Mary Shelley, a autora da semana
Aniversário da criadora de Frankenstein
Mary Wollstonecraft Shelley, mais conhecida por
Mary Shelley, nasceu em Londres, a 30 de agosto de 1797, filha do filósofo e
escritor William Godwin e da escritora Mary Wollstonecraft, uma das primeiras
ativistas pelos direitos das mulheres.
Ela manteve um longo relacionamento com um dos
grandes expoentes do Romantismo Inglês, o poeta Percy Bysshe Shelley
(1792-1822). O casal mudou-se para Itália, onde Mary Shelley sofreu a perda de
dois de seus filhos, além de seu marido em um trágico naufrágio próximo de
Livorno, tragédias que lançaram a escritora num longo período de recolhimento
em Inglaterra na companhia do seu único filho que ainda vivia.
Apenas em 1826, Mary Shelley voltaria a produzir o
que a crítica especializada considera como sendo a sua melhor obra “O Último
Homem”, obra pioneira da ficção científica que influenciaria toda uma geração
de escritores deste género. Os últimos anos de Mary Shelley foram afetados pela
doença. Desde 1839, ela sofria de dores de cabeça e ataques de paralisia em
partes do seu corpo, que por vezes a impediam de ler e escrever. Viria a
falecer a 1 de fevereiro de 1851, em Londres, Inglaterra, vítima de um tumor
cerebral.
No aniversário de um ano da sua morte, o seu filho,
Percy Florence Shelley, descobriu dentro da pequena secretária da sua mãe
algumas madeixas dos seus filhos mortos, um caderno que ela partilhava com o
marido, uma cópia manuscrita do poema “Adonais”, da autoria deste último, com
uma página dobrada em volta de um pedaço de seda, contendo algumas das suas
cinzas e os restos do seu coração.
Talvez
a versão mais famosa da obra de Shelley seja o clássico da Universal de
1931, que apresentou a figura imortal de Boris Karloff no papel de um monstro
inocente e, ao mesmo tempo, assustador. O longa de James Whale, porém, não
foi o primeiro a levar a história de Frankenstein às telonas: em 1910, os
estúdios de Thomas Edison desenvolveram a primeira adaptação do livro, um filme
mudo de apenas 16 minutos.
Desde
então, a história de Victor Frankenstein se tornou uma das mais adaptadas,
referenciadas e até parodiadas no cinema, televisão, rádio, quadrinhos, jogos e
todo tipo de mídia.
Até mesmo em 'Castelo Rá-Tim-Bum', clássico infantil da TV Cultura, os tios do protagonista Nino carregam claras alusões à obra de Mary Shelley: Doutor Victor, que além de feiticeiro é um dedicado cientista, foi batizado em homenagem a Frankenstein e tem "raios e trovões" como bordão; já Morgana usa o mesmo penteado de Elsa Lanchester em 'A Noiva de Frankenstein".


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