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terça-feira, 3 de abril de 2012


Muito bom dia para todos nós.
Esta semana será curta, com o feriadão sexta, sábado e domingo. Porém, sempre há tempo para escrever e fazer algo legal.
Hoje postei mais um nanoconto, que já virou uma “febre” para o escritor Edson Rossatto, autor do livro Cem Toques Cravados.
Os encontros que acontecem no CulturaMente Santista estão a todo vapor e ótimos, vale a pena comparecer e participar. Veja a programação para hoje, que é sobre HQs.
Que línguas funcionam melhor para microblogs? Esse tweet de 77 caracteres em português teria apenas 25 caracteres em chinês. Saiba como escrever menos e correto.
Se você quer escrever bem, saiba que a revisão é tudo em um texto.
Beijão a todos vocês e espero que gostem dos assuntos de hoje. Até amanhã.
Miriam


Nanoconto
Reclamações
 
A mulher reclamava de tudo, não precisava de grandes motivos para se lamentar. Essa mulher não agradecia pela boa vida; nada era suficiente para ela.
Num certo dia, notou o silêncio.



O LIVRO

Edson Rossatto investe nos nanocontos e reúne sua produção no livro Cem Toques Cravados

Uma regra entre aqueles que vivem de escrever reza que “menos é mais”. É simples: toda vez que uma palavra pode substituir várias, faça-o. Não é que o texto fica apenas mais sucinto; fica, também, mais correto e – por que não dizer? – mais culto. Evidencia, acima de tudo, que o autor domina seu instrumento de trabalho.
O escritor, roteirista e editor Edson Rossatto tem se esmerado em fazer dos textos curtos uma prática. Já publicou um livro exclusivamente de microcontos – textos com máximo de 600 caracteres – chamado Curta-Metragem, e incentivou outros escritores a se experimentarem nesta arte ao editar as coletânea Expresso 600 e Histórias Liliputianas, todos por sua editora, a Andross.
Há poucos meses, Rossatto deu um passo além e impôs a si mesmo o desafio de escrever nanocontos com 100 caracteres. Não se trata de textos com até 100 caracteres e sim com exatos 100 caracteres. Parece um detalhe, mas o fato é que tal precisão acrescenta um ingrediente de dificuldade ao desafio.
Quem tem prática com a escrita verá que, com algum esforço, é possível escrever um ou dois destes nanocontos. Rossatto, porém, como que tomado por uma febre, passou a produzi-los em escala quase industrial. O autor inicialmente escoou sua produção num blog (http://www.cemtoquescravados.com/) e num perfil do Twitter (@cem_toques). Como consequência natural, nasceu o projeto do livro Cem Toques Cravados. O nome é uma homenagem ao livro 16 Linhas Cravadas, do escritor e ator Mário Lago.
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Que línguas funcionam 
melhor para microblogs?

Esse tweet de 77 caracteres em português teria apenas 25 caracteres em chinês.
Isso faz do chinês a língua ideal para microblogs, que tipicamente restringem mensagens a 140 caracteres. Apesar de o Twitter, serviço de microblogging mais famoso do mundo com 140 milhões de usuários ativos, ser bloqueado na China, Sina Weibo, um variante local, tem mais de 250 milhões de usuários. O chinês é tão sucinto que a maior parte das mensagens nunca atinge o limite, diz Shuo Tang, que estuda mídias sociais na Universidade de Indiana.
O japonês também é conciso: fans de haiku, poemas em 17 sílabas, podem tuitá-los prontamente. Apesar de coreano e árabe requererem um pouco mais de espaço, tuiteiros rotineiramente omitem sílabas em palavras coreanas; o árabe escrito rotineiramente omite vogais. Tweets em árabe se multiplicaram no ano passado, no entanto, mais em função dos protestos no Oriente Médio do que por características linguísticas. Ele é agora a oitava língua mais usada no Twitter com mais de 2 milhões de tweets públicos por dia, de acordo com Semiocast, uma empresa baseada em Paris que analisa tendências das redes sociais.
Línguas latinas, entre outras, geralmente tendem a ser mais verborrágicas. Então, o espanhol e o português, as duas línguas europeias mais frequentes no Twitter depois do inglês, têm truques para reduzir o número de caracteres. Brasileiros usam “abs” para abraços e “bjs” para beijos; falantes do espanhol nunca precisam usar pronomes pessoais (“eu vou” é denotado pelo verbo sozinho “vou”). Mas o inglês informal é ainda mais conveniente. Permite que pronomes pessoais sejam retirados, não tem acentos complicados e goza de uma bem desenvolvida cultura de abreviações.
O crescimento do Twitter ao redor do mundo reduziu a proporção de tweets globais em inglês a 39%, comparado a dois terços em 2009, mas tuiteiros poliglotas ainda favorecem frequentemente a língua por causa de sua ubiquidade.
Micro-blogueiros no Sina Weibo (onde as mensagens contendo alguns caracteres são automaticamente bloqueadas) escreveram “Bo” em inglês para comentar livremente sobre Bo Xilai, um chefe de partido exonerado.
Apesar de ubiquidade e flexibilidade poderem dar ao inglês a hegemonia, o Twitter também está ajudando línguas menores.

