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Amor, poesia de Álvares de Azevedo

Olá amigos, excelente início de semana a todos nós.
Hoje é segunda e dia da coluna Cantinho da Poesia, e para marcar mais um poeta do Romantismo, deixo a poesia “Amor”, de Álvares de Azevedo, abraços,
Míriam

Amor
Amemos! Quero de amor 
Viver no teu coração! 
Sofrer e amar essa dor 
Que desmaia de paixão! 
Na tu’alma, em teus encantos 
E na tua palidez 
E nos teus ardentes prantos 
Suspirar de languidez! 

Quero em teus lábios beber 
Os teus amores do céu, 
Quero em teu seio morrer 
No enlevo do seio teu! 
Quero viver d’esperança, 
Quero tremer e sentir! 
Na tua cheirosa trança 
Quero sonhar e dormir! 

Vem, anjo, minha donzela, 
Minha’alma, meu coração! 
Que noite, que noite bela! 
Como é doce a viração! 
E entre os suspiros do vento 
Da noite ao mole frescor, 
Quero viver um momento, 
Morrer contigo de amor!

Álvares de Azevedo

O poeta nasceu em 12/09/1831 e faleceu aos 20 anos, no dia 25/04/1852, considerado um dos melhores poetas do Romantismo. Além de poeta, foi também escritor e contista, da segunda geração romântica brasileira. Suas poesias retratam o seu mundo interior. É conhecido como "o poeta da dúvida". Seus poemas falam constantemente do tédio da vida, das frustrações amorosas e do sentimento de morte. Álvares de Azevedo é Patrono da cadeira nº 2, da Academia Brasileira de Letras.
De todos os poetas de sua geração é o que mais reflete a influência do poeta inglês Byron, criador de personagens sonhadores e aventureiros.

Obra – livros:
Macário, 1850
Lira dos Vinte Anos, 1853
Noite na Taverna, 1855

Algumas poesias:

A Lagartixa; Adeus, Meus Sonhos; Ai, Jesus!; Amor; Anjinho; Anjos do Céu; Anjos do Mar; Cantiga; Cismar; Desalento; Desânimo; Lágrimas da Vida; Luar de Verão; Meu Desejo;
Meu Sonho e Saudades, entre outros poemas.

Fonte: Wikipédia e ebiografia 

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