Olá
meus amigos, tenham uma excelente quinta-feira.
E hoje
é dia da coluna da revisora Bernadete Bernardo, que nos brinda com excelente
texto sobre o escritor Umberto Eco, que eu adoro.
“Seu grande sucesso, O Nome da Rosa, foi adaptado para
o formato cinematográfico, em 1988, por Jean-Jacques Annaud, no qual o
protagonista, Baskerville, foi vivido por Sean Connery”, diz Bernadete.
Bem,
por hoje é só.
Abraços,
Míriam
Coluna da revisora
Bernadete Bernardo
O escritor, filósofo e linguista
italiano Umberto Eco nasceu
no dia 5 de janeiro de 1932, na cidade de Alexandria, em Piemonte, na Itália.
Famoso mundialmente por seus escritos sobre semiótica,
estética medieval, comunicação de massa, linguística e filosofia, ele também
trilhou uma concreta trajetória como mestre de Semiótica na Universidade de
Bolonha, além de dirigir a Escola Superior de Ciências Humanas nesta mesma
instituição.
Ele atuou como colaborador, ao longo de sua
carreira, em várias publicações acadêmicas, assina uma coluna semanal no
L’Espresso e escreve para La Repubblica. Na literatura ele iniciou em 1980, já
com uma obra que o consagrou, O Nome da Rosa. Seguiram-se a este lançamento O
Pêndulo de Foucault (1988), A Ilha do Dia Anterior (1994) e Baudolino
(2000).
Umberto Eco começou a sua carreira como
filósofo sob a orientação de Luigi
Pareyson, na Itália. Seus primeiros
trabalhos dedicaram-se ao estudo da estética medieval, sobretudo aos textos de
S. Tomás de Aquino. A tese principal
defendida por Eco, nesses trabalhos, diz respeito à ideia de que esse grande
filósofo e teólogo medieval, que, como os demais de seu tempo, é acusado de não
empreender uma reflexão estética, trata, de um modo particular, da problemática
do belo.
A partir da década de 1960, Eco se lança ao estudo das
relações existentes entre a poética contemporânea e a pluralidade de
significados. Seu principal estudo, nesse sentido, é a coletânea de ensaios
intitulada Obra
aberta (1962), que fundamenta o conceito de obra aberta, segundo o qual uma obra de
arte amplia o universo semântico provável, lançando mão de jogos semióticos, a
fim de repercutir nos seus intérpretes uma gama indeterminável, porém não
infinita de interpretações. Outros textos ensaísticos deste autor vêm à luz: Apocalípticos
e Integrados (1964) – sobre a cultura massificada -, A Estrutura Ausente
(1968), As Formas do Conteúdo (1971), Tratado Geral de Semiótica
(1975), Seis Passeios pelos Bosques da Ficção (1994) e Sobre a
Literatura (2003).
Nos anos 70, Umberto Eco viu suas veredas
acadêmicas serem cruzadas pela expressão ‘Semiótica’, descoberta no filósofo John
Locke, aderindo assim à concepção anglo-saxônica desta disciplina, deixando de
lado a visão semiológica adotada por Saussure. Ele busca também sua visão
renovada da semiótica nos conceitos de Kant e Peirce, o que se pode verificar
nas obras As Formas do Conteúdo (1971) e Tratado Geral de Semiótica
(1975). Deste caminho teórico, Eco parte para a discussão sobre o esforço de
interpretação textual por parte dos leitores, aprofundada em seus estudos Lector
in fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990), em que ele
sustenta a visão de que as criações literárias necessitam da colaboração dos
que as lêem para serem compreendidas.
Além dessa carreira universitária, Eco ainda
escreveu cinco romances, aclamados pela crítica e que o colocaram numa posição
de destaque no cenário acadêmico e literário, uma vez que é um dos poucos
autores que conciliam o trabalho teórico-crítico com produções artísticas,
exercendo influência considerável nos dois âmbitos.
Seu grande sucesso, O Nome da Rosa, foi adaptado para o formato cinematográfico,
em 1988, por Jean-Jacques Annaud, no qual o protagonista, Baskerville, foi
vivido por Sean Connery.
Fonte:
Wikipédia/ Infoescola
Fotos:
The Sunday Times/ Umberto Eco/ Blog Tudo de bom mermmo / Blog Constantinos
Kyriakis/ Pinterest


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