O
Cantinho da Poesia traz Florbela Espanca
Olá, vamos a mais
uma semana e que seja iluminada, ainda mais agora com a nossa primeira santa
brasileira, viva Irmã Dulce!
O Cantinho da
Poesia traz o poema Impossível da portuguesa Florbela Espanca.
Espero que gostem.
Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:
Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,
Sempre a pensar na dor que não existe ...
O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!
Faça por estar contente! Pois então?! ...”
Quando se sofre, o que se diz é vão ...
Meu coração, tudo, calado, ouviste ...
Os meus males ninguém mos adivinha ...
A minha Dor não fala, anda sozinha ...
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera! ...
Os males de Anto toda a gente os sabe!
Os meus ... ninguém ... A minha Dor não cabe
Nos cem milhões de versos que eu fizera! ...
Florbela Espanca
Flor Bela Lobo, que se autonomeou Florbela d’Alma
da Conceição Espanca, nasceu em 08 de dezembro de 1894, em Portugal, falecendo
aos 36 anos, na mesma data, em 1930.
Reconhecida como uma das principais poetisas
portuguesas, Florbela escreveu mais de 150 poemas, iniciando no s versos aos 08
anos de idade.
Foi autora de contos, poesias, cartas, mas é
considerada a poetisa do soneto, e seus versos expressam sentimentos profundos
em relação ao amor, sofrimento, saudade, solidão e morte.
Florbela representa a emancipação literária de mulheres, numa época em que a palavra só era
valorizada quando vinda de homens.
Fonte: Pensador, Wikipedia e imagens públicas Google
Fonte: Pensador, Wikipedia e imagens públicas Google


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