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Mary Shelley, a autora da semana

Aniversário da criadora de Frankenstein

 Nesta terça-feira (30), comemora-se o aniversário de Mary Shelley, a escritora que criou Frankenstein. O clássico deu origem às histórias de terror e é uma das obras literárias mais famosas — já inspirou filmes e diversas edições de livros.

Mary Wollstonecraft Shelley, mais conhecida por Mary Shelley, nasceu em Londres, a 30 de agosto de 1797, filha do filósofo e escritor William Godwin e da escritora Mary Wollstonecraft, uma das primeiras ativistas pelos direitos das mulheres.

Ela manteve um longo relacionamento com um dos grandes expoentes do Romantismo Inglês, o poeta Percy Bysshe Shelley (1792-1822). O casal mudou-se para Itália, onde Mary Shelley sofreu a perda de dois de seus filhos, além de seu marido em um trágico naufrágio próximo de Livorno, tragédias que lançaram a escritora num longo período de recolhimento em Inglaterra na companhia do seu único filho que ainda vivia.


A sua obra mais famosa é “Frankenstein: O Moderno Prometeu” escrita entre os anos de 1816 e 1817. O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo género de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental. Esta obra foi elaborada após o encontro do casal Shelley com Lorde George Gordon Byron, 6º Barão Byron (1788-1824), na sua mansão nas margens do lago Genebra, encontro este que produziu uma série de textos, poemas, romances da autoria de Byron, John Polidori (1795-1821), Percy e Mary Shelley, conforme relatado no “Prefácio” da edição de 1831 de “Frankenstein”.

Apenas em 1826, Mary Shelley voltaria a produzir o que a crítica especializada considera como sendo a sua melhor obra “O Último Homem”, obra pioneira da ficção científica que influenciaria toda uma geração de escritores deste género. Os últimos anos de Mary Shelley foram afetados pela doença. Desde 1839, ela sofria de dores de cabeça e ataques de paralisia em partes do seu corpo, que por vezes a impediam de ler e escrever. Viria a falecer a 1 de fevereiro de 1851, em Londres, Inglaterra, vítima de um tumor cerebral.

No aniversário de um ano da sua morte, o seu filho, Percy Florence Shelley, descobriu dentro da pequena secretária da sua mãe algumas madeixas dos seus filhos mortos, um caderno que ela partilhava com o marido, uma cópia manuscrita do poema “Adonais”, da autoria deste último, com uma página dobrada em volta de um pedaço de seda, contendo algumas das suas cinzas e os restos do seu coração.

Talvez a versão mais famosa da obra de Shelley seja o clássico da Universal de 1931, que apresentou a figura imortal de Boris Karloff no papel de um monstro inocente e, ao mesmo tempo, assustador. O longa de James Whale, porém, não foi o primeiro a levar a história de Frankenstein às telonas: em 1910, os estúdios de Thomas Edison desenvolveram a primeira adaptação do livro, um filme mudo de apenas 16 minutos.

Desde então, a história de Victor Frankenstein se tornou uma das mais adaptadas, referenciadas e até parodiadas no cinema, televisão, rádio, quadrinhos, jogos e todo tipo de mídia. 

Até mesmo em 'Castelo Rá-Tim-Bum', clássico infantil da TV Cultura, os tios do protagonista Nino carregam claras alusões à obra de Mary Shelley: Doutor Victor, que além de feiticeiro é um dedicado cientista, foi batizado em homenagem a Frankenstein e tem "raios e trovões" como bordão; já Morgana usa o mesmo penteado de Elsa Lanchester em 'A Noiva de Frankenstein". 

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