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Olá, uma boa segunda-feira para você.
Veja os assuntos de hoje no meu blog:
Miniconto Frágil mulher. Nesta história você termina, use sua criatividade e faça você o final.
Para falar sobre conto, novela e romance.
Quero falar de Paz é a poesia de Marcos Henrique, veja mais no Cantinho da Poesia.
Espero que gostem dos assuntos e amanhã tem mais.
Grande abraço,
Miriam

  
Miniconto
Frágil mulher

Ela era uma mãe exemplar, cuidava da casa, dos filhos e de tudo o mais que a ela era designado; porém, não havia reconhecimento de ninguém.
Certo dia ela não voltou mais das compras. À noite, perceberam que suas roupas não estavam mais no armário.
O marido e filhos choravam de tristeza e de arrependimento, mas já era tarde demais.
Depois de uma semana uma vizinha contou que viu a mulher descer com as malas, e na porta do prédio, um carro preto a aguardava.

Você pode completar a história no seu modo. Quem você acha que levou a mulher? Ela estaria tendo um caso, foi um parente que a levou? Termine o miniconto você, com a sua criatividade. 
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Para falar sobre conto, novela 
e romance

Eu estava fazendo uma pesquisa sobre o assunto e achei muito interessante a definição lida no blog “Deitar a língua a pascer”, veja só:

Uma das questões que nos estudos literários ainda não foi resolvida -e, francamente, não acho que o seja nunca- é a de pôr limites aos distintos tipos de criações. Estou-me a referir a qual a fronteira entre um conto e uma novela, ou entre uma novela e um romance.
Esta questão tem grande importância, visto que afinal não se sabe muito bem o que é que um cria. Além disso, a natureza humana tende a fazer dúzias de definições, às vezes absolutamente divergentes.
Entre o nanoconto e o romance há todo um percurso. O nanoconto (aqui sim há mais acordo, não pode ter mais de 140 caracteres). Daí para adiante já é um microconto, cuja extensão máxima para alguns não pode ultrapassar oito linhas, mas para outros alcança uma página mesmo. Portanto, o conto poderia começar arredor duma página e chegar até dez? vinte? trinta? quarenta? Onde é que fica a fronteira entre o conto e a novela? É evidente que o conto pode ter divisões, numeradas, como verdadeiros capítulos.  

Aqui já o contínuo é muito ambíguo, a fronteira entre conto e novela é impossível de precisar. A novela pode mesmo ser um só fragmento de narração sem divisões, durante cinquenta páginas; seria um conto muito comprido? E vem a seguir a seguinte fronteira, a que separa a novela do romance, visto que a extensão é a que marca a diferença, mas onde, a partir de sessenta, setenta, oitenta, noventa páginas?

A diferença entre gêneros pode ter uma marca estilística. É evidente que o nanoconto e o microcontos têm traços muito específicos por mor da sua extensão.
Os chamados best-sellers são quase todos romances. Grandes romances são clássicos da literatura universal, como Quixote e Moby Dick, por exemplo. Os subgêneros em cada uma destas formas literárias entrecruzam-se, existem contos de aventuras, mas também novelas e romances; o terror também abrange todas estas formas narrativas; portanto, a temática não influi na aplicação dos limites.

Porém, existe um problema adicional: a terminologia. Em espanhol, por exemplo, a palavra novela refere-se tanto à novela como ao romance em português. Uma cousa semelhante acontece com o inglês com novel que pode ser especificado como short novel, mas também nesta língua existe short story que não é mais do que o conto, em espanhol também relato. Como se vê, a terminologia também pode causar complicações.
Embora exista o microconto, mal se começou a trabalhar com o nanoconto, pelo menos no sentido atual. A diferença entre conto e novela na literatura infantil também tem muito a ver com a idade dos leitores. Quanto menores são os leitores, mais breves são os textos, é evidente. É esta uma questão perfeitamente conhecida, pois até uma idade aproximativa de dez anos, os garotos não leem novelas, mas trata-se de novelas com uma extensão muito reduzida, é claro.
Fiquem aqui estas reflexões. Porém, eu não pretendo pôr limites a algo que não tem limites: a própria literatura.
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Quero falar de Paz
Marcos Henrique Martins

Não escutem minha voz rouca; meus versos tolos;
Não leiam esse poema, pois vai falar de paz, essa palavra tão démodé para este século marcado pela violência. Marcado pela luta em nome de criadores do mundo que, destruímos a cada dia.


O século XXI tem cheiro de sangue, tem gosto de sangue, tem cor de sangue. Unifiquemos nossas diferenças no sangue.

Sangue, sangue, sangue, que não consigo conjugar.

O sangue que circula por minhas veias ferve, mas teme manchar carpetes novos e ser protagonista de uma luta que ceifa vencedores e vencidos.

O sangue de pessoas mortas, em violentas vidas, coalha em cantos onde já cresceram flores. Cães lambem esse chão vermelho em brasa, para matar a sede. Se pensassem, aceitariam a sede.

Quero falar de paz, mas meus olhos não têm forças para procurar o belo, pois o vermelho de teu sangue não sai de minhas mãos, não sai de minha impotência, minha voz rouca, meus versos tolos, violência que não tenho como justificar.


Marcos é poeta e escritor, autor do livro O Lado Avesso – Nornes, o Mago.
Conheça o autor, acesse:


Comentários

Alvaro Domingues disse…
Seu blog é bem variado, leve e divertido.
Alvaro Domingues disse…
P.S. Uma dica: é uma boa tirar a confirmação de envio ("prove que você não é um robô"). Isso dificulta o comentário e o desestimula.

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