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Mostrando postagens de dezembro, 2012
RETROSPECTIVA 2012 Lá se foi mais um ano e tenho certeza de que realizei muitas coisas. Nem todas de minha lista, pois é, fiz uma listinha no dia 31 de dezembro de 2011 para realizar meus desejos neste ano, só que muita coisa não consegui fazer, que pena. Vou fazer mais uma lista para 2013, vamos ver se agora vai! Na verdade o ano que termina sempre não acaba sendo de grande realizações porque exigimos demais e queremos fazer mais. Bem, pelo menos isso acontece comigo, só que o cansaço da correria do dia a dia nos deixa estressados e sem forças para conseguirmos fazer tudo o que nos propomos. Então, acho que neste ano só colocarei três coisas na minha lista. Acho que isso será mais sensato. Bem, em 2012 eu consegui escrever mais que no ano anterior, consegui lançar meu blog que está indo muito bem, consegui ler alguns livros interessantes, fui a vários eventos legais, visitei amigos da Sabesp e da Faculdade de Letras, amigos queridos que moram no meu lado esquerdo, viajei...
Bom dia. Segue o conto “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão. Importante texto que serve de reflexão sobre a prática danosa da derrubada de árvores indiscriminada, uma tendência mundial de devastação da natureza. O homem que espalhou o deserto Ignácio de Loyola Brandão Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pou...
Estreia o longa nacional  De Pernas pro Ar 2 Entrou em cartaz ontem o filme De Pernas pro Ar 2, com Ingrid Guimarães, Heloísa Périssé, Paulo Gustavo, Luís Miranda, Flávia Alessandra, Maria Paula, Bruno Garcia. A direção, mais uma vez, é de Roberto Santucci, que também fez o sucesso "Até que a Sorte nos Separe". Existe uma diferença bastante perceptível entre o primeiro  filme De Pernas pro Ar   e o segundo: o tom do filme.  O longa de 2011, a maior bilheteria nacional daquele ano, com 3,5 milhões de ingressos vendidos, falava muito mais abertamente de sexo. Nesta sequência, o pudor toma conta, como se, ao priorizar o potencial comercial e a necessidade de uma classificação etária mais baixa, De Pernas pro Ar 2 procurasse tornar-se um filme família. Assinada novamente por Marcelo Saback e Paulo Cursino, a trama, em linhas gerais, não difere muito do primeiro filme - no qual Alice (Ingrid Guimarães) se redescobria como mulher e reinventava sua carrei...
Bom dia, hoje deixo uma crônica de Lygia Fagundes Telles, extraída do livro “As cem melhores crônicas brasileiras”, da Editora Objetiva. . Crônica “Então, adeus!” Lygia Fagundes Telles Isto aconteceu na Bahia, numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá, perdida na última rua do último bairro. Aproximou-se de mim um padre velhinho, mas tão velhinho, tão velhinho que mais parecia feito de cinza, de teia, de bruma, de sopro do que de carne e osso. Aproximou-se e tocou o meu ombro: - Vejo que aprecia essas imagens antigas – sussurrou-me com sua voz débil. E descerrando os lábios murchos num sorriso amável: – Tenho na sacristia algumas preciosidades. Quer vê-las? Solícito e trêmulo, foi-me mostrando os pequenos tesouros da sua igreja: um mural de cores remotas e tênues como as de um pobre véu esgarçado na distância; uma Nossa Senhora de mãos carunchadas e grandes olhos cheios de lágrimas; dois anjos tocheiros que teriam sido ...