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Olá queridos amigos, um bom início de semana a todos nós.
Pensando em iniciar a primeira semana do ano com uma poesia, lembrei-me de O Homem e A Mulher do fabuloso Victor Hugo. Não sei se vocês já leram esta poesia, eu acho de uma delicadeza e razão sem igual, adoro cada linha dela e o autor também. Então, divido-a com vocês e espero que gostem.

Beijão e até amanhã.

Míriam

 

O Homem e A Mulher
Victor Hugo

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.



Victor Hugo

Victor Hugo (1802-1885) foi um dos maiores escritores românticos da França no século XIX, autor dos romances “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, entre outras obras célebres.
Victor Hugo nasceu em Besançon, França, no dia 26 de fevereiro de 1802, era filho de Joseph Hugo, general do exército napoleônico. Passou quase toda a sua infância fora da França. Com 14 anos de idade era leitor assíduo das obras de René Chateaubriand, o iniciador do Romantismo francês. Com 16 anos chamou a atenção da Academia Francesa com seu livro “Vantagens de Estudo”.
Em 1819, recebe o Prêmio Lírio de Ouro, da Academia de Toulouse, por uma ode ao restabelecimento da estátua de Henrique IV, derrubada na Revolução. Nesse mesmo ano, fundou com seus irmãos a revista “O Conservador Literário”.
Em 1822 casa-se com Adèle Foucher, amiga de infância, com quem teve cinco filhos. Nesse mesmo ano publica “Ode e Poesias Diversas” sua primeira antologia poética. Em 1827, o prefácio do drama histórico “Cromwell” foi considerado o manifesto do Movimento Romântico da literatura francesa.
O período de 1829 a 1843 foi o mais produtivo do escritor, nessa época escreveu “Notre Dame de Paris” (1831), também conhecido como “O Corcunda de Notre Dame”, “Folhas de Outono” (1831), “Lucrécia Borgia” (1833), “Maria Tudor” (1833), “Contos de Crepúsculo” (1835), entre outras.
Em 1841 é eleito para a Academia Francesa, frequenta a corte das Tulherias e torna-se membro do senado. Em 1848 escreve artigos nos quais defende a candidatura de Luís Napoleão para a presidência da República. Eleito Napoleão III viola a Constituição.

Victor Hugo é contra a política adotada e ao tentar organizar a resistência à ditadura é perseguido e se refugia em Bruxelas, só retornando dezoito anos depois, com a queda do Império. Nessa época escreve “As Contemplações”, “Os Miseráveis” (1862), “O Homem que Ri” (1869) entre outras. Victor Hugo falece em Paris, no dia 22 de maio de 1885.

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