Fendas no olhar
Bom dia amigos, iniciamos mais uma semana, que
seja de paz e felicidade.
No Cantinho da Poesia de hoje deixo a poesia “Fendas
no Olhar” de minha amiga Maria Bernadete Bernardo, espero que gostem.
Abraços,
Míriam
Coisas vão se tornando desimportantes,
não ambiciono a pressa nem tenciono a exaustão.
A brandura que desce, vem como a chuva,
do alto, me banha e me deixa a escorrer por todo lado.
Quanto mais me derreto, mais o solo se umedece
sob meus pés.
Fomentação aquosa a me tornar bolhas
que levitam e se espocam ao menor esbarrão.
Descompassado e sólido movimento
a me servir a pele ressecada, quase em fendas
(talhada).
Não me pergunte o sentido de nada,
Nada sei.
Espalho meu rosto diante do espelho
que me segue, como o retrato na parede.
O quê me dizem, não sei decifrar.
Sei que sabem mais,
bem mais que eu.
A brandura que desce, vem como a chuva,
do alto, me banha e me deixa a escorrer por todo lado.
Quanto mais me derreto, mais o solo se umedece
sob meus pés.
Fomentação aquosa a me tornar bolhas
que levitam e se espocam ao menor esbarrão.
Descompassado e sólido movimento
a me servir a pele ressecada, quase em fendas
(talhada).
Não me pergunte o sentido de nada,
Nada sei.
Espalho meu rosto diante do espelho
que me segue, como o retrato na parede.
O quê me dizem, não sei decifrar.
Sei que sabem mais,
bem mais que eu.
26/04/2018
Imagem Google

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