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Mário Quintana no Cantinho da Poesia

Olá, bom dia.
A coluna hoje traz a poesia de Mário de Miranda Quintana, conhecido por Mário Quintana.
O poeta, tradutor e jornalista nasceu e faleceu no Rio Grande do Sul, de 30/07/1906 a 05/05/1994.
Estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo.
Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, deixa vasta obra. Entre obras poéticas, destacam-se: Canções; Sapato Florido; O Aprendiz de Feiticeiro e Espelho Mágico, entre outras.
Já livros infantis, O Batalhão das Letras; O Sapato Amarelo e Sapato Furado etc.
Antologias, deixou Prosa & Verso; Na Volta da Esquina e 80 anos de Poesia, entre outros.
Quintana também traduziu diversos livros e em 1981 recebeu o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano.


A Rua dos Cataventos

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arrancar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

Fonte: Revista Bula, Wikipédia, eBiografia e imagens de domínio público

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