Fábrica Cultural
Inscrições, gratuitas, começam dia 5
O processo de inscrição para os cursos gratuitos da Secult
(Secretaria de Cultura de Santos), que integram o projeto ‘Fábrica Cultural’,
começam dia 5 de fevereiro, com as Escolas de ‘Bailado’ e ‘Livre de Dança’. O
período de matrícula segue até o dia 22, sendo que cada modalidade tem uma data
especifica de cadastro.
Dia 16, às 18h, ocorre uma mostra cultural, no
Teatro Municipal Braz Cubas, com a apresentação de várias atividades. Desta
forma, o público pode conferir o trabalho desenvolvido e escolher o curso de
sua preferência.
O Fábrica Cultural é dividido em dois segmentos.
Nos ‘Núcleos de Formação’ o aluno obedece uma seriação, que engloba a parte
teórica e prática, complementando assim o estudo das diversas áreas artísticas.
Já as ‘Oficinas Livres – Atividades de Cultura e Lazer’ têm curta duração (três
anos) e oferecem um conhecimento sintetizado ao estudante, além de qualificá-lo
para a apreciação das artes em geral (formação de público).
Núcleos de Formação
As opções de atividades que englobam
os ‘Núcleos de Formação’ são as seguintes: Artes Integradas (crianças de 6 a 7 anos); Iniciação às Artes
Musicais (8 a
10 anos); Iniciação às Artes Cênicas – Teatro (8 a 14 anos); Iniciação às
Artes Visuais (8 a
14 anos); Avançado de Artes Visuais (a partir de 16, para pessoas que tenham
experiência na área); Instrumentos, com opções para ‘Violino’; ‘Viola’;
‘Violoncelo’; ‘Violão’ (de 10 a
29 anos); Canto – técnica vocal e interpretação (oficina jovem, de 15 a 29, e senior, acima de
30); Dança de Rua Infantil (8 a
13 anos) e Oficinas Jovens de ‘Desenho’ ou ‘Teatro’ (15 a 29 anos).
Inscrições para os cursos citados acima devem
ser feitas dias 18, 19 e 20 de fevereiro, no Espaço Juan Serrano, situado no
piso térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Pinheiro Machado, 48 –
Vila Mathias), das 14h às 19h30h. Documentos necessários: RG ou certidão de
nascimento, comprovante de residência e uma foto 3x4. Os interessados nos
cursos de dança precisam entregar atestado médico antes do inicio das aulas.
Oficinas
Livres
Os cursos oferecidos dentro do segmento
‘Oficinas Livres – Atividades de Cultura e Lazer’ são: Bordado da Ilha da
Madeira (a partir de 15 anos); Desenho (acima de 30); Pintura em Tela (acima de
18); Mangá (a partir de 14); Dança de Rua (a partir de 14); Dança de Salão
(acima de 15); Ritmos Brasileiros (a partