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Bom domingo a todos nós.
Deixo hoje aqui na página o conto “Parabéns Enzo!”, que faz parte da edição de abril da Revista Conexão Literatura.
E se você quiser fazer parte divulgando artigo científico, conto, crônica e poesia, entre outras atividades literárias, o envio de material tem prazo até dia 23/04.
Abraços.





M
anhã do dia 19 de março de 2021, aliás, Dia de São José para quem é da religião católica, e Enzo irá comemorar o aniversário dele próprio junto dos amiguinhos do condomínio onde reside há sete anos.
        Mas neste ano iria “arrebentar”, receber muitos presentes, além de ganhar ainda, a bicicleta que tanto sonhou.
        O pai logo cedo o cumprimentou feliz da vida, já que 2020 foi um ano triste para todas as pessoas do mundo, que lamentavelmente passaram pela pandemia do coronavírus, crise que abalou o globo terrestre. E antes mesmo que lembranças dolorosas reinassem na casa, vem do curso de Enfermagem a filha Rose, de 17 anos de idade, que mudou de ideia de Administração para a área médica por inspiração de milhares de médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares, estagiários e estudantes, que nos momentos mais críticos em que a doença avançava no Brasil, incansavelmente ficaram à frente nos hospitais e postos de saúde, recebendo e cuidando, dia e noite de pessoas infectadas pela doença.
        Mas o momento que mais marcou a opção profissional de Rose foi o crescente número de voluntários, que não mediram esforços em prol da solidariedade em ajudar com reforço físico e de corações abertos aos doentes.
        Enzo além de completar mais um ano com saúde via na irmã uma grande inspiração e lição de vida, um exemplo de positividade e de educação. Porque pessoas do bem são sempre bons exemplos, não é mesmo?

Rose estava sempre ao lado dele, em todos os momentos, sem contar que sabia cativar o irmão com presentes legais!
        A mãe Érica seguia na cozinha preparando os quitutes, pois era a doceira preferida do bairro Pompeia, na cidade de Santos, no litoral paulista! Cheia de encomendas sempre, viu sua rotina retornar gradativamente logo após a doença “desaparecer do mapa” tão rápido assim como iniciou, lá no outro lado do mundo, no Oriente, passando para o Velho Continente. Érica se benzeu na lembrança das pessoas que perderam suas vidas com a pandemia, mas alegrou-se ao lembrar-se dos bons comportamentos, em como as pessoas seguiram as regras permanecendo em casa até que o perigo eminente chegasse ao fim. Érica riu sozinha batendo o bolo da festa ao lembrar-se ainda dos idosos, que de jeito algum queriam obedecer e roubaram a cena da tragédia com vídeos engraçadíssimos mostrando todos os tipos de teimosia porque não queriam ficar em casa, isso sim marcou momentos de descontração dentro de um cenário cruel. Mas depois de tudo isso, o grupo número um de risco entendeu que não podia perambular pelas ruas e eles acabaram entrando para valer na quarentena.
        E todo esse reflexo da doença que veio cheia de tristeza e calamidade pública, a pandemia foi perdendo força, e o que sobrou do ano passado foram momentos de bons costumes, que aproximaram mais as famílias, já que não tinham muitas opções além de compras de remédios e abastecimento de alimentos, foram momentos em que as pessoas voltaram a se reunir com velhos jogos de cartas ou outros passatempos, passaram a assistir mais filmes juntos, enfim, como diz o ditado, “há males que vêm para o bem”, sem contar que a Esperança fez parte de todos os corações, que pulsaram em um só sentido, o da preservação da vida!   
Já o pai Rodrigo lembrou-se ainda dos idosos que foram resgatados de asilos, pois muitas pessoas, movidas pelo remorso, buscaram seus entes queridos desses locais, já que muitos, descartados pelas famílias, caíram no esquecimento e a doença mexeu com o sentimento comunitário do planeta!
- Parabéns Enzo! As duas palavras ecoaram por toda a vizinhança, enchendo de alegria o coração do garoto, que teve uma esplêndida festa de aniversário!
       
       
O intuito da história foi homenagear e brindar os profissionais de saúde que incansavelmente se arriscam todos os dias para salvar vidas, assim como também demais responsáveis que estão na linha de frente mantendo estabelecimentos indispensáveis à população.
Infelizmente a Humanidade passa por momento muito difícil, mas tenho certeza que se todos fizerem a sua parte cumprindo determinações impostas ao bem coletivo, sairemos dessa calamidade no menor tempo possível, mantendo cautela e procedimentos de educação e de higiene pessoal e coletiva.


     

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