Olá, para
quem não conhece, hoje seria aniversário de nascimento do jornalista e escritor
português Manuel António Pina, que deixou vasta obra e ganhou vários prêmios.
Manuel
António Pina
Nasceu em Sabugal, no
dia 18 de novembro de 1943 e foi um jornalista e escritor português, premiado em 2011 com o Prêmio Camões.
O autor licenciou-se em Direito na Faculdade de
Direito da Universidade de Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante
três décadas, tendo sido depois cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias
Magazine.
A sua obra incidiu principalmente na poesia e na
literatura infanto-juvenil, embora tenha escrito também diversas peças de
teatro e de obras de ficção e crônica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao
cinema e TV e editadas em disco.
A sua obra se difundiu em países como França
(francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão),
Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
A 9 de junho de 2005 foi feito Comendador da Ordem do
Infante D. Henrique.
Faleceu no dia 19 de outubro de 2012 no Hospital de
Santo António no Porto,
aos 68 anos.
Obra:
1973 - "O país das pessoas de
pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil);
1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio
do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia);
1974 - "Gigões & anantes"
(lit. infanto-juvenil);
1976 - "O têpluquê" (lit.
infanto-juvenil);
1978 - Aquele que quer morrer (poesia);
1981 - "A lâmpada do quarto? A
criança?" (poesia);
1983 - "O pássaro da cabeça"
(poesia);
1983 - "Os dois ladrões"
(teatro);
1984 - "Nenhum sítio"
(poesia);
1984 - "História com reis,
rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil) ;
1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez (lit.
infanto-juvenil);
1986 - Os piratas (ficção);
1989 - "O caminho de casa"
(poesia);
1987 - "O inventão" (teatro);
1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia);
1992 - "Algo parecido com isto, da
mesma substância" (poesia);
1993 - "Farewell happy
fields" (poesia);
1993 - "O tesouro" (lit.
infanto-juvenil);
1994 - "Cuidados intensivos"
(poesia);
1994 - "O anacronista" (crônica);
1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es
de oro (lit. infanto-juvenil);
1998 - "Aquilo que os olhos vêem,
ou O Adamastor" (teatro);
1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia);
1999 - "Histórias que me contaste
tu" (lit. infanto-juvenil);
2001 - "Atropelamento e fuga"
(poesia);
2001 - "A noite" (teatro);
2001 - "Pequeno livro de
desmatemática" (lit. infanto juvenil);
2002 - "Poesia reunida"
(poesia);
2002 - "Perguntem aos vossos gatos
e aos vossos cães" (teatro);
2002 - "Porto, modo de dizer"
(crónica);
2003 - Os livros (poesia);
2003 - "Os papéis de K."
(ficção);
2004 - "O cavalinho de pau do
Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil);
2005 - "Queres Bordalo?" (ficção);
2005 - "História do Capuchinho
Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo
desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil);
2007 - "Dito em voz alta"
(entrevistas);
2008 - "Gatos" (poesia);
2009 - "História do sábio fechado
na sua biblioteca" (teatro);
2010 - "Por outras palavras e mais
crônicas de jornal" (crónica);
2011 - "Poesia, saudade da
prosa" (antologia poética);
2011 - "Como se desenha uma
casa" (poesia);
2012 - "Todas as palavras /Poesia
reunida" (poesia).
Prêmios:
1978 - Prêmio de Poesia da Casa da
Imprensa (“Aquele que quer morrer”);
1987 - Prêmio Gulbenkian 1986/1987 (“O
Inventão”);
1988 - Menção do Júri do Prêmio Europeu
Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália (“O Inventão);
1988 - Prêmio do Centro Português para
o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra
infanto-juvenil);
1993 - Prêmio Nacional de Crônica Press
Club/ Clube de Jornalistas;
2002 - Prêmio da Crítica, da Secção
Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários”
("Atropelamento e fuga");
2004 - Prêmio de Crônica 2004 da Casa
da Imprensa (crônicas publicadas na imprensa em 2004);
2004 - Prêmio de
Poesia Luís Miguel Nava 2003 (Os livros);
2005 - Grande Prêmio de Poesia da
Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros);
2011 - Prêmio Camões.
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Sarau e Caminhada Poética
O Monumento Nacional Ruínas
Engenho São Jorge dos Erasmos, Base Avançada de Cultura e Extensão da USP em
Santos, oferece atividades especiais dentro do Programa Portas Abertas.
Conduzido pelos poetas da Casa do
Poeta brasileiro de Praia Grande e do Sarau das Ostras. Uma tarde de prosas,
recital de poesias, reflexões, lembranças, homenagens e rimas improváveis.
