Pular para o conteúdo principal

 


Semana da Mulher

Dica de filmes dirigidos por mulheres 

A demanda por equidade dos grupos representados em Hollywood e no mundo tem crescido e, com isso, a demanda do público para conhecer produções e personalidades LGBTQI+, latinas, negras, femininas e de religiões diversas. Embora as premiações e cinemas ainda não tenham uma representatividade significativa, salvo algumas exceções, isso não significa que as produções não existam.

Passando por tramas de guerra, clássicos de infância, dramas impactantes, documentários históricos, terrores autorais, entre outros, os filmes escolhidos, além de serem os mais diversos, provam que as demandas refletem falta de representatividade e não de qualidade. Nesta semana em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher (8/3) vale lembrar longas-metragens dirigidos por mulheres.

  • Matrix: Lana Wachowski e Lilly Wachowski


Sim! Um dos melhores e mais rentáveis filmes de ficção científica da história foi dirigido não por uma, mas por duas mulheres. Lana Wachowski e Lilly Wachowski conquistaram uma legião de fãs com a trilogia Matrix, que continua sendo objeto de pesquisas e análises, inclusive academicamente, até hoje. Na época do lançamento, Matrix bateu diversos recordes de público e só foi superado em números por produções mais recentes.

Matrix dispensa apresentações por estar no imaginário cultural até de quem provavelmente nunca assistiu ao filme. Ele atinge os espectadores por diversos meios: é um blockbuster, tem Keanu Reeves como protagonista, é grandioso, repleto de efeitos digitais revolucionários e ainda traz uma reflexão filosófica complexa de uma forma bastante acessível. A revelação recente de que Matrix realmente é uma metáfora sobre transexualidade fez diversos fãs revisitarem o filme e esse ainda é um bom momento para maratonar, já que um quarto filme está a caminho.

Todos os filmes da franquia Matrix, incluindo Matrix Resurrections, estão na HBO Max


  • Psicopata Americano: Mary Harron

    Filme de terror, com muito sangue e uma pitada deliciosa de ironia, com Christian Bale e dirigido por uma mulher? Temos. Psicopata Americano é um dos filmes mais memoráveis quando se trata de terror psicológico e é amado justamente pelo desenvolvimento primoroso que Mary Harron faz do personagem principal. 

    Psicopata Americano é intenso e assustador por acompanhar a psique de um rico executivo que trabalha com investimentos e vive em um ambiente em que as aparências são tudo. O que ele esconde em sua mente, no entanto, lembra muito o final do personagem Alex de Laranja Mecânica, relação bastante explorada pelos fãs de ambos os filmes ao longo dos anos.

    Psicopata Americano pode ser assistido no Star+ e no Prime Vídeo


    • Bicho de Sete Cabeças: Laís Bodanzky

    O cinema brasileiro está repleto de excelentes diretoras e Laís Bodanzky é um desses grandes nomes, enquanto seu longa de estreia, Bicho de Sete Cabeças, é um dos melhores filmes do nosso cinema até hoje. Estrelado por Rodrigo Santoro, o filme integra duas discussões delicadas ao falar sobre drogas e desenvolver um drama impactante sobre as consequências sérias da internação psiquiátrica. 

     


    Bicho de Sete Cabeças foi imensamente premiado por aqui e até hoje é um dos melhores trabalhos da carreira de Santoro. A direção de Laís Bodanzky é essencial para esse sucesso: embora o roteiro traga todas essas discussões sobre saúde mental, é a direção que torna o filme visceral e impactante.

    Bicho de Sete Cabeças está no catálogo da Netflix

    Outros filmes também merecem destaque como Os Catadores e Eu, por Agnès Varda; Persépolis de Marjane Satrapi; A 13ª Emenda por Ava DuVernay; Precisamos Falar Sobre Kevin, por Lynne Ramsay; Quero Ser Grande da diretora Penny Marshall.

     Filmes patrocinados pela Sabesp com diretoras mulheres

     

    • Chega de Saudade (2008): Laís Bodanzky

    Os dramas e as alegrias de cinco personagens frequentadores de um baile de dança em São Paulo. Tudo começa quando o salão abre as portas e termina quando o último cliente desce a escada, pouco antes da meia-noite. Ao som de muita música e dança, o filme aborda amor, solidão, desejo e traição.

