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Poema de Lord Byron

Olá amigos, bom início de semana a todos nós.
Hoje, na coluna Cantinho da Poesia, destaco um poema do representante inglês do Romantismo Lord Byron, espero que gostem.
Obrigada, abraços,
Míriam



Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio

Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito
Vê em mim um crânio, o único que existe
Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,
Tudo aquilo que flui jamais é triste.

Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri;
Que renuncie e terra aos ossos meus
Enche! Não podes injuriar-me; tem o verme
Lábios mais repugnantes do que os teus.

Onde outrora brilhou, talvez, minha razão,
Para ajudar os outros brilhe agora e;
Substituto haverá mais nobre que o vinho
Se o nosso cérebro já se perdeu?

Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus
Já tiverdes partido, uma outra gente
Possa te redimir da terra que abraçar-te,
E festeje com o morto e a própria rima tente.

E por que não? Se as fontes geram tal tristeza
Através da existência-curto dia-,
Redimidas dos vermes e da argila
Ao menos possam ter alguma serventia.

  
Lord Byron (1788-1824)
Foi um importante poeta do século XIX, um dos principais representantes do Romantismo inglês. Exerceu grande influência na literatura da época.
Entre suas obras destacam-se: “Peregrinação de Childe Harold”, “Don Juan” e “Manfredo”

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