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domingo, 15 de abril de 2012


Olá amigos, domingão, descanso em família, ver tevê, ler, ir ao cinema, ficar na internet, enfim, tudo é válido desde que seja com felicidade e momentos de paz. Agradeço por você estar também aqui comigo mais esse dia.
Bem, como de costume, tenho mais algumas novidades.
Um fato triste, porém, aconteceu também no dia 15 de abril, só que foi em 1912, o naufrágio do Titanic. O maior e mais luxuoso transatlântico do mundo, com 10 andares naufraga, após se chocar contra um iceberg perto de Terranova. Morrem 1.513 pessoas, e apenas 705 sobrevivem por problemas com barcos reservas. O navio havia partido de Southampton, Inglaterra e se dirigia à Nova York.
Bem, deixando essa plá de lado, por um acaso, você sabe o que é plá? Então dá uma lida no texto muito legal sobre gíria, já que algumas são faladas até hoje.
Bem, hoje também se comemora o nascimento de Leonardo da Vinci, um dos maiores gênios de todos os tempos.
Finalizando, deixo um conto, “A casa sombria”, onde muitas coisas podem acontecer, será?
Beijão e espero você aqui amanhã.
Miriam

Conto 
A casa sombria


A casa sombria ficava duas quadras de onde eu morava.
Na minha infância foi uma casa que sempre admirei. Aquela imensa casa, diziam, ser mal assombrada, pois coisas estranhas aconteciam à noite.
Era uma propriedade enorme e antiga, mas bem cuidada, sempre limpa, com árvores altas e muito espaço para correr e brincar. Nunca se via ninguém no casarão. Eu, pelo menos, não me lembro de ter visto os moradores.
Falavam os meus amigos que a casa era assombrada porque os moradores foram mortos e enterrados em algum lugar do jardim, então, à noite, os fantasmas andavam pela casa.
Bem, particularmente, acho que os fantasmas deveriam ter o que fazer durante o dia, porque só estavam na casa durante a noite. Não é estranho isso? Dizem sempre que os fantasmas aparecem à noite. Então, será que são vampiros também, além de fantasmas? Sempre me perguntei sobre isso. Bem, enfim, continuamos com os tais acontecimentos.
Quando vi a casa pela primeira vez tinha meus 13 anos e foi numa sexta-feira 13! Arrepiei-me na época, ainda me lembro.
Fiquei parada em frente ao imóvel tentando avistar alguém. Tudo tranquilo, nenhum sinal de ser vivo na casa. Permaneci por alguns minutos na porta, os muros não eram altos, então eu conseguia ver bem o que se passava pelo terreno. Nada de estranho me chamou a atenção. Desisti da história do assombro.
Eis que um dia minhas amigas me tentaram a ir a tal casa. Eu, que sempre gostei de coisas assombrosas, topei. Marcamos que entraríamos a todo custo na casa e para ver os fenômenos que aconteciam, teria que ser quando escurecesse.
O grupo era formado por cinco mocinhas, inventamos uma boa desculpa a nossos pais e fomos para a casa avermelhada, a tal mal assombrada.
— E aí, estamos aqui na porta e não vejo nenhum movimento lá dentro. A casa está às escuras, sinal que não tem ninguém. — Dizia minha amiga Rosa, segura de si.
— Bem, e se os moradores estiverem trabalhando e retornarem agora à noite? — Dizia outra amiga, Pina, com uma voz trêmula.
— Bobagem gente, vamos entrar ou não? — Finalizaram Claudia e Teresa, já sem paciência e nos chamando de medrosas.
Bem, com aperto no coração e mãos geladas, todas nós, as meninas da vilinha onde morávamos, abrimos com facilidade o portão e entramos no terreno.
Bem devagar e todas de mãos dadas, seguimos vistoriando o local, que não tinha nada de estranho. Subimos os degraus bem devagar. Dava para escutar a respiração acelerada de todas.
Eu, na frente, fui abrir a porta. Para minha surpresa, não estava trancada. Parei, mas a minha curiosidade era tanta, que a empurrei escancarando-a. Entramos. Eu era a única que tinha lanterna.
Iluminei o interruptor e acendi as luzes, e não ouvi reclamação de ninguém, pois queríamos ver tudo e com a lanterna não tinha condições.
Andamos pela sala, de grande tamanho, móveis clássicos em madeira, sofás forrados com veludo vermelho, objetos antigos decoravam o ambiente, assim como quadros, muitas pinturas de homens e mulheres, acho que foram os habitantes da casa.
