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Sexta-feira Treze!

       
Sexta-feira Treze é o dia que reúne muitas superstições. É uma crendice de longos anos que remete as pessoas a acreditar que a data é amaldiçoada, devido o número treze, cheio de simbologias e a sexta-feira, tida como o dia da semana sem sorte.
        E tem também não muito comentada, uma antiga lenda escandinava em que Friga, a deusa do amor e da beleza, teria se transformado numa bruxa após a conversão dos nórdicos ao cristianismo. Como vingança, Friga passou a se reunir todas as sextas-feiras com outras 11 bruxas e o demônio. Juntos, os 13 ficaram lançando feitiços sobre os novos cristãos.
        Legal, né? Eu adoro essas coisas pertencentes à data e sempre escrevo alguma história para não deixar passar em vão.
Espero que gostem do conto.
Beijão, até mais,
Míriam

Conto: Lívia e o terror da Sexta-feira Treze!

        Lívia acorda assustada e dá um salto da cama. Com o coração à boca, ela escuta barulho e passos na cozinha. Desesperada, tranca a porta do quarto. Sem saber o que fazer, fica quieta rente à parede.
        O barulho continua. Tenta pensar em algo, mas nada passa em sua mente.
       
Lívia olha a lua reluzente de sua janela. — Essa noite promete, pensa ela, lua cheia e madrugada de sexta-feira treze do mês de agosto, essa não! — E o pavor a faz tremer da cabeça aos pés, lembrança da data em outro episódio.
        — Onde está a faca, tenho que me proteger, pois sei o que me espera lá embaixo! — Pensa Lívia.
        Nisso, a moça escuta passos pesados subindo a escada. Ela tenta abrir a janela, mas a grade a impede de fugir.
A cada degrau, um ranger estridente da madeira. Lívia tenta secar o suor de seu rosto, que encharcou seus olhos. Tremendo, ela empunha a faca, na tentativa de se defender. Longe da parede e da porta, Lívia vê a fechadura se mexer e por estar trancada, a porta começa a receber socos, e tão fortes, que em poucos minutos, uma mão enorme empurra os destroços da madeira e logo alcança a chave; e a porta é aberta.
        Lívia sabe que não tem o que fazer. Em uma última tentativa, ameaça com a faca. O imenso vulto se aproxima dela e a arma é arrancada de sua mão. O vulto se aproxima mais e a comprime contra a parede. Está tão próximo que ela não tem como escapar. Ela sente o hálito do monstro em seu rosto e quando ele se aproxima de seu pescoço, Lívia grita desesperadamente...
        ...
        Num salto a jovem acorda toda suada e com o corpo molhado. Sem entender nada, vê a mãe jogada ao chão olhando para ela. Ao enxugar o suor do rosto, percebe ao redor pães e bolos espalhados pela cama e sua roupa toda suja de café com leite. A mãe, que agora estava em pé tem nas mãos uma bandeja vazia.
        — Pesadelo novamente? — pergunta a mãe. E Lívia não sabe explicar.
        — Já não disse para não ler livros de terror? Veja que estão em sua cama, finaliza a mãe com semblante reprovador. — Você estava sonhando e quando me aproximei com a surpresa pelo seu aniversário, você jogou tudo longe ao salto de um grito, disse a mãe batendo a porta do quarto.
        Lívia ficou sem graça. Mas feliz que todo aquele terror não passou de um pesadelo. Ao chuveiro, já estava calma e pensando no que poderia fazer para se desculpar com a mãe.
        A moça se apronta para tomar o café.
Ao descer os degraus, tropeça em um pedaço de madeira podre. Lívia sente um frio no estômago.
Antes de entrar na cozinha, vê que a parede da antessala estava totalmente arranhada...     

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