Olá, excelente início de semana a todos
nós.
Um pouco da grandiosa Clarice Lispector para
abrilhantar a coluna Cantinho da Poesia.
Saudades
Sinto saudades de tudo
que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me pego pensando no passado, eu sinto saudades ... Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei ... Sinto saudade dos que se foram e de quem não me despedi direito, daqueles que não tiveram como eu dizer adeus ... Sinto saudade das coisas das coisas que vivi e das quais deixei passar (..)
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que ... não sei onde ... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi ...
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me pego pensando no passado, eu sinto saudades ... Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei ... Sinto saudade dos que se foram e de quem não me despedi direito, daqueles que não tiveram como eu dizer adeus ... Sinto saudade das coisas das coisas que vivi e das quais deixei passar (..)
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que ... não sei onde ... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi ...
Clarice Lispector
Clarice
Lispector, nascida Chaya Pinkhasovna Lispector, na Ucrânia, a 10/12/1920, foi escritora
e jornalista ucraniana naturalizada brasileira.
Autora
de romances, contos e ensaios, é considerada uma das escritoras brasileiras
mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka,
falecendo no dia 09/12/1977, no Rio de Janeiro.
Sua obra é composta pelos romances: O Ilustre; A Cidade Sitiada; A
Paixão segundo; Água Viva e Um Sopro de Vida, entre outros, tem vasto material,
entre romances, contos, novela, literatura infantil, crônicas e artigos de
jornais, entre outros.
Fonte: Clarice Lispector e imagens divulgação


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