Amigos,
tenham um excelente dia, e graças a Deus o feriado se aproxima!
Para
quem não conhecia o poema “Eu não tenho a
alma covarde”, de Emily Brontë assim como eu, achei maravilhoso quando o
escutei no Em Pauta, e o disponibilizo aqui para vocês. Espero que gostem, eu
adorei.
Abraços,
Míriam
Eu não tenho a alma covarde
Eu não tenho a alma covarde,
Pois frente aos vendavais, eu nunca tremo:
O Paraíso brilha, arde,
Como a fé, pela qual eu nada temo.
Deus, meu peito Te abrigou.
Deidade poderosa e onipresente!
Vida – que em mim repousou.
Como eu – Vida Imortal – em Ti, potente!
Movem-nos o peito em vão
Mil credos que não são mais do que enganos;
Sem valor, brotos malsãos,
Ou a ociosa espuma do Oceano,
A pôr dúvidas num ente
Pego assim pela Tua infinidade;
Preso tão seguramente
Na firme Rocha da imortalidade!
Com o amor de um grande enleio
Teu espírito o tempo eterno anima,
Para cima e de permeio,
Muda, apoia, dissolve, cria e ensina.
Se a Terra e a lua findassem,
Se não houvesse sóis nem universos,
E se, só, Te abandonassem,
Haveria existência em Ti, por certo.
A Morte não tem lugar,
Nem pode um único átomo abater:
És o Sopro mais o Ser
Nada pode jamais Te exterminar.
Emily Brontë
Emily Jane Brontë nasceu em Thornton, no dia 30 de
julho de 1818 e faleceu em Haworth, vítima de tuberculose, em 19 de dezembro de
1848 com apenas 30 anos.
zDeixou um único romance, O Morro dos Ventos Uivantes,
considerado um dos grandes clássicos da literatura mundial. Era a irmã mais
velha das irmãs Carlotte, Emily e Anne Brontë que, ao lado do irmão Branwell,
cresceram no remoto vilarejo rural de Haworth, em Yorkshire.
Em 1847, quando O Morro dos Ventos Uivantes foi publicado, ainda vigorava a
convenção segundo a qual os romances deviam servir para a formação e edificação
moral dos leitores. Assim, a obra de Emily Brontë (que publicou sob o
pseudônimo de Ellis Bell) foi recebida com certa desconfiança, pois ainda que
muitos percebessem a força que emanava dessas páginas, a história parecia
desenrolar-se em um incômodo universo desprovido de princípios morais, em que a
linha entre o bem e o mal é difusa e as motivações dos personagens parecem, a
um só tempo, compreensíveis e atrozes.

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