Serviço:
Sarau e Caminhad Poética
Quando: hoje (18/11), às 15h
Local: Engenho dos Erasmos - Rua
Alan Ciber Pinto, 96, Vila São Jorge,
Zona Noroeste, Santos
As inscrições são gratuitas e
limitadas e devem ser feitas por telefone (13) 3203-3901 ou pelo e-mail resjesantos@gmail.com
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Cia. Barbixas de Humor
A Cia. Barbixas de
Humor traz a comédia de improviso Improvável se apresenta no Teatro
Serafim Gonzalez, no Palácio das Artes, em Praia Grande , nos
dias 7 e 8 de dezembro, às 21h e 20h, respectivamente. Vindo de sucesso
absoluto no Teatro Tuca, com apresentações semanais sempre esgotadas, o
espetáculo tornou-se fenômeno na internet, atingindo a marca de 4 milhões de
acessos mensais no site de vídeos YouTube.
Baseado no
improviso, o espetáculo desperta a interação entre atores e plateia, que dá o
tema para que as cenas aconteçam no palco. A cada apresentação os atores
Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna recebem 2 convidados
especiais, nessa apresentação os convidados só serão conhecidos no próximo dia
3 de dezembro.
Serviço:
Comédia de improviso Improvável
Quando: dias 7 e 8/12, às 21h e 20h
Local: Teatro
Serafim Gonzalez, no Palácio das Artes
Ingressos:
já estão a venda na bilheteria do teatro
- Avenida Presidente Costa e Silva, nº 1.600, Praia Grande, a R$60,00 (inteira)
e R$30,00 (meia)
Informações: (13)
3229-1800
Fonte: jornal A Tribuna
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Caixa
de Poemas de Manoel Hélio
Veja mais poesias, acesse:
João e Maria
Renata Bicca
No caminho vão ficando pegadas
Sonhos
Migalhas
Medos
Risadas
Fracassos
Segredos
No caminho ficam saudades
Amores
Paisagens
Deixadas para trás, ao longe se perdem
Miragem
No caminho ficam rastros
Erros
Pecados
Ficam flores e espinhos que perfumam e ferem cada passo
No caminho deixo meu rastro
Para que veja minhas pegadas
Parta ao meu encalço
No caminho vou deixando lembranças
Alegrias
Tristezas
Esperanças
No caminho ficam perfumes
Fotografias
Bagagens
As cartas que te escrevo datadas com minha caligrafia
No caminho fica o que vivemos
O que se passou e se perdeu
Fica tudo que recordamos, o que o coração não esqueceu
No caminho vão ficando nossos pedaços
Como se a cada passo fossem deixados os anos, os fardos...
No caminho os pés cansados levam poeira
Enquanto as mãos exaustas deixam partir os sonhos...
Sonhos que não podemos carregar são deixados no caminho feito migalhas que
marcam o ponto de partida se um dia houver coragem para regressar
Levamos conosco somente a certeza da partida e tentamos avistar o oásis aonde
se desejou tanto chegar.
Dilema?!
No caminho ficam migalhas
Sonhos
Amores
Saudades
Espinhos e flores.
Ficam pegadas
Ficam Poemas!
Arco-Íris Noturno
Erico Alvim
Com a gula do vampiro perdido
na noite de uma festa de mascarados
procuro-te o sexo
e te dou de comer bombom
na boquinha,
vestido apenas com o escarlate
do beijo teu
atravesso a cidade povoada
de escorpiões bebuns
guiado por cachorros-loucos
estou amarrado aos átomos sangrantes
da ruptura espiritual
que reduziu o planeta a uma caravana
cigana no deserto feito de chamas
e se durante o dia sou o tirano
o chefão do coração de pedra
a noite te serve despudoradamente
discreta
na bandeja das carências sem limite
O pássaro cósmico derrama lágrima lilás
antes que o dia nasça
encerrando a tempestade
na elevação de um arco-íris noturno
sobre o nosso amor
o nosso amor feito nas lagoas
iluminado pelos vaga-lumes
vagabundos das luas cobertas
das abóboras-mascaradas
das bruxas-carnavidentes
Fim
Eliane Arruda
Já não pretendo escutar mais seus
ais,
Tudo acabou, nada restou de fato.
A alma, às vezes, se iludir demais!
Por outro lado, deixa a noite escura,
Contando o céu apenas co`as estrelas,
Talvez pensando em, para si, reter
O que puder prender entre seus muros!
Já não pretendo mais viver contando
Co`a sua ingente bipolaridade,
Eu quero a paz, já não almejo enganos!
O dia, quando chega ao fim da tarde,
Já não petende envolver-se em nada,
E enquanto isso, o sol já não mais arde!





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