Livre - Poesia
de Cruz e Sousa
No Cantinho
da Poesia
Olá, bom início de semana a todos nós.
A coluna Cantinho da Poesia traz um pouco da
poesia de Cruz e Sousa um dos precursores do simbolismo no Brasil.
Livre
Livre! Ser livre da matéria escrava,
arrancar os grilhões que nos flagelam
e livre penetrar nos Dons que selam
a alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
arrancar os grilhões que nos flagelam
e livre penetrar nos Dons que selam
a alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
dos corações daninhos que regelam,
quando os nossos sentidos se rebelam
contra a Infâmia bifronte que deprava.
quando os nossos sentidos se rebelam
contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro,
mais junto à Natureza e mais seguro
do seu Amor, de todas as justiças.
mais junto à Natureza e mais seguro
do seu Amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,
para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.
para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.
Cruz e Sousa
O poeta João da Cruz e Sousa,
nascido no dia 24 de novembro de 1861, na
antiga Desterro, atual Florianópolis,
Santa Catarina, foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.
Talentoso,
aos oito anos de idade Cruz e Sousa revela-se um poeta precoce ao declamar
versos de sua autoria, homenageando o retorno do coronel Xavier de Sousa da
Guerra do Paraguai e sua promoção a marechal.
Cruz e Sousa insere-se na vida literária e cultural
aos 20 anos, fundando com Virgílio Várzea e Santos Losada, em Santa Catarina, o
jornal semanal Colombo, periódico crítico e literário de viés parnasiano.
Leia a biografia do poeta disponível no site
literafro
Faculdade de Letras da
Universidade Federal de Minas Gerais


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