Florbela Espanca no Cantinho da Poesia
Olá, bom dia e excelente início de semana a todos nós.
Hoje a coluna Cantinho da Poesia traz um dos grandes nomes da poesia portuguesa, Florbela Espanca, com o poema "Voz que se cala".
Abraços, até amanhã.
Que beija as ervas do atalho escuro,
Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.
Amo a hera, que entende a voz do muro
E dos sapos, o brando tilintar
De cristais que se afagam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.
Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!
Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!
Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.
Amo a hera, que entende a voz do muro
E dos sapos, o brando tilintar
De cristais que se afagam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.
Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!
Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!
Fonte: site mensagens de amor e imagem de domínio público

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