Passamos para o outro cômodo, a sala de leitura, lá, me encantei com a quantidade de livros que estavam na estante que pegava uma parede inteira, até o teto. Na sala pendiam dois lustres e um sofá grande, perto da janela.
A casa estava bem cuidada e limpa. Andávamos na direção da cozinha. Pisávamos em “ovos” para não fazer nenhum barulho, quando Teresa se desequilibra e bate num objeto que cai ao chão. O estrondo fez até meu coração sair pela boca.
Nisso, alguém grita perguntando quem estava ali. Os passos apressados começam a ficar mais nítidos e a voz de mulher com uma fala rouca chega cada vez mais próxima de nós. Alguém descia as escadas apressadamente.
Saímos correndo e vi a mulher que descia as escadas. Era uma senhora, com vestido longo e um avental. Ela gritava, mas eu não conseguia entender mais nada o que falava. Derrubei minha lanterna. A mulher agora berrava. Olhei para trás e vi seu rosto branco, sua boca espumando de raiva, os olhos enormes esbugalhados, ela segurava o vestido e com passos rápidos tentava agarrar uma de nós.
A porta, que deixamos aberta, “voamos” para fora, descendo os degraus “a jato”, abrindo o portão da rua e desaparecendo na escuridão.
Ninguém olhou para trás. Chegamos a nossas casas tão rápido que nem acreditei. Caladas e pálidas como defuntos, permanecemos na porta da vila para o coração voltar ao normal. Nenhuma de nós ousou comentar alguma coisa naquela noite; nos despedimos e cada uma entrou para sua casa.
Nunca mais retornamos ao casarão e até passávamos por outra rua só para não aparecermos na frente do imóvel.
Não soube mais nada sobre a senhora que morava na casa e nem quem era ela. O fato foi desaparecendo aos poucos de nossas vidas, até sumir por completo.
Para mim, a cena sempre ficou em minha mente, pois não sei como acabei ficando com uma cicatriz na perna esquerda, pois não me lembro de ter me cortado em nada e ainda hoje, ao dormir, escuto os gritos da velha da casa sombria.
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GÍRIAS
Quem nunca disse uma gíria, que fale alguma agora ou cale-se para sempre. Calma, não estou rogando nenhuma praga, apenas querendo dizer que as gírias fazem parte de nossas vidas. Estão por toda parte, aparecendo novas expressões a todo o momento.
Tudo pode virar gíria. Elas existem assim como os apelidos para que as pessoas possam chamar de forma diferente: objetos, fatos e outras pessoas. Que apesar de possuírem seu próprio nome, por um acaso do destino, acabam ganhando este jeito “novo” de serem chamadas e reconhecidas.
Como exemplo, podemos citar a cerveja, que no passar dos anos, foi intitulada de: loira, ceva, boa, gelada entre outras.
As gírias em geral são facilmente entendidas, pois são introduzidas gradualmente em nosso meio. Mas se por acaso pegássemos uma pessoa totalmente isolada do mundo por algumas décadas e falássemos com ela utilizando gírias, poderiam ocorrer equívocos de interpretação.
Pensem nesse indivíduo escutando que um rapaz estava “azarando” a moça na escola. Provavelmente iria imaginar que o referido jovem estava torcendo para que a tal moça tropeçasse em algo ou que estourasse a caneta no meio de seu caderno, porque para ele “azarar” seria torcer contra e não “paquerar”.
Outra gíria que poderia ser mal interpretada é o tal “toque” do celular - aliás, no meu tempo dar um toque em alguém, era dar uma dica sobre algo, para o sujeito se “tocar” sobre algum fato do qual ele não estava muito por dentro –, mas voltando ao celular, a primeira coisa que se pensaria era que os jovens andavam se “cutucando” (sabe-se lá aonde) com seus aparelhos.
Pior ainda seria se escutasse que fulano iria mandar um “torpedo” para uma “mina”. Entraria em pânico, acreditando se tratar de um ataque terrorista.
Brincadeiras à parte, as gírias servem de certa forma para personalizar o jeito como chamamos algo, deixando-o na “moda”. Chega como uma novidade, se transforma em pronúncia corriqueira e por fim acaba no dicionário para não cair no total esquecimento.

Autor: Antonio Brás Constante

Recordando: Gírias dos anos 80 e 90:

Chaveco: cantada, paquera.
Detonar: livrar-se de uma tarefa ou pessoa.
Ficar: namorar de leve, uma noite, algumas horas, sem compromisso.
Ficar de rolo: é ficar mais vezes com a mesma pessoa, sem exigir fidelidade.
Queimar o filme: perder uma boa oportunidade ou deixar de cumprir um compromisso.
Roubada: alguma coisa ruim que aconteceu de forma imprevista.

Anos 60 e 70:

Boko-Moko: pessoa que não sabe se comportar, seja no modo de falar, seja no modo de vestir.
Broto: moça adolescente.
Bulhufas (ou lhufas): nada.
Canastrão: mau ator.
Carango: carro.
Cricri: chato.
Gaita: dinheiro.
Mora?: entende?
Na crista da onda: em pleno sucesso.
Papo-Firme: sujeito que não dá mancada.
Plá: conversa.
Prafrentex: avançado.
Tá ruço: está ruim.
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FATOS HISTÓRICOS

Nascimento de Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci, artista renascentista italiano, nasceu em 15/04/1452. Existem algumas dúvidas sobre a cidade de seu nascimento: para alguns historiadores, seu berço foi  em Anchiano, enquanto para outros, foi numa cidade, situada na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre as cidades italianas de Florença e Pisa.
Foi um dos mais importantes pintores do Renascimento Cultural. É considerado um gênio, pois se mostrou um excelente anatomista, engenheiro, matemático músico, naturalista,  arquiteto, inventor e escultor. Seus trabalhos e projetos científicos quase sempre ficaram escondidos em livros de anotações (muitos escritos em códigos), e foi como artista que conseguiu o reconhecimento e o prestígio das pessoas de sua época.
Leonardo da Vinci fez estágio no estúdio de Verrochio (importante artista da época), na cidade de Florença. Viveu uma época em Milão, onde trabalhou para a corte de Ludovico Sforza. Até 1506, realizou trabalhos principalmente em Florença e tudo indica que nesta época tenha pintado sua obra mais famosa: a bela e enigmática Gioconda (Mona Lisa). Trabalho para o rei Francisco I da França, onde realizou belos trabalhos. Faleceu na França no ano de 1519.

Principais trabalhos de Da Vinci:

Trabalhos de pinturas (artes plásticas): Gioconda (Mona Lisa), Leda, Dama do Arminho, Madonna Litta, Anunciação, A Última Ceia, Ginevra de Benci, São Jerônimo, Adoração dos Magos, Madona das Rochas, Retrato de Músico, São João Batista, Madona do Fuso, Leda e o Cisne.

Trabalhos de  invenções: máquina voadora, máquina escavadora, isqueiro, paraquedas, besta gigante sobre rodas, máquina a vapor, submarino.

Trabalhos Científicos: homem vitruviano, anatomia do tronco, estudo de pé e perna, anatomia do olho, estudo da gravidez, estudos e embriões.

Projetos de Arquitetura: Projeto arquitetônico de uma cidade, projeto de um porto, templo centralizado.

Você sabia?
Leonardo da Vinci é considerado o pai da técnica do sfumato. Esta técnica consiste em criar gradientes perfeitos numa pintura, criando luz e sombra.

Frases de Leonardo da Vinci:
- "A sabedoria é filha da experiência."
- "Quem pouco pensa, muito erra."
- "A simplicidade é a máxima sofisticação".
- "O tempo dura muito para aqueles que sabem aproveitá-lo."



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