois dias para um novo roubo.
Novamente o ritual do assalto ao cemitério e o
jovem estava lá com sua mochila.
Ele nem teve tempo de procurar por nada, pois a
moça apareceu novamente intimando.
— Você aqui novamente? Ainda não se cansou de
roubar? — Ia falando ela, cercando o rapaz.
— Chega, gritou o rapaz. O que você quer? Por que
não me deixa em paz? Porque cismou comigo? — Falava ele sem paciência e já sem
medo algum.
— Eu quero que você saiba que isso não é certo,
pois você está importunando os mortos e saqueando as campas. — Falava ela, bem
impaciente.
— Além do mais, quero ver se você vai
roubar a si próprio. — Disse a moça, desaparecendo.
Atordoado o rapaz fitou-a, sem nada
entender.
— A mulher, vendo a situação, desistiu da
discussão. Chegou perto do rapaz e falou-lhe baixinho: jazigo 11, campa 37.
Logo após, desapareceu.
O jovem pegou sua mochila e foi embora. No caminho
foi relembrando a conversa e não conseguia entender o que ela havia falado. Com
o pensamento remoendo, ele resolveu retornar ao cemitério.
Pulando o muro novamente, o rapaz andou pelos
corredores a procura do endereço deixado pela moça.
Caminhava devagar com a respiração ofegante pela
ansiedade do que viria pela frente.
Seja o que
for, eu enfrentarei, pensava ele.
Chegando no jazigo 11, o passo diminuiu. O jovem
andando bem devagar, nem precisou procurar pelo número. Ao chegar perto da
campa, começou a se lembrar do passado, dos dias de roubo no cemitério, da
polícia se aproximando, do tiroteio e de seu último suspiro de vida.
Neste instante, a mochila caiu-lhe dos ombros e o
rapaz desapareceu.
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O livro, um
parceiro essencial
O livro toma seu lugar de destaque nas prateleiras das livrarias e
chama ainda mais atenção das crianças quando vem acompanhado de algum objeto
que a mesma pode brincar e interagir. O livro agora é também um brinquedo, além
de auxiliar na prática da leitura, torna esses momentos de grande diversão
e descoberta.
Para aproximar a criança do mundo da escrita pesquisadores e
educadores tem percebido o quanto é fundamental ainda na primeira infância o
contato com esse material, ainda bebês, eles apertam em botões que fazem sons
dos animais, observam figuras, podem sentir e apalpar os livros de pano e
banho, fazendo dessa convivência algo natural, que acompanhará para toda a
vida. Quanto mais cedo o contato com o livro melhor. A criança cria uma
afinidade, se acostuma a ter o hábito de interagir com aquele material chamado
“livro”, sem ser uma obrigação, sem trazer um pesar, mas sim um prazer, um
momento lúdico, cheio de brincadeira.
Tudo para a criança é brincar, em tudo ela cria uma brincadeira, e
por isso, o livro não pode se distanciar da sua realidade.
A criança encontra hoje nos livros o que ela mais gosta, ouvir
histórias e brincar, ele torna-se um parceiro essencial na infância, na rotina
diária de todas as crianças.
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Festival Sesc Melhores
Filmes 2012
Começa hoje a 38ª edição do Festival SESC Melhores
Filmes 2012. Em Santos, o evento tem uma novidade: as sessões acontecem,
especialmente dessa vez, no Roxy do Pátio Iporanga. A
abertura é hoje, com exibição – para convidados - de “Girimunho”, e a
programação será retomada de 10
a 19 deste mês, dez dias seguidos, sempre às 16h15 e 20h15,
com preços populares: R$ 4 (inteira), R$ 2 (meia). Matriculados comerciários
não pagam. A venda de ingressos inicia dia 1º, apenas na bilheteria do Cine
Roxy.
O Festival Sesc reúne algumas das principais
produções exibidas no Brasil ao longo de 2011, segundo o público e a crítica.
Serão exibidos filmes no formato digital e também em
Acompanhe a programação:
Filme de Abertura:
Girimunho: 04/04.
Quarta, às 19h30.
Melancolia: 10/04.
Terça, às 16h15.
O Palhaço: 10/04.
Terça, às 20h15.
Saturno em Oposição: 11/04.
Quarta, às 16h15.
Riscado: 11/04.
Quarta, às 20h15.
As Canções: 12/04.
Quinta, às 20h15.
Triângulo Amoroso: 12/04.
Quinta, às 16h15.
Medianeras: Buenos Aires na Era
do Amor Virtual: 13/04. Sexta, às 16h15.
O Garoto da Bicicleta: 13/04.
Sexta, às 20h15.
Bahêa Minha Vida - O Filme: 14/04.
Sábado, às 20h15.
Rock Brasília - Era de Ouro: 14/04. Sábado, às 16h15.
Cisne Negro: 15/04.
Domingo, às 20h15.
O Mágico: 15/04.
Domingo, às 16h15.
A Árvore da Vida: 16/04.
Segunda, às 20h15.
Homens e Deuses: 16/04.
Segunda, às 16h15.
A Pele que Habito: 17/04.
Terça, às 16h15.
Cópia Fiel: 17/04.
Terça, às 20h15.
Tio Boonmee, que Pode Recordar
Suas Vidas Passadas: 18/04. Quarta, às 16h15.
Um Conto Chinês: 18/04.
Quarta, às 20h15.
Meia-Noite em Paris: 19/04.
Quinta, às 20h15.
Trabalhar Cansa: 19/04.
Quinta, às 16h15.
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CANTINHO DA POESIA
Cem sonetos de Amor
Pablo Neruda
É BOM, amor, sentir-te
perto de mim na noite,
invisível em teu sonho,
seriamente noturna,
enquanto eu desenrolo
minhas preocupações
como se fossem redes
confundidas.
Ausente, pelos sonhos teu
coração navega,
mas teu corpo assim
abandonado respira
buscando-me sem ver-me,
completando meu sonho
como uma planta que se
duplica na sombra.
Erguida, serás outra que
viverá amanhã,
mas das fronteiras
perdidas na noite,
deste ser e não ser em que
nos encontramos
algo fica acercando-nos na
luz da vida
como se o selo da sombra
assinalasse
com fogo suas secretas
criaturas.



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