Cantinho da Poesia traz Cruz e Sousa
Sinfonias do ocaso
Musselinosas como brumas diurnasdescem do ocaso as sombras harmoniosas,
sombras veladas e musselinosas
para as profundas solidões noturnas.
Sacrários virgens, sacrossantas urnas,
os céus resplendem de sidéreas rosas,
da Lua e das Estrelas majestosas
iluminando a escuridão das furnas.
Ah! por estes sinfônicos ocasos
a terra exala aromas de áureos vasos,
incensos de turíbulos divinos.
Os plenilúnios mórbidos vaporam ...
E como que no Azul plangem e choram
cítaras, harpas, bandolins, violinos ...
Cruz e Sousa
Suas únicas obras publicadas em vida foram os livros Missal e Broquéis, obras que
mostraram a grande diversidade e riqueza de sua literatura. O poeta aliava
elementos do Simbolismo, tais quais o
pessimismo, a morte, a poesia metafísica; a elementos do Parnasianismo, como a
forma lapidar, o gosto pelo soneto, o verbalismo requintado e a força das
imagens. Cruz e Sousa foi um poeta injustiçado em seu tempo: sua obra foi
reconhecida apenas postumamente, depois que o sociólogo francês Roger Bastide
colocou-o entre os principais escritores do Simbolismo universal.
Olá, bom dia e excelente início de semana.
Cruz e Sousa é um dos poetas que mais gosto.
Fui presenteada com o livro Broquéis, que é maravilhoso.
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