Pular para o conteúdo principal

Oficina Literária de Haicai – Santos Natureza, Arquitetura em Fotopoemas


Nesta sexta-feira, dia 18, será realizada a Oficina Literária de Haicai – Santos Natureza, Arquitetura em Fotopoemas, das 19h às 21h.
A oficina, organizada por Regina Alonso e com entrada gratuita, acontece no Espaço Cultural Rolidei e os trinta primeiros participantes serão agraciados com o livro de poemas de Regina Alonso.
O Espaço Rolidei fica no 3° piso do Teatro Municipal Brás Cubas – Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias, Santos.
====================
   Horizonte
     Daniel Moreira


Eu tenho um querer
Complexo na sua razão de ser
Ele não mede consequências para existir 
E nem deveria
Pois esse não é o seu papel
É confidente do desejo
Primo-irmão do anseio
Convive com borboletas e cataventos
Dentro de mim
Não é por sim dizer um simples querer
Ele mora num sonho
Que está prestes a se realizar.

Conheça o poeta, acesse:

*Imagem by Joan Miró


===========

Você no pensamento
Valeska Cabral

Penso em você
Mais do que queria
Mais do que deveria...
Penso em você
Quando a tristeza me consome,
Quando a alegria me contagia,
Quando a dor me abate,
Quando o medo me faz tremula,
Quando tenho dúvidas...
Penso em você
Mais do que queria
Mais do que deveria...
Na solidão me faz companhia
No frio me aconchega
No vazio do silêncio
Encontro suas palavras de querer.
Penso em você agora
Presente nessa inspiração
Preenchendo meu coração
Sendo dono desse tempo
Que te dou em pensamento. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

  Imagem pública Google Giro pela Cultura e História Hoje tem Sarau Literário-Gastronômico em Santos   Amantes da literatura brasileira não podem perder o sarau literário-gastronômico que se realiza nesta quinta-feira (18/06), das 19 às 21 horas, na Casa das Culturas de Santos.   Além de conhecer a biografia e poemas do poeta, cronista, cotista e jornalista Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, mais conhecido como Olavo Bilac, considerado o "príncipe dos poetas brasileiros", os quitutes foram inspirados na tradicional e sem igual Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro, frequentada pelo poeta.   O evento é totalmente gratuito e sem necessidade de inscrição basta comparecer no horário e participar, quem quiser leve seu poema e leia! A casa fica na Rua Sete de Setembro, 49, Vila Nova, Santos. Imagem pública Google   Olavo Bilac Olavo Bilac (Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac), jornalista, poeta, inspetor de ensino, nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 16 de dezembr...
Poesia Telha de Vidro Rachel de Queiroz Uma boa semana a todos nós! Ontem foi um dia complicado porque fui fazer um curso e no sábado estive numa festa. Só tenho a avaliar que meu final de semana foi ótimo! E nada melhor para relaxar na segunda com uma poesia, não é? Ainda mais depois da turbulência política de ontem, que começou na sexta (só lembrando que este veículo serve aos leitores temáticas culturais e não discuto aqui nada sobre política, somente uma pequena pincelada, para que este meu projeto não se torne um salseiro). Então vamos a Poesia Telha de Vidro da ilustre Rachel de Queiroz, espero que gostem. Tchau pessoal, até amanhã, Míriam Quando a moça da cidade chegou   veio morar na fazenda,   na casa velha...   Tão velha!   Quem fez aquela casa foi o bisavô...   Deram-lhe para dormir a camarinha,   uma alcova sem luzes, tão escura!   mergulhada na tristura   de sua treva e de sua única portinha... A moça nã...
Bom dia. Segue o conto “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão. Importante texto que serve de reflexão sobre a prática danosa da derrubada de árvores indiscriminada, uma tendência mundial de devastação da natureza. O homem que espalhou o deserto Ignácio de Loyola Brandão Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pou...