Pular para o conteúdo principal

Matilde Camus no Cantinho da Poesia

Bom dia e excelente início de semana a todos nós!
Para esta segunda, a coluna Cantinho da Poesia traz um pouco da poesia espanhola de Matilde Camus.



Eu sou da montanha

Sou da montanha dos vertebrados,
cheia de impulsos úmidos de orvalho,
campos de sonho,
córregos e rios cantantes;
de mansões hidalgas
e barulho de albarca nas estradas.

Eu sou desta terra gramada e vestida,
onde o sol nos envolve com amor,
onde a névoa beija nossos rostos
e as praias são perfumadas com seus pinheiros.

Sou dessas costas, dura e do norte,
onde o mar revolto se enrola,
onde há tremores de algas marinhas
sob espumas de arminho.

Sou da colina mais bonita
de nossa costa de Santander.
Aqui, a primavera é uma voz molhada que
explode em flashes e explosões.

 Aurora Matilde Gómez Camus

Nascida em 26 de setembro de 1919 e falecida em 28 de abril de 2012 em Santander (La Montaña, Cantábria), a poeta e pesquisadora deixou vasta obra em poesia e pesquisa.

Alguns poemas: Vozes (1069), Voo das estrelas (1969), Primavera do Amor (1972), Poético Bestiário (1973) e Templo do Amanhacer (1974), entre outros.

Alguns trabalhos de pesquisa que se destacaram: Vicenta García Miranda, uma poeta extrema, XL aniversário do Centro de Estudos da Montanha (1976), Santander e o  novo mundo  (1979), Ações de guerra em  Santander do sétimo exército (1811-1813)  e  História do  Lugar do Monte ( 1985 ), entre outros.

Homenagem ao centenário de Matilde Camus

O dia 26 de setembro de 2019 marca o centenário do nascimento da poeta, pesquisadora e colunista nascida em Santander, falecida em 2012.
Acesse o link e acompanhe a agenda cultural programada para o grande dia:



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

  Imagem pública Google Giro pela Cultura e História Hoje tem Sarau Literário-Gastronômico em Santos   Amantes da literatura brasileira não podem perder o sarau literário-gastronômico que se realiza nesta quinta-feira (18/06), das 19 às 21 horas, na Casa das Culturas de Santos.   Além de conhecer a biografia e poemas do poeta, cronista, cotista e jornalista Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, mais conhecido como Olavo Bilac, considerado o "príncipe dos poetas brasileiros", os quitutes foram inspirados na tradicional e sem igual Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro, frequentada pelo poeta.   O evento é totalmente gratuito e sem necessidade de inscrição basta comparecer no horário e participar, quem quiser leve seu poema e leia! A casa fica na Rua Sete de Setembro, 49, Vila Nova, Santos. Imagem pública Google   Olavo Bilac Olavo Bilac (Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac), jornalista, poeta, inspetor de ensino, nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 16 de dezembr...
Poesia Telha de Vidro Rachel de Queiroz Uma boa semana a todos nós! Ontem foi um dia complicado porque fui fazer um curso e no sábado estive numa festa. Só tenho a avaliar que meu final de semana foi ótimo! E nada melhor para relaxar na segunda com uma poesia, não é? Ainda mais depois da turbulência política de ontem, que começou na sexta (só lembrando que este veículo serve aos leitores temáticas culturais e não discuto aqui nada sobre política, somente uma pequena pincelada, para que este meu projeto não se torne um salseiro). Então vamos a Poesia Telha de Vidro da ilustre Rachel de Queiroz, espero que gostem. Tchau pessoal, até amanhã, Míriam Quando a moça da cidade chegou   veio morar na fazenda,   na casa velha...   Tão velha!   Quem fez aquela casa foi o bisavô...   Deram-lhe para dormir a camarinha,   uma alcova sem luzes, tão escura!   mergulhada na tristura   de sua treva e de sua única portinha... A moça nã...
Bom dia. Segue o conto “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão. Importante texto que serve de reflexão sobre a prática danosa da derrubada de árvores indiscriminada, uma tendência mundial de devastação da natureza. O homem que espalhou o deserto Ignácio de Loyola Brandão Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pou...