Cantinho da Poesia traz poema de
Mário de Andrade
Boa noite a todos! Iniciamos mais uma semana
com muito trabalho!
A coluna
Cantinho da Poesia traz um poema de Mário de Andrade, “Aceitarás o amor
como eu o encaro?” por ter o autor ideias de brasilidade e ser um personagem
essencial nesse acontecimento, na Semana de 22.
Aceitarás o amor como eu o encaro?…
Aceitarás o amor como eu o encaro?…
… Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.
Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.
Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.
Que grandeza… a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.
Mário Raul de Morais Andrade
Poeta, romancista, contista, musicólogo, historiador de arte, professor, pesquisador, crítico e fotógrafo. Um dos fundadores do Modernismo no país, ele praticamente criou a poesia brasileira moderna com a publicação de sua Pauliceia Desvairada em 1922, primeiro livro de poemas da primeira fase do Modernismo.
Mário se
interessava por tudo aquilo que dissesse respeito ao seu país e teve papel
importante na implantação do Modernismo no Brasil, se tornado a figura mais
importante da Geração de 22. Seu romance "Macunaíma" foi sua
criação máxima.
Mário de Andrade
nasceu na Rua da Aurora, em São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Filho de
Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa concluiu o ginásio e entrou para a
Escola de Comércio Alves Penteado.
Depois de se
desentender com o professor de português abandonou o curso. Em
1911 ingressou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, concluindo o
curso de piano em 1917.
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