Bom dia queridos amigos. Hoje é
quarta-feira, metade da semana. Pensando nisso, os assuntos de hoje são leves,
para relaxar e falam de amor!
Tem o lançamento do livro de
poemas Crônicas do Amor Impossível e também uma linda poesia de Mirian Melo,
Amor Maldito.
Lançamento do livro
de poemas
Crônicas do Amor Impossível
Sinopse: Mário de
Andrade definiu para sempre: amar é verbo intransitivo. O amor atrai pela
promessa do bem, mas cutuca uma ferida narcísica: expõe nossa carência, nossa
falta em sermos completos como gostaríamos. Quando amamos, sofremos porque
vemos no outro tudo o que nos falta e queremos.
Sofremos porque temos
medo de que o outro goste menos de nós e nos abandone, levando consigo uma
parte nossa que nos desabita. Se não amamos, sofremos porque não temos com quem
compartilhar o que temos. Se não somos amados, não adianta ter o que
compartilhar.
Sergio Almeida parte
para o seu segundo trabalho de poesias. Neste livro os poemas não são divididos
em versos no sentido tradicional. São labirintos que exigem cuidados especiais
em sua passagem, caso contrário, você pode se sentir perdido. Crônicas do Amor
Impossível mostra a corrosão que o amor provoca no outro lado. O que quebra na
engrenagem do outro, os escombros pós-explosão e o que restou.
Sem sonhos e sem
conselhos o livro fala de amor. Preso no labirinto desse sentimento tenta uma
fuga, pois, ao mesmo tempo em que há uma desconstrução, surge uma possibilidade
do novo, da superação. E é justamente nesta superação que o autor tenta fazer o
seu voo. No entanto, como no voo de Ícaro, é também uma experiência dolorosa.
Convido-o a fazer a
travessia neste deserto cheio de tesouros. Entretanto, tenha cuidado para não
se deixar atingir pelo brilho do Sol que pode destruir qualquer chance de voo.
Ficha Técnica:
Título: Crônicas do
amor impossível
Autor: Jardim
Páginas: 109
Idioma: Português
Edição: Primeira
Ano de Lançamento: 2012
ISBN: 9788579760396
Leia as primeiras páginas:
Conheça os videos poemas do livro:
Para adquirir o livro:
Confira entrevista do autor para o Portal Cranik:
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Amor Maldito
Mirian Marclay Melo
Há um
amor maldito corroendo-me o peito
Rasgando-me a carne envenenando-me os nervos.
Ceifando-me a vida tornando-me cativa. Amando-me
– do seu jeito.
Há um amor maldito
que seu julga perfeito.
Faz-me refém, no papel, na vida,
Qual fosse -um favo de mel
E eu- sua abelha rainha.
Falando-me das nuvens
Olhando meus lábios molhando meus olhos
Secando meus veios querendo meus seios.
O mundo se faz por decreto e assim tão secreto
Um bendito amor.
Há um amor tão cingido em versos perversos
Que leva-me o pouco que resta, e deixa-me nada
Que presta, e toma-me tanto que fico maldita
Do amor que me habita, ainda.
Há um amor tão maldito que eu quero
Muito mais do que ele acredita, do que os dentes
Que cravo ou do que a vida desacredita.
Do bem ou do mal que encerro, da noite que assim
Dormita.
Há um amor que conclamo – maldito – enfim.
Há um amor que proclamo – bendito – a mim.
Infinito – o amor que trago e amo!
Infinito – o amor que afago e amo!
Esse breu
Amor meu
Até o fim
Amor
A mim.
Conheça a poetisa,
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