Palestras da Fundação
Energia e Saneamento
Em parceria com a FAMS (Fundação
Arquivo e Memória de Santos) a Fundação Energia e Saneamento realiza palestras
sobre História Oral e Educação Patrimonial no Espaço Cultural Casa de Frontaria
Azulejada (Rua do Comércio, 96 – Centro Histórico de Santos), nos dias 6 e 7 de
novembro. As palestras, que acontecem das 14 às 17 horas, são gratuitas e
abertas ao público em geral.
Fazer as inscrições através do
e-mail:
A Fundação Energia e Saneamento está
realizando um projeto cultural que tem por objetivo mapear e organizar o
patrimônio histórico do setor de energia elétrica, representado pelo acervo
produzido pela Companhia de Força e Luz desde sua criação (1912) e por acervos
de particulares. Uma das ações desse projeto é a realização de um ciclo de
palestras de educação patrimonial em diversas cidades no Estado de São Paulo,
dentre elas Santos.
Saiba mais sobre as palestras e as palestrantes:
Dia 6/11 - Memória e História Oral
Palestrante:
Suzana Ribeiro
A oficina, dirigida a educadores,
pesquisadores das áreas de humanidades ciências e artes, comunidade, além de
estudantes e demais interessados, aborda as características da construção da
memória e da identidade, além das principais questões teóricas, metodológicas e
éticas que envolvem esse tipo de trabalho. Serão apresentadas e debatidas as
noções básicas sobre teoria e procedimentos metodológicos da História Oral para
construção de narrativas.
Quem é Suzana Ribeiro
Quem é Suzana Ribeiro
Suzana Ribeiro graduou-se em História
pela Universidade de São Paulo (bacharelado 1998 e licenciatura 2003), onde
também concluiu seu mestrado (2002) e seu doutorado (2007) em História Social.
Atualmente é professora da UNIP - Universidade Paulista e
pesquisadora do Centro Simão Mathias de História da Ciência, CESIMA - PUC-SP, e
do Núcleo de Estudos em
História Oral , Neho - USP. Também está vinculada a outros
centros de produção de conhecimento. Lecionou na Universidade Agostinho Neto,
em Luanda - Angola (2005) e realizou estágio de pesquisa no Oral History
Research Office da Universidade de Columbia, em Nova York - EUA (2006).
É autora de livros. Entre suas principais obras estão "Guia prático de
História Oral" (2011), "Vozes da marcha pela terra" (indicado
para o prêmio Jabuti em 1998), "Vozes da Terra - história de vida dos
assentados rurais de São Paulo" (2005) e "Produção do conhecimento
histórico" (2009), além artigos em livros e periódicos.
Dia 07/11 - Educação Patrimonial: princípios e práticas
Palestrante:
Marilia Xavier Cury
Educação Patrimonial é um campo de
conhecimento cujo objeto é a comunicação em torno de aspectos particulares da
cultura que envolvem arelação das pessoas com o patrimônio material e
imaterial. Dessa forma, torna-se um campo de amplitude, sobretudo pela
qualidade envolvida nesses processos coletivos e de cidadania. A palestra
versará sobre o status patrimonial que alguns elementos culturais adquirem, a
intervenção de políticas públicas na definição patrimonial, a participação
coletiva, a finalidade fundamental do Educação Patrimonial de construção de
identidades e memórias. Alguns exemplos serão citados para a compreensão de
processos de aprendizagem relacionados à comunicação patrimonial em situações
específicas.
Quem é Marília Cury
Marília Xavier Cury é Museóloga.
Possui graduação em Licenciatura em Educação Artística
pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1982), especialização em Museologia
(1985), mestrado (1999) e doutorado (2005) em Ciências da Comunicação pela
Universidade de São Paulo. Atualmente é professora doutora da Universidade de
São Paulo, atuando no Museu de Arqueologia e Etnologia. Tem experiência na área
de Museologia, com ênfase nos seguintes temas: projetos de gestão e
planejamento institucional, comunicação museológica, expografia, estudos
receptivos e avaliação museológica, educação patrimonial e em museus.
