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Cantinho da Poesia

A coluna traz um pouco da poesia de Carolina Maria de Jesus

 

Um bom dia e início de semana a todos nós.

A coluna traz hoje um pouco do poema da escritora e poeta Carolina Maria de Jesus, uma das mais importantes autoras brasileiras, para quem ainda não conhece sua obra, vale a pena!

 

Poeta, em que medita?
Por que vives triste assim?
É que eu a acho bonita
E você não gosta de mim.
Poeta, tua alma é nobre
És triste, o que o desgosta?
Amo-a. Mas sou tão pobre
E dos pobres ninguém gosta.


Poeta, fita o espaço
E deixa de meditar.
É que... eu quero um abraço
E você persiste em negar.
Poeta, está triste eu vejo
Por que cisma tanto assim?
Queria apenas um beijo
Não deu, não gosta de mim.
Poeta!
Não queixas suas aflições
Aos que vivem em ricas vivendas
Não lhe darão atenções
Sofrimentos, para eles, são lendas.

 



Carolina Maria de Jesus

 

Nascida em Sacramento, Minas Gerais, em 14 de março de 1914, Carolina Maria de Jesus teve apenas dois anos de estudo formal, tornando-se escritora e nacionalmente conhecida em 1960, com a publicação de seu livro Quarto de despejo: diário de uma favelada, no qual relatou o seu dia a dia na favela do Canindé, na cidade de São Paulo. Morreu em 13 de fevereiro de 1977. Hoje é considerada uma das mais importantes escritoras negras da literatura brasileira.

O seu livro Quarto de despejo traz as memórias de uma mulher negra e favelada (como diz o subtítulo) que via a escrita como forma de sair da invisibilidade social em que se encontrava. Com seus diários, suas memórias registradas por meio da escrita, Carolina Maria de Jesus deu sentido à sua própria história e hoje é figura essencial na literatura brasileira.

 

Principais obras da escritora:

Quarto de despejo (1960);

Casa de alvenaria (1961);

Diário de Bitita (1986);

Meu estranho diário (1996).

 

Leia mais sobre a biografia desta importante autora nacional, acesse:

https://brasilescola.uol.com.br/literatura/carolina-maria-jesus.htm

  

Fonte: Pensador; Brasil escola; imagens google 

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