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Mostrando postagens de fevereiro, 2012
Olá pessoal. Espero que apreciem mais um miniconto, "A viagem de Virgínia". Para quem gosta de poesia, tem o "Cantinho da Poesia", do escritor Marcos Henrique Martins. Além disso, alguns vídeos interessantes estão postados. Boa leitura. Um beijão, Miriam A viagem de Virgínia    Depois de dirigir por horas, o carro de Virgínia simplesmente parou. Com o celular sem sinal, naquela estrada escura, ela não tinha a quem recorrer.          Após seis horas sem passar ninguém, o frio e o medo começaram a tomar conta de Virgínia. Era quase meia-noite e a lua estava cheia. De longe ela avistou faróis se aproximando e iluminando o caminho. Dois homens grandes chegaram e rebocaram o carro dela até um posto mais próximo.   A tranqüilidade durou pouco. Logo Virgínia observou olhares estranhos e risos sinistros. As conversas ela não mais as escutava. Trovões ecoaram pela estrada, que parecia sem fim. Virgínia começou a te...
              Alucinações    Quando deu por si, estava sozinha em casa. O marido havia saído e como ela cochilava, ele não a acordou. Tentou não entrar em pânico. Ligou a televisão para se distrair. Rodou quase todos os canais e nada a satisfazia.    Com o coração disparado, ela a  um lado para outro, entrava e saia dos cômodos, mas a sensação de que alguém a observava foi tomando conta de seus pensamentos, de suas ideias, que já não distinguiam mais nada.    De repente, a casa ficou sem luz. Passos ecoavam do andar de cima.    Cambaleando e se arrastando ela caminhou até a cozinha para pegar uma lanterna. As mãos tremiam demais e o equipamento caiu ao chão, quebrando-se. Nisso, um vulto enorme passa pela copa. A mulher se escondeu atrás da geladeira. Gélida e sem voz ela sentiu a presença da enorme figura parada na entrada da cozinha e um som estridente tomou conta do lugar. A pobre esposa num i...
CANTINHO DA POESIA Átila Siqueira Escritor Em meio a mil pessoas. Em meio a mil prédios. Sozinho na solidão. Sozinho na multidão. Perdido Em meus pensamentos, Em meio a mil vozes, A mil palavras Sem importância. Em meio a mil seres. Sozinho no meio da massa. Amigos que vão e vem. Palavras de consolo. Palavras de crueldade. Vida obsoleta e vazia. Vida que não significa nada. Escrevo, leio, Estudo, vegeto. Vivo sem nada esperar. Enterro-me nos trabalhos De meu novo romance. Escrevo o dia inteiro Para acabar com a vida Que demora a passar. Subo em um prédio Na noite escura E penso em pular. Ando por ruas desertas, Aprecio as estrelas, O infinito céu, E o belo luar. E pergunto-me Se há alguém no universo, Em algum planeta distante, Que está como eu, Sem nada da vida esperar. Um dia após o outro, Manhã, tarde e noite, Vejo a vida passar, Sem esperanças, Sem anseios, Sem minha amada. Rezo para que A velhice e a morte Não tar...
        NOVAS ANTOLOGIAS   Para quem gosta de escrever contos fantásticos, participe e mande sua história até dia 5 de março para as antologias: -Universo Zumbi -Universo Robô -Artefatos (objetos mágicos que corrompem) Da All Print Editora. E-mail: ademir@cranik.com  /  cranik@cranik.com