Olá, meus queridos leitores, tenham uma
excelente quarta-feira.
Ontem foi um dia muito agitado para mim e não
tive condições de postar nada aqui na página.
Como informei na segunda, este é o mês de
aniversário de nascimento do grande autor fantástico Edgar Allan Poe, e até dia
19, estarei homenageando o autêntico escritor com seus poemas, frases e contos.
Para hoje, tem uma de suas histórias que gosto
muito: O Barril de Amontillado, que por sua extensão, você poderá terminar a
sua leitura na página logo acima: Edgar Allan Poe – Aniversário Comemorativo.
Bem, por hoje é só, grande abraço,
Míriam
O Barril de Amontillado
Suportei o melhor que pude as injúrias de
Fortunato; mas, quando ousou insultar-me, jurei vingança. Vós, que tão bem
conheceis a natureza de meu caráter, não havereis de supor, no entanto, que eu
tenha proferido qualquer ameaça. No fim, eu seria vingado. Este era um ponto
definitivamente assentado, mas a própria decisão com que eu assim decidira
excluía qualquer idéia de perigo. Assim devia apenas castigar, mas castigar
impunemente. Uma injúria permanece irreparada, quando o castigo alcança aquele
que se vinga. Permanece, igualmente, sem reparado, quando o vingador deixa de
fazer com que aquele que o ofendeu compreenda que e ele quem se vinga.
É preciso
que se saiba que, nem por meio de palavras, nem de qualquer ato, dei a
Fortunato motivo para que duvidasse de minha boa vontade. Continuei, como de
costume, a sorrir em sua presença, e ele não percebia que o meu sorriso, agora,
tinha como origem a idéia da sua imolação.
Esse tal
Fortunato tinha um ponto fraco, embora, sob outros aspectos, fosse um homem
digno de ser respeitado e, até mesmo, temido. Vangloriava-se sempre de ser
entendido em vinhos. Poucos italianos possuem verdadeiro talento para isso. Na
maioria das vezes, seu entusiasmo se adapta aquilo que a ocasião e a
oportunidade exigem, tendo em vista enganar os milionários ingleses e
austríacos. Em pintura e pedras preciosas, Fortunado, como todos os seus
compatriotas, era um intrujão; mas, com respeito a vinhos antigos, era sincero.
Sob este aspecto, não havia grande diferença entre nós – pois que eu também era
hábil conhecedor de vinhos italianos, comprando-os sempre em grande quantidade,
sempre que podia. Uma tarde, quase ao anoitecer, em plena loucura do carnaval,
encontrei o meu amigo. Acolheu-me com excessiva cordialidade, pois que havia
bebido muito. Usava um traje de truão, muito justo e listrado, tendo à cabeça
um chapéu cônico, guarnecido de gizos.
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