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Palestra sobre o poeta 
Odorico Mendes
Por Paulo Vasconcellos

Olá pessoal, um bom domingo a todos nós e Feliz Dias das Mães às amigas e leitoras mães, tenham um dia maravilhoso!

O poeta Manuel Odorico Mendes (1799-1864) teve papel importante na política e na vida cultural do Império brasileiro, uma faceta pouco conhecida desse maranhense.
Já como tradutor de Virgílio e Homero, sua obra tem sido divulgada, desde sua revalorização deflagrada por Haroldo de Campos. Apesar disso, Odorico mereceria ser mais (re)conhecido fora da academia.
A palestra – ministrada por um especialista no autor – pretende expandir o conhecimento de sua obra, apresentando um panorama biográfico e uma análise de sua produção tradutória.

Serviço:
Palestra sobre o poeta Odorico Mendes
Quando: dia 16/05 – às 19h30
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista,37, Bela Vista, São Paulo
Mais informações: (11) 3285-6986/3288-9447

Odorico Mendes
Manuel Odorico Mendes nasceu em São Luís, em 24 de janeiro de 1799, e faleceu, em 17 de agosto de 1864. Sua descendência vem, segundo Antônio Henriques Leal, de famílias ilustres do Maranhão.
Lembrado, sobretudo como patriarca da literatura maranhense, é a sua importante produção como homem de letras, que se avolumou especialmente após o fim de sua carreira parlamentar e a sua aposentadoria. Ainda no Brasil, Odorico empreendeu duas traduções de Voltaire: Mérope (1831) e Tancredo (1839).
Todavia, a produção intelectual de Odorico, no campo das letras, teve uma fase especialmente fértil após a sua mudança, com família e tudo, para a Europa. Dedicando todo o seu tempo à tradução de Virgílio e Homero, um projeto intelectual que acalentava há vários anos. São publicadas postumamente: a Ilíada (1874), e a Odisseia (1929), ambas do Rio de Janeiro. Além disso, Odorico teve vários de seus poemas inclusos em diversas antologias, como no Parnaso Brasileiro (1843), de João Manuel Pereira da Silva, Mosaico Poético (1844), de Emílio Adet e Joaquim Norberto de Sousa Silva, e no Parnaso Maranhense (1861). Segundo alguns críticos literários, Odorico antecipou-se à narrativa social rural de José de Alencar, uma vez que o autor cearense publica O Gaúcho (1870), O Tronco do Ipê (1871), Til (1872) e O Sertanejo (1875), seguindo de perto o projeto elaborado pelo tradutor maranhense em seus romances.

Fonte: blog maranharte 

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