Admirável Mundo Novo
Aldous Huxley
Olá meus amigos, tenham uma excelente quinta-feira.
Admirável Mundo Novo, simplesmente amo essa história,
que apenas assisti a minissérie há alguns anos na TV, antes de ler o livro; daí
que emprestei o romance e ele sumiu.
Acabei me lembrando desse livro hoje, e claro que irei comprá-lo
novamente, e, desta vez, sem empréstimos!
Bem, fica aqui a dica, caso alguém tenha interesse.
Uma sociedade inteiramente organizada segundo
princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e
“mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e
adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente
definidas já no
nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema
só têm a função de solidificar o espírito de conformismo.
Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de
montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa
é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que
ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na
esfera literária, da tematização de estados autoritários.
Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos
totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do
nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e
tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência
é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer
nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários.
Entretanto, o clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de
ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das
potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos.
Aldous Leonard Huxley
Escritor inglês e um dos
mais proeminentes membros da família Huxley. Passou
parte da sua vida nos Estados Unidos, e viveu em Los Angeles de 1937 até a sua
morte, em 1963.
Mais conhecido pelos romances, Admirável Mundo Novo e
diversos ensaios, Huxley também publicou contos, poesias e literatura de viagem.
Obra:
· 1920 - Limbo, contos de estreia
· 1921 - Crome Yellow (Férias
em Crome), romance
· 1923 - Antic Hay (Ronda
Grotesca), romance
· 1926 - Two or Three Graces (Duas
ou Três Graças), contos
· 1928 - Point Counter Point (Contraponto),
romance
· 1929 - Do What you will (Satânicos
e visionários), ensaios
· 1932 - Brave New World (Admirável Mundo Novo), romance
· 1936 – Eyeless in Gaza (Sem
Olhos em Gaza), romance
· 1937 - Ends and Means Despertar
do Mundo Novo), ensaios
· 1941 – Grey Eminence (Eminência
Parda), biografia romanceada
·
1943 – The Art of
Seeing (A arte de ver), ensaios
· 1945 - Time Must Have a Stop (O
Tempo Deve Parar), romance
· 1946 – The Perennia Philosophy (A
filosofia perene), ensaios
· 1949 – Ape and Essence (O
Macaco e a Essência), romance
· 1952 – The Devils of Loudun (Os
Demônios de Loudun)
· 1954 – The Doors of Perception (As
Portas da Percepção), ensaios
· 1956 - Heaven and Hell (Céu
e Inferno), ensaios
· 1959 – Brave New World Revisited (Regresso
ao Admirável Mundo Novo), ensaios
· 1962 – Island (A
Ilha), romance
· 1978 – The Human Situation (A
Situação Humana), ensaios


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