Sexta-feira
Treze: legal mesmo é respeitar os animais!
Bom dia
amigos, excelente sexta-feira a todos nós!
E hoje é
Sexta-feira Treze! Uau, que legal, não é? Roupas pretas, e todo o charme que a
data confere. Tudo isso é muito legal, mas pra que colocar matança de animais
no meio?
Abraços,
Míriam
Origens do mito da Sexta-feira Treze
As superstições acerca dos gatos nasceram desde
cedo. Um dos primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os
egípcios que o idolatravam, tendo mesmo um Deus com a sua forma física, Bast.
Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos pretos em casa e
davam-lhes honras reservadas a faraós, mumificando-os depois de mortos.
Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte
mudar.
A Idade Média ficou marcada pela superstição,
bruxaria e febre religiosa. O gato, como animal independente e solitário,
captou a atenção tanto de pagãos como cristãos.
No paganismo, o gato representa sabedoria e
proteção, mas na magia negra, o gato preto macho personifica o diabo. No tarot,
no baralho de Rider Waite, a Rainha de Paus é representada com um gato preto
aos seus pés, significando energia instintiva, mas domesticada.
O gato é um animal que caça durante a noite e na
Idade Média acolhido por pessoas solitárias. Os olhos penetrantes que iluminam
as noites contribuíram provavelmente para a catalogação do gato como espírito
demoníaco. A cor preta era a cor das trevas e do mal, o que tornou os gatos
desta pelagem os mais perseguidos pelos cristãos e inquisidores. A sua
associação às práticas pagãs, apenas provocou um maior distanciamento entre os
cristãos e o gato. O facto de o gato ser muitas vezes sacrificado em rituais
pagãos tornou-o num símbolo a combater.
Outra história relatada conta que um agricultor
cortou a orelha de um gato durante a noite. O homem acreditava que o gato
estava assombrando a sua propriedade. No dia seguinte, o agricultor regressou
ao local e encontrou parte da orelha de um humano. Na Alemanha, as histórias
sobre a dualidade bruxa/gato preto são comuns. Uma mulher após ter sido acusada
de bruxaria e condenada à fogueira, transformou-se em gato preto enquanto
ardia. Foi assim que surgiu o mito de que as bruxas se transformam em gatos
pretos durante a noite. É foi também desta forma que se encontrou justificação
para perseguir estes animais.
Em paralelo com as lendas surgem também outros
fatos históricos que na altura serviam de base de sustentação a muitas
superstições. O Rei Carlos I de Inglaterra tinha um gato preto. O monarca
acreditava que o seu gato lhe trazia sorte. Coincidência ou não, o gato morreu
um dia antes de o Carlos I ter sido preso por Oliver Cromwell. O monarca foi
acusado de traição e mais tarde decapitado.
Pela altura do Renascimento, a Igreja Católica
tinha já abrandado a caça aos hereges. Esta foi uma boa notícia para o gato por
duas razões: por um lado os cristãos tinham conseguido reduzir a prática do
sacrifício de animais, e em particular dos gatos com pelagem preta e por outro,
deixaram de ser perseguidos pelos próprios cristãos.
Superstições Comuns
Na Escócia – Um gato preto no alpendre traz
prosperidade.
Na Itália – Ouvir um gato preto a espirrar traz
boa sorte.
Se um gato preto se deita na cama de uma pessoa
doente, significa que a morte dessa pessoa está perto.
Nos Estados Unidos – O gato preto que cruza o
nosso caminho traz má sorte
Na Irlanda – O gato preto que cruza o caminho
de alguém durante noites de luar, é prenúncio de epidemia.”
Fonte: Bicho
de Rua


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