Mais informações no site: www.fundasantos.org.br
Colaboração:
jornalista Sônia Regina/FAMS
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Oficina
Quadrinhos no Cinema
Com o jornalista André Azenha
As histórias em quadrinhos tornaram-se
praticamente um gênero à parte no cinema. Hoje, toda uma indústria é
movimentada pelas superproduções baseadas em gibis, desde a Comic-Con de San
Diego, onde os principais estúdios anunciam seus lançamentos mais importantes e
são influenciados pelas opiniões dos fãs, até as pré-estreias em vários países,
inclusive o Brasil.
De 6 a 9
de novembro (terça a sexta), sempre das 19h às 22h, o crítico de cinema, André
Azenha, ministrará, na sala 2 do Sesc Santos, a oficina “Quadrinhos no cinema”.
Nos encontros, serão retratados desde o início das adaptações das HQs para as
telonas, na época das matinês nos EUA, até a evolução dos filmes, que deu uma
guinada no início dos anos 2000 e se estabeleceu nesta década.
Também serão abordados e discutidas produções como os primeiros seriados do
Superman, Capitão Marvel e Batman, o Superman de Richard Donner, os Batman de
Tim Burton, a influência desses filmes nas HQs, num percurso inverso, o
entendimento dos estúdios sobre este nicho de mercado, inclusive no Brasil e,
enfim, a ascensão do gênero nos últimos anos, culminando nos Batman de
Christopher Nolan e os longas do Marvel Studios.
Cronograma:
Introdução às histórias em quadrinhos; as primeiras adaptações dos gibis para
os cinemas: a série animada do Superman, que rendeu até indicação ao Oscar de
curta-metragem animado para um dos episódios, as séries do Superman, Batman e
Capitão Marvel dos anos 40.
A evolução das adaptações; a série do Batman dos anos 60; a indústria passa a
investir no merchandising: são criados bonecos, materiais de escola, desenhos
animados, tudo para alavancar a audiência do seriado; o Brasil se rende à
Batmania; o cinema também passa a influenciar os quadrinhos.
Começa a Comic-Com de San Diego; a série Superman, iniciada por Richard Donner;
enfim, uma adaptação é levada a sério pela crítica; a importância ou não da
fidelidade das adaptações cinematográficas em relação aos gibis; até que ponto
é necessário ser fiel às HQs?
A segunda Batmania com os filmes do Tim Burton. Os demais estúdios percebem o
filão e decidem, aos poucos, investir no gênero. No entanto, os fracassos do
Batman de Joel Schumacher, do Justiceiro com Dolph Lundgren e do Quarteto
Fantástico de Roger Corman fazem os produtores repensarem o segmento.
A volta por cima das adaptações. Blade, X-Men e Homem-Aranha retomam o carinho
do público; os filmes sobre heróis deixam de ser meras aventuras fantasiosas e
passam a abordar temas do cotidiano: preconceito, insegurança, manipulação do
governo; as adaptações de HQs que não são necessariamente sobre heróis; a
Comic-Com se torna o principal evento de entretenimento do mundo. Por que
alguns filmes deram certo e outros não?
Christopher Nolan e “Batman Begins” fazem os quadrinhos serem levados á sério
no cinema novamente e em maior escala; surge a terceira Batmania; a Marvel cria
seu próprio estúdio cinematográfico e inicia um projeto ambicioso: heróis em
filmes-solo para depois reuni-los num só, e dá certo; “Batman – O Cavaleiro das
Trevas” e “Os Vingadores” ultrapassam US$ 1 bilhão de dólares cada um – a
indústria se consolida; “Batman – O Cavaleiro das Trevas” transcende o “filme
de super-herói” e é encarado como um filme policial, drama, leva dois Oscars e
faz história; as tendências das adaptações dos quadrinhos para o cinema; as
vertentes dentro das adaptações dos quadrinhos.
Serviço:
Oficina “Quadrinhos no Cinema”, com André Azenha
Quando: 6 a
9/11 (terça a sexta), sempre das 19h às 22h
Onde: Sala 2 do Sesc Santos – Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida, Santos
Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Santos: Telefone: (13) 3278-9800, vagas
limitadas
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Lançamento
do livro A confissão da Leoa,
de Mia Couto, veja mais:
Poesia Haikai
Bashô Matsuo
Este caminho
Ninguém já o
percorre,
Salvo o crepúsculo.
De que árvore
florida
Chega? Não sei.
Mas é seu perfume.
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