Fonte: Opinião & Notícia
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CulturaMente Santista

A primeira edição do CulturalMente Santista, projeto idealizado pelo jornalista André Azenha com o objetivo de divulgar e abrir espaço para esses profissionais exporem suas opiniões e projetos., acontece até dia 7 de abril. Até lá, vários encontros estão acontecendo.
No sábado (31/3), o bate-papo realizado na Realejo Livros foi sobre “Crítica e jornalismo Cultural”, com Chico Marques (jornal da Orla e blog Alto e Claro), Gustavo Klein (jornal A Tribuna) e Ricardo Prado (jornal A Tribuna, Cineblog e Cinecartógrafo).


Encontro no Lanterna Mágica

Hoje acontece o sexto dos bate-papos, às 19h30, no Cineclube Lanterna Mágica, e abordará o mercado de design, ilustração e infografia. O encontro terá profissionais importantes do ramo que ajudam a formentá-lo há anos e abordarão, entre outros temas, a criação de histórias em quadrinhos. São eles:

André Reis: André Luís Reis Santos, formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Santa Cecília, Especialista em Design de Hipermídia pela Universidade Anhembi Morumbi e Mestrando em Tecnologia da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP.
Alexandre Valença Alves Barbosa, “Bar”: Graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Católica de Santos (1987) e Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2006). É professor titular da Universidade Santa Cecília desde 1998 e atualmente leciona nas disciplinas laboratório de representação gráfica e animação e games. Foi professor da Pós-Graduação em Design Gráfico da Faculdade Impacta em São Paulo na disciplina ilustração digital, de 2007 a 2009.
Márcia Okida: designer gráfico desde 1986, professora universitária desde 1996. Idealizou, criou e coordena o Curso de Graduação em Produção Multimídia da Unisanta, onde também leciona na área de Design Gráfico. 

O Cineclube Lanterna Mágica fica na rua Cesário Mota, 8, bloco E da Unisanta, 5º andar, em Santos.
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Revisão é tudo

Vocês já leram livros post mortem  ou publicações de anotações incompletas do autor? São publicações destinadas aos fãs; ninguém faz isso com um autor que já não seja muito famoso. Os poucos livros assim que li foram muito ruins. Sempre me pergunto se o autor do livro realmente gostaria que aquilo fosse publicado. Levar a público algo que não foi exaustivamente revisado é como aparecer numa festa algumas horas antes do previsto.
A revisão é tudo. A escrita é um trabalho de lapidação e os melhores autores costumam ser os mais exigentes. Flaubert se queixava de passar o dia escrevendo e no final lhe sobrar apenas uma página. A boa escrita é assim. Ela não tem compromisso em manter várias páginas apenas porque elas demandaram tempo – o que não é ruim acaba sendo descartado. Ou no mínimo arquivado.  O compromisso com o leitor, a vontade de conseguir um bom efeito é maior.
O momento de escrever e dizer todas as ideias é apenas o primeiro momento. Nele, nos asseguramos de que tudo estará lá – a boa ideia, a sequência de acontecimentos, onde chegar. Depois disso, é necessário deixar o texto descansar. Na hora, ele parecerá bem escrito. Apenas algumas horas depois, mais relaxado, o autor é capaz de ler com olhos de um estranho. Nesse momento, na revisão, ele perceberá:
Ø      Erros de português;
Ø      Trechos mal explicados;
Ø      Repetição de palavras, expressões ou verbos;
Ø      Incoerências;
Ø      Informações redundantes.
Às vezes, a diferença entre o original e o texto revisado é tão grande que nem parecem da mesma pessoa. O ofício de escrever, muito mais do que o das boas ideias, é a da boa escrita. Alguns livros contam coisas comuns, histórias que podem ser resumidas em poucos fatos ou fáceis de imaginar. A força está justamente na forma como é dito, como os personagens são apresentados, que sentimentos o leitor experimenta. A revisão é a parte do trabalho que garante tudo isso.



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