Queridos amigos, que o dia hoje seja excelente
para todos nós.
Outro dia estava procurando uma poesia e acabei
chegando até as de Maya Angelou e então achei legal trazer para cá,
apresentando esta maravilhosa artista, para quem não a conhece.
Espero que gostem, amanhã tem mais.
Abraços,
Miriam
Maya Angelou
Ainda me levanto (Still I rise)
Podes inscrever-me na História
Em mentiras amargas e retorcidas.
Podes espezinhar-me no chão sujo
Mas ainda assim, como a poeira,
vou-me levantar.
Minha impertinência incomoda?
Por que ficas soturno
Ao me ver andar como se tivesse em
casa
Poços de petróleo jorrando?
Como as luas e como os sóis,
Como a constância das marés,
Como a esperança alçando voo,
Assim me levanto.
Querias ver-me alquebrada?
Cabeça pensa e olhos baixos?
Ombros caídos como lágrimas,
Enfraquecida de tanto pranto?
Minha altivez o ofende?
Não leve tão a peito assim:
Eu rio como quem minera ouro
Em seu próprio quintal
Podes fuzilar-me com palavras
Podes lanhar-me com os olhos
Podes matar-me com malevolência
Mas ainda assim, como o ar, eu me
levanto
Minha sensualidade perturba?
Por acaso te surpreende
Que eu dance como quem tem
diamantes
Ali onde as coxas se encontram?
Do fundo das cabanas da humilhação
Me levanto
Do fundo de um pretérito enraizado
na dor
Me levanto
Sou um oceano negro, marulhando e
infinito,
Sou maré em preamar
Para além de atrozes noites de terror
Me levanto
Rumo a uma aurora deslumbrante
Me levanto
Trazendo as oferendas de meus
ancestrais
Portando o sonho e a esperança do
escravo
Ainda me levanto
Me levanto
Me levanto
Tradução
de Walnice Nogueira Galvão, professora
emérita da FFLCH da USP
Sobre Maya Angelou
Maya Angelou, pseudónimo de
Marguerite Ann Johnson foi uma escritora e poetisa dos Estados Unidos. Passou a
infância na Califórnia, Arkansas, e St. Louis, e viveu com a avó paterna, Annie
Henderson, na maior parte de sua infância.
Ela
nasceu no dia 4 de abril de 1928, em St. Louis, Missouri, EUAe faleceu no dia 28 de maio de 2014, Winston-Salem, Carolina
do Norte, EUA, aos 86 anos.
Foi conhecida como ativista pela igualdade
racial, trabalhando com Martin Luther
King e Malcom X.
Admirada por diversos
músicos, Maya leu um poema chamado "We had him" no funeral de Michael
Jackson, em 2009. Ela também influenciou cantores como Steven Tyler, Fiona
Apple e Kanye West. A apresentadora Oprah Winfrey considerava Maya sua mentora.
Ela também trabalhou como cantora, dançarina, atriz, dramaturga e compositora. A artista ganhou o Grammy e outros prêmios em diversas áreas artísticas. Ela teve uma infância pobre, na época de alta segregação racial nos EUA. Ainda aos 17 anos, ela se formou na escola e teve um filho, Guy. Nesta época, começou a trabalhar e foi a primeira motorista negra em San Francisco, segundo o Poetry Foundation.
Como escritora, sua obra tem forte marca autobiográfica. Maya foi aclamada já em seu primeiro livro, a autobiografia "I know why the caged bird sings" (1969), que fez dela uma das primeiras escritoras negras a ter um best-seller nos Estados Unidos.
Ela também trabalhou como cantora, dançarina, atriz, dramaturga e compositora. A artista ganhou o Grammy e outros prêmios em diversas áreas artísticas. Ela teve uma infância pobre, na época de alta segregação racial nos EUA. Ainda aos 17 anos, ela se formou na escola e teve um filho, Guy. Nesta época, começou a trabalhar e foi a primeira motorista negra em San Francisco, segundo o Poetry Foundation.
Como escritora, sua obra tem forte marca autobiográfica. Maya foi aclamada já em seu primeiro livro, a autobiografia "I know why the caged bird sings" (1969), que fez dela uma das primeiras escritoras negras a ter um best-seller nos Estados Unidos.
Depois
de "I know why the caged bird sings", que abarca o período até seus
17 anos de idade, Maya publicou outros seis volumes de sua autobiografia:
"Gather together in my name" (1974), "Singin' and swingin' and
gettin' merry like Christmas" (1976), "The heart of a woman"
(1981), "All God's children need traveling shoes" (1986), "A
song flung up to heaven" (2002) e "Mom & me & mom (2013).
A artista foi escolhida por
Bill Clinton para ler sua primeira cerimônia de posse, em 1993. O texto
original lido foi "On the pulse of morning", que também se tornou um best-seller.


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