Esperança de Mário Quintana
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mário Quintana
O poeta, tradutor e jornalista Mário de Miranda
Quintana nasceu e faleceu no Rio Grande do Sul – 30/07/1906 a 05/05/1994).
Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal,
mudando-se em 1919 para Porto Alegre/RS, onde estudou no Colégio Militar,
publicando ali suas primeiras produções literárias, trabalhando, inclusive, para
a Editora Globo.
Dentre suas poesias, destacam-se “A Rua dos Cataventos”,
“Canções”, “Sapato florido” e “Espelho Mágico”, entre outras da vasta obra literária
do autor.
Bom início
de semana a todos nós.
Achei a
poesia oportuna para o momento mundial.
Abraços,
até amanhã.
Fonte: poesia e imagens públicas/internet


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