Pular para o conteúdo principal
Tempo
“Primeiros Versos”, de Bernadete Bernardo

Bom dia e excelente início de semana. 
Nesta segunda, a coluna Cantinho da Poesia traz mais um poema do livro "Primeiro Versos", de Bernadete Bernardo, amiga querida e que já foi colunista da página com dias da Língua Portuguesa e Literatura.
Espero que gostem.
Abraços,
Míriam

Tempo

Nem tinha tempo para sofrer.
O dia transcorria,
distraidamente.
Sem tempo. Era a salvação!
Bendita salvação!
À noite descia, rota agonia,
sem amarra que lhe segurasse à terra,
sem laço que lhe segurasse o sonho.


Bernadete Bernardo

Aposentada da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo Bernadete trabalhou por mais de trinta anos em escolas de São Vicente e Praia Grande, tendo se aposentado em 2016, na Escola Estadual Professor Pedro Paulo Gonçalves Lopes, situada no Jardim Anhanguera, em Praia Grande.
Nasceu no interior do Espírito Santo e aos oito anos, no final da década de sessenta, veio com a família para São Paulo, permanecendo até os dias atuais. Residiu em São Vicente, e desde 2004, em Praia Grande.
Formada em Letras pela Universidade Metodista de São Paulo, participou do primeiro curso livre de Escrita Literária, de Santos, pelo Núcleo de Incentivo à Palavra (NIP), em 2017 e 2018.
Maria Bernadete também fez parte da “2ª Antologia de Poesias”, da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande, como revisora da obra, juntamente com outros membros da instituição.
Atualmente ela aproveita os momentos mais tranquilos da aposentadoria para se dedicar totalmente à literatura e a eventos culturais da região, como por exemplo, a “Roda Literária”, evento promovido pela Casa do Poeta.

Contato com a autora: (13) 3471-4607 / 99161-3292 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

  Imagem pública Google Giro pela Cultura e História Hoje tem Sarau Literário-Gastronômico em Santos   Amantes da literatura brasileira não podem perder o sarau literário-gastronômico que se realiza nesta quinta-feira (18/06), das 19 às 21 horas, na Casa das Culturas de Santos.   Além de conhecer a biografia e poemas do poeta, cronista, cotista e jornalista Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, mais conhecido como Olavo Bilac, considerado o "príncipe dos poetas brasileiros", os quitutes foram inspirados na tradicional e sem igual Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro, frequentada pelo poeta.   O evento é totalmente gratuito e sem necessidade de inscrição basta comparecer no horário e participar, quem quiser leve seu poema e leia! A casa fica na Rua Sete de Setembro, 49, Vila Nova, Santos. Imagem pública Google   Olavo Bilac Olavo Bilac (Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac), jornalista, poeta, inspetor de ensino, nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 16 de dezembr...
Poesia Telha de Vidro Rachel de Queiroz Uma boa semana a todos nós! Ontem foi um dia complicado porque fui fazer um curso e no sábado estive numa festa. Só tenho a avaliar que meu final de semana foi ótimo! E nada melhor para relaxar na segunda com uma poesia, não é? Ainda mais depois da turbulência política de ontem, que começou na sexta (só lembrando que este veículo serve aos leitores temáticas culturais e não discuto aqui nada sobre política, somente uma pequena pincelada, para que este meu projeto não se torne um salseiro). Então vamos a Poesia Telha de Vidro da ilustre Rachel de Queiroz, espero que gostem. Tchau pessoal, até amanhã, Míriam Quando a moça da cidade chegou   veio morar na fazenda,   na casa velha...   Tão velha!   Quem fez aquela casa foi o bisavô...   Deram-lhe para dormir a camarinha,   uma alcova sem luzes, tão escura!   mergulhada na tristura   de sua treva e de sua única portinha... A moça nã...
Bom dia. Segue o conto “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão. Importante texto que serve de reflexão sobre a prática danosa da derrubada de árvores indiscriminada, uma tendência mundial de devastação da natureza. O homem que espalhou o deserto Ignácio de Loyola Brandão Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pou...