    • As Melhores Coisas do Mundo (2010): Laís Bodanzky

    Junto com os amigos, um adolescente paulistano vive situações onde os medos, a pressão pelo sucesso e a relação com a família se manifestam de forma intensa.

    • Mundo Invisível (2011): Laís Bodanzky

    É um longa-metragem que apresenta distintas percepções sobre a invisibilidade no mundo contemporâneo. A cineasta Laís Bodanzky é uma das realizadoras do filme Mundo Invisível, feito por doze dos maiores cineastas do mundo, tais como: Win Wenders, Atom Egoyan e Manoel de Oliveira, a convite da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

     


    • Que Horas Ela Volta? (2015): Anna Muylaert

    A pernambucana Val (Regina Casé) se muda para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica (Camila Márdila). Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho (Michel Joelsas), morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando Fabinho vai prestar vestibular, Jéssica lhe telefona, pedindo ajuda para ir a São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente pela casa dos patrões, a situação se complica.

    • Marighella (2012): Isa Grinspum Ferraz

    Carlos Marighella, revolucionário e autor do Manual do Guerrilheiro Urbano, foi assassinado pela polícia em 1969, em plena ditadura militar. Em documentário, sua sobrinha Isa Grinspum Ferraz reconstrói sua história por meio de memórias afetivas e depoimentos de pessoas próximas a ele, como a viúva Clara Charf. A narração é do ator Lázaro Ramos.

    • Vazante (2017): Daniela Thomas

    Brancos, afrodescendentes nativos e recém-chegados da África sofrem as mazelas derivadas da incomunicabilidade em uma fazenda imponente, na decadente região dos diamantes, em Minas Gerais, no início do século 19.

     


    Todos os filmes da Sabesp são patrocinados pela Lei do Audiovisual. Além dos citados, vale assistir também: Hoje (2011) & Trago Comigo (2015), Tata Amaral; Era o Hotel Cambridge (2016), Eliane Caffé; Ralé (2016), Helena Ignez; A Sombra do Pai (2019), Gabriela Amaral Almeida; Marias (2016), Joana Mariani; e Vale dos Esquecidos (2010), Maria Raduam.


    Comentários

    Postagens mais visitadas deste blog

      Imagem pública Google Giro pela Cultura e História Hoje tem Sarau Literário-Gastronômico em Santos   Amantes da literatura brasileira não podem perder o sarau literário-gastronômico que se realiza nesta quinta-feira (18/06), das 19 às 21 horas, na Casa das Culturas de Santos.   Além de conhecer a biografia e poemas do poeta, cronista, cotista e jornalista Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, mais conhecido como Olavo Bilac, considerado o "príncipe dos poetas brasileiros", os quitutes foram inspirados na tradicional e sem igual Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro, frequentada pelo poeta.   O evento é totalmente gratuito e sem necessidade de inscrição basta comparecer no horário e participar, quem quiser leve seu poema e leia! A casa fica na Rua Sete de Setembro, 49, Vila Nova, Santos. Imagem pública Google   Olavo Bilac Olavo Bilac (Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac), jornalista, poeta, inspetor de ensino, nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 16 de dezembr...
    Poesia Telha de Vidro Rachel de Queiroz Uma boa semana a todos nós! Ontem foi um dia complicado porque fui fazer um curso e no sábado estive numa festa. Só tenho a avaliar que meu final de semana foi ótimo! E nada melhor para relaxar na segunda com uma poesia, não é? Ainda mais depois da turbulência política de ontem, que começou na sexta (só lembrando que este veículo serve aos leitores temáticas culturais e não discuto aqui nada sobre política, somente uma pequena pincelada, para que este meu projeto não se torne um salseiro). Então vamos a Poesia Telha de Vidro da ilustre Rachel de Queiroz, espero que gostem. Tchau pessoal, até amanhã, Míriam Quando a moça da cidade chegou   veio morar na fazenda,   na casa velha...   Tão velha!   Quem fez aquela casa foi o bisavô...   Deram-lhe para dormir a camarinha,   uma alcova sem luzes, tão escura!   mergulhada na tristura   de sua treva e de sua única portinha... A moça nã...
    Bom dia. Segue o conto “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão. Importante texto que serve de reflexão sobre a prática danosa da derrubada de árvores indiscriminada, uma tendência mundial de devastação da natureza. O homem que espalhou o deserto Ignácio de Loyola Brandão Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pou...