Crônica
Pilões
Semana passada estive em Pilões,
visitando o lugar para fazer uma matéria para a Sabesp, mais uma de tantas que
já fiz, desde junho do ano passado.
A ETA Pilões é um lugar daqueles que
sempre tenho vontade de voltar, não importa quantas vezes eu vá. Lá eu me sinto
bem, vendo deslizar pelas pedras as águas cálidas e límpidas do rio Pilões,
vindas lá do alto da serra, ressaltando o verde da mata.
A paisagem se completa com o todo do
local. Tudo é perfeito lá, uma sincronia de sons da natureza, onde Vivaldi com
certeza comporia mais uma bela sinfonia. O cantar dos passarinhos se junta à
melodia produzida pela água que vem do alto, continuada a cada rocha que está
no caminho.
Meu coração bate mais forte naquele
lugar, quando meus olhos se fixam no todo daquela paisagem deslumbrante. Para
mim, a sensação de bem-estar da semana passada foi a mesma de quando visitei
Pilões pela primeira vez, quando fui agraciada com um banho de pétalas que
plainavam suavemente até se findarem às águas da queda d´água.
Já a Sabesp, desde a década de 70,
vem cuidando da estação, mantendo-a e conservando-a para melhor atender as
pessoas. Dá trabalho para conservar o equipamento e toda aquela imensa área, que
exige profissionais competentes e comprometidos.
Em Pilões eu me sinto livre, meus
pensamentos voam como os pássaros, bem alto, até se perder de vista.
Lá, me lembro de meu passado, quando
eu costumava andar por trilhas e desbravar a natureza, conhecendo lugares
maravilhosos deste meu Brasil verde e amarelo.
Hoje meus passeios estão bem
diferentes e sofisticados. Visito museus e outros lugares, mas nada se iguala a
natureza deste País que abriga belezas incomparáveis perdidas na Mata
Atlântica, terra adorada e idolatrada, digna de um hino nacional.
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