Olá
amigos, domingão, descanso em família, ver tevê, ler, ir ao cinema, ficar na
internet, enfim, tudo é válido desde que seja com felicidade e momentos de paz.
Agradeço por você estar também aqui comigo mais esse dia.
Bem,
como de costume, tenho mais algumas novidades.
Um
fato triste, porém, aconteceu também no dia 15 de abril, só que foi em 1912, o
naufrágio do Titanic. O maior e mais luxuoso transatlântico do mundo, com 10 andares naufraga,
após se chocar contra um iceberg perto de Terranova. Morrem 1.513 pessoas, e
apenas 705 sobrevivem por problemas com barcos reservas. O navio havia partido
de Southampton, Inglaterra e se dirigia à Nova York.
Bem, deixando essa plá de lado, por um acaso, você
sabe o que é plá? Então dá uma lida no texto muito legal sobre gíria, já que
algumas são faladas até hoje.
Bem, hoje também se comemora o nascimento de
Leonardo da Vinci, um dos maiores gênios de todos os tempos.
Finalizando, deixo um conto, “A casa sombria”, onde
muitas coisas podem acontecer, será?
Beijão e espero você aqui amanhã.
Miriam
Conto
A casa sombria
A casa sombria ficava duas quadras de onde eu
morava.
Na minha infância foi uma casa que sempre admirei.
Aquela imensa casa, diziam, ser mal assombrada, pois coisas estranhas
aconteciam à noite.
Era uma propriedade enorme e antiga, mas bem
cuidada, sempre limpa, com árvores altas e muito espaço para correr e brincar.
Nunca se via ninguém no casarão. Eu, pelo menos, não me lembro de ter visto os
moradores.
Falavam os meus amigos que a casa era assombrada
porque os moradores foram mortos e enterrados em algum lugar do jardim, então,
à noite, os fantasmas andavam pela casa.
Bem, particularmente, acho que os fantasmas
deveriam ter o que fazer durante o dia, porque só estavam na casa durante a
noite. Não é estranho isso? Dizem sempre que os fantasmas aparecem à noite.
Então, será que são vampiros também, além de fantasmas? Sempre me perguntei
sobre isso. Bem, enfim, continuamos com os tais acontecimentos.
Quando vi a casa pela primeira vez tinha meus 13
anos e foi numa sexta-feira 13! Arrepiei-me na época, ainda me lembro.
Fiquei parada em frente ao imóvel tentando avistar
alguém. Tudo tranquilo, nenhum sinal de ser vivo na casa. Permaneci por alguns
minutos na porta, os muros não eram altos, então eu conseguia ver bem o que se
passava pelo terreno. Nada de estranho me chamou a atenção. Desisti da história
do assombro.
Eis que um dia minhas amigas me tentaram a ir a tal
casa. Eu, que sempre gostei de coisas assombrosas, topei. Marcamos que
entraríamos a todo custo na casa e para ver os fenômenos que aconteciam, teria
que ser quando escurecesse.
O grupo era formado por cinco mocinhas, inventamos
uma boa desculpa a nossos pais e fomos para a casa avermelhada, a tal mal
assombrada.
— E aí, estamos aqui na porta e não vejo nenhum
movimento lá dentro. A casa está às escuras, sinal que não tem ninguém. — Dizia
minha amiga Rosa, segura de si.
— Bem, e se os moradores estiverem trabalhando e
retornarem agora à noite? — Dizia outra amiga, Pina, com uma voz trêmula.
— Bobagem gente, vamos entrar ou não? — Finalizaram Claudia e
Teresa, já sem paciência e nos chamando de medrosas.
Bem, com aperto no
coração e mãos geladas, todas nós, as meninas da vilinha onde morávamos,
abrimos com facilidade o portão e entramos no terreno.
Bem devagar e todas de
mãos dadas, seguimos vistoriando o local, que não tinha nada de estranho.
Subimos os degraus bem devagar. Dava para escutar a respiração acelerada de
todas.
Eu, na frente, fui abrir
a porta. Para minha surpresa, não estava trancada. Parei, mas a minha
curiosidade era tanta, que a empurrei escancarando-a. Entramos. Eu era a única
que tinha lanterna.
Iluminei o interruptor e
acendi as luzes, e não ouvi reclamação de ninguém, pois queríamos ver tudo e
com a lanterna não tinha condições.
Andamos pela sala, de
grande tamanho, móveis clássicos em madeira, sofás forrados com veludo
vermelho, objetos antigos decoravam o ambiente, assim como quadros, muitas
pinturas de homens e mulheres, acho que foram os habitantes da casa.
Passamos para o outro
cômodo, a sala de leitura, lá, me encantei com a quantidade de livros que
estavam na estante que pegava uma parede inteira, até o teto. Na sala pendiam
dois lustres e um sofá grande, perto da janela.
A casa estava bem
cuidada e limpa. Andávamos na direção da cozinha. Pisávamos em “ovos” para não
fazer nenhum barulho, quando Teresa se desequilibra e bate num objeto que cai
ao chão. O estrondo fez até meu coração sair pela boca.
Nisso, alguém grita
perguntando quem estava ali. Os passos apressados começam a ficar mais nítidos
e a voz de mulher com uma fala rouca chega cada vez mais próxima de nós. Alguém
descia as escadas apressadamente.
Saímos correndo e vi a mulher que descia as escadas. Era uma senhora, com vestido
longo e um avental. Ela gritava, mas eu não conseguia entender mais nada o que
falava. Derrubei minha lanterna. A mulher agora berrava. Olhei para trás e vi
seu rosto branco, sua boca espumando de raiva, os olhos enormes esbugalhados,
ela segurava o vestido e com passos rápidos tentava agarrar uma de nós.
A porta, que deixamos
aberta, “voamos” para fora, descendo os degraus “a jato”, abrindo o portão da
rua e desaparecendo na escuridão.
Ninguém olhou para trás.
Chegamos a nossas casas tão rápido que nem acreditei. Caladas e pálidas como
defuntos, permanecemos na porta da vila para o coração voltar ao normal. Nenhuma
de nós ousou comentar alguma coisa naquela noite; nos despedimos e cada uma
entrou para sua casa.
Nunca mais retornamos ao
casarão e até passávamos por outra rua só para não aparecermos na frente do
imóvel.
Não soube mais nada
sobre a senhora que morava na casa e nem quem era ela. O fato foi desaparecendo
aos poucos de nossas vidas, até sumir por completo.
Para mim, a cena sempre
ficou em minha mente, pois não sei como acabei ficando com uma cicatriz na
perna esquerda, pois não me lembro de ter me cortado em nada e ainda hoje, ao dormir, escuto os gritos da velha da casa sombria.
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GÍRIAS
Quem nunca disse uma gíria, que fale alguma agora ou cale-se para
sempre. Calma, não estou rogando nenhuma praga, apenas querendo dizer que as
gírias fazem parte de nossas vidas. Estão por toda parte, aparecendo novas
expressões a todo o momento.
Tudo pode virar gíria. Elas existem assim como os apelidos para
que as pessoas possam chamar de forma diferente: objetos, fatos e outras
pessoas. Que apesar de possuírem seu próprio nome, por um acaso do destino,
acabam ganhando este jeito “novo” de serem chamadas e reconhecidas.
Como exemplo, podemos citar a cerveja, que no passar dos anos, foi
intitulada de: loira, ceva, boa, gelada entre outras.
As gírias em geral são facilmente entendidas, pois são
introduzidas gradualmente em nosso meio. Mas se por acaso pegássemos uma pessoa
totalmente isolada do mundo por algumas décadas e falássemos com ela utilizando
gírias, poderiam ocorrer equívocos de interpretação.
Pensem nesse indivíduo escutando que um rapaz estava “azarando” a moça na escola. Provavelmente iria imaginar que o referido jovem estava torcendo para que a tal moça tropeçasse em algo ou que estourasse a caneta no meio de seu caderno, porque para ele “azarar” seria torcer contra e não “paquerar”.
Pensem nesse indivíduo escutando que um rapaz estava “azarando” a moça na escola. Provavelmente iria imaginar que o referido jovem estava torcendo para que a tal moça tropeçasse em algo ou que estourasse a caneta no meio de seu caderno, porque para ele “azarar” seria torcer contra e não “paquerar”.
Outra gíria que poderia ser mal interpretada é o tal “toque” do
celular - aliás, no meu tempo dar um toque em alguém, era dar uma dica sobre
algo, para o sujeito se “tocar” sobre algum fato do qual ele não estava muito
por dentro –, mas voltando ao celular, a primeira coisa que se pensaria era que
os jovens andavam se “cutucando” (sabe-se lá aonde) com seus aparelhos.
Pior ainda seria se escutasse que fulano iria mandar um “torpedo”
para uma “mina”. Entraria em pânico, acreditando se tratar de um ataque
terrorista.
Brincadeiras à parte, as gírias servem de certa forma para
personalizar o jeito como chamamos algo, deixando-o na “moda”. Chega como uma
novidade, se transforma em pronúncia corriqueira e por fim acaba no dicionário
para não cair no total esquecimento.
Autor: Antonio Brás
Constante
Recordando: Gírias dos
anos 80 e 90:
Chaveco: cantada, paquera.
Detonar: livrar-se de uma tarefa ou pessoa.
Ficar: namorar de leve, uma noite, algumas
horas, sem compromisso.
Ficar de rolo: é ficar mais vezes com a mesma pessoa,
sem exigir fidelidade.
Queimar o filme: perder uma boa oportunidade ou deixar
de cumprir um compromisso.
Roubada: alguma coisa ruim que aconteceu de
forma imprevista.
Anos 60 e 70:
Boko-Moko: pessoa que não sabe se comportar, seja no modo de
falar, seja no modo de vestir.
Broto: moça adolescente.
Bulhufas (ou lhufas): nada.
Canastrão:
mau ator.
Carango: carro.
Cricri: chato.
Gaita: dinheiro.
Mora?: entende?
Na crista da onda: em pleno sucesso.
Papo-Firme: sujeito que não dá mancada.
Plá: conversa.
Prafrentex: avançado.
Tá ruço: está ruim.
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FATOS HISTÓRICOS
Nascimento de Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci, artista renascentista italiano, nasceu
em 15/04/1452. Existem algumas dúvidas sobre a cidade de seu nascimento: para
alguns historiadores, seu berço foi em Anchiano, enquanto para outros,
foi numa cidade, situada na margem direita do rio Arno, perto dos montes
Albanos, entre as cidades italianas de Florença e Pisa.
Foi um dos mais importantes pintores do Renascimento
Cultural. É considerado um gênio, pois se mostrou um excelente anatomista,
engenheiro, matemático músico, naturalista,
arquiteto, inventor e escultor. Seus trabalhos e projetos científicos
quase sempre ficaram escondidos em livros de anotações (muitos escritos em
códigos), e foi como artista que conseguiu o reconhecimento e o prestígio das
pessoas de sua época.
Leonardo da Vinci fez estágio no estúdio de Verrochio
(importante artista da época), na cidade de Florença. Viveu uma época em Milão,
onde trabalhou para a corte de Ludovico Sforza. Até 1506, realizou trabalhos
principalmente em Florença e tudo indica que nesta época tenha pintado sua obra
mais famosa: a bela e enigmática Gioconda (Mona Lisa). Trabalho para o rei
Francisco I da França, onde realizou belos trabalhos. Faleceu na França no ano
de 1519.
Principais trabalhos de Da Vinci:
Trabalhos de pinturas (artes plásticas): Gioconda (Mona Lisa), Leda, Dama do Arminho,
Madonna Litta, Anunciação, A Última Ceia, Ginevra de Benci, São Jerônimo,
Adoração dos Magos, Madona das Rochas, Retrato de Músico, São João Batista,
Madona do Fuso, Leda e o Cisne.
Trabalhos de invenções:
máquina voadora, máquina escavadora, isqueiro, paraquedas, besta gigante sobre
rodas, máquina a vapor, submarino.
Trabalhos Científicos:
homem vitruviano, anatomia do tronco, estudo de pé e perna, anatomia do olho,
estudo da gravidez, estudos e embriões.
Projetos de Arquitetura:
Projeto arquitetônico de uma cidade, projeto de um porto, templo centralizado.
Você sabia?
Leonardo
da Vinci é considerado o pai da técnica do sfumato. Esta técnica consiste em
criar gradientes perfeitos numa pintura, criando luz e sombra.
Frases de Leonardo da Vinci:
-
"A sabedoria é filha da experiência."
-
"Quem pouco pensa, muito erra."
-
"A simplicidade é a máxima sofisticação".
-
"O tempo dura muito para aqueles que sabem aproveitá-lo."



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