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Olá queridos amigos, para quem está na Baixada, achei interessante duas peças teatrais gratuitas, que disponibilizo e também, no Cantinho da Poesia, poesias de Auber Fioravante Júnior, Francisco Settineri, Carlos Vaz de Carvalho Maia e Marcos Martins.

Aproveitem o dia!

Beijão,

Miriam

 

Espetáculo Ciranda do Villa

O espetáculo conta a história da infância do músico Heitor Villa Lobos, também conhecido como Tuhu. Ao receber a visita de Tia Fifina e sua trupe, o menino deseja viajar, mas seus pais o impedem, em função da pouca idade. De consolo, Tuhu recebe uma viola de presente de Fifina. Triste, o menino adormece sobre o instrumento e durante o seu sonho parte para uma incessante busca para descobrir a música. Faz então uma viagem por todas as regiões do Brasil e se depara com figuras do folclore brasileiro. 
O espetáculo recria a mística da vida do grande compositor e maestro Villa-Lobos. Com a Cia. Lúdicos de Teatro Popular

Serviço:
Espetáculo Ciranda do Villa
Quando: neste domingo, dia 3/11, as 17h30
Local: Sesc-Santos - Rua Conselheiro Ribas, nº 136, Aparecida, Santos - Entrada gratuita

Informações: (13) 3278-9800
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Peça O Acrobata

O espetáculo mostra a história do clow Jasmim, cuja figura nos revela aspectos essenciais da condição humana. Dotado de uma lógica própria, estabelece uma comunicação direta com aquele que o assiste, “levando-o pela mão” para um longo caminho de reencontro com o patético, o lírico e o cômico de cada um. Com sua aparência desajeitada e ridícula cria situações inusitadas, provocando hilaridade e ternura, num exercício livre, corajoso e generoso.
Na peça, vemos o clown Jasmim tentando inutilmente fazer com que o seu mascote Pippo realize proezas acrobáticas. Trata-se de um clássico trabalho de clown e fruto do intercâmbio da artista Lily Curcio com o mestre Nani Colombaioni, na Itália, em 1998.  Desde sua estreia em Berna-Suíça no mesmo ano, já foi apresentado para os mais diversos públicos, desde campo de refugiados de Kosovo, asilos de idosos, hospitais, escolas, praças, circos e teatros na Itália, Romênia, Espanha, Colômbia, Brasil, Peru e Argentina.

Serviço:
Espetáculo O Acrobata
Quando: neste domingo, dia 3/11, sessões às 16h e 17h30
Entrada gratuita com retirada de ingressos uma hora antes do espetáculo
Local: Auditório da CPFL Piratininga - Praça dos Andradas, 31, Centro, Santos
Informações: site: www.cpflcultura.com.br
Telefone: (19) 3756-8000
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 Saudade em Amor
Auber Fioravante Júnior

“Quem ama, não esconde 
O retrato da luz!”
Já dizia eu, num velho poema 
Adormecido em meu baú de lamentos, 
Lá d’onde o que nem tudo foi dito, versado, 
Semeado, bebido pelos estados d’alma!
Na verdade, são quando as janelas abrem-se 
À brisa, à magia de todo corpo celeste
Desnudando-se ao presente da noite, caindo
Em amiúdes presságios, desejos singulares!
Sublimares da pele em evidência 
Prosaica, úmida como o lagrimejar 
Desabrochando pela ternura dos seios 
Uníssonos aos lábios, ao estreito de amar!
O divagar rompe o silêncio, 
Em saudade à flor da pele aveludada, 
Levemente insinuante por todos os versos
Cardinais condutores da voz, dos mistérios
Que cercam o amor quando de sinceridade entoa-se!
Não é verdade 
Que os olhos não veem 
O coração não sente!
02/11/2013
Porto Alegre - RS


Um barco se aproxima em cais de pedra
Francisco Settineri

Um barco se aproxima em cais de pedra
Convida a viajar ao Aqueronte
Gentil, cortês, conduz a nau Caronte
Em meio ao desespero que aqui medra.
Não sabes mais se a sombra que ora chega
É o nada a desfilar na tua frente
Da treva que te envolve o abraço quente,
Mortalha que te cai em tensa entrega!
Destino ao qual somente o herói escapa
No resgatar audaz do inferno a Dama
E o deus do mundo odiento a si reclama
A parte que lhe cabe, obscuro mapa...
E cais a delirar no humor sombrio
Das águas a vencer pelo barqueiro
E nada ao céu impede o ardor primeiro
Que firme impele ao vento o rosto frio!

Sinto Falta
Carlos Vaz de Carvalho Maia
Poeta português

Hoje despertei...
com uma vontade enorme,´
de te abraçar,
com todas as minhas forças!
Vontade de suspirar,
palavras de ternura,
carinho e afecto!
Senti vontade,
de poder partilhar:
As minhas alegrias!
As minhas decepções!
As minhas conquistas!
As minhas frustrações!
Os meus desejos!
As minhas ambições!
Senti vontade,
de te confessar meu amor!
Senti vontade de te amar!
De te fazer feliz!
Mas aquilo que vi...
Foi simplesmente,
um espaço vazio...


Quando descobri que estava velho

Marcos Martins

Como descobri que estava velho? Não foi com o cair de meus cabelos grisalhos, que brilhavam e sorriam de forma debochada para mim. Não.

Não foi o espelho mostrando as rugas das experiências - sempre esnobadas pelos mais jovens -, nem os passos que não conseguia dar para alcançar o dia a dia. – Tive que criar meus próprios dias para conseguir caminhar.

Não foram os remédios que me dão uma sobrevida;
Não foram as idas ao geriatra, nem a elasticidade petrificante que meu corpo começou a revelar, nada disso.

Não foram os adolescentes que não queriam saber de meus saberes, não foram eles que me fizeram enxergar a velhice.

Meus órgãos estão cansados, mas prosseguem a labutar;
Meus olhos estão cansados, no entanto continuam a me guiar por modernas e seculares paisagens.

Descobri que estava velho quando deixei de sonhar e, para tal fato, a idade foi à peça que menos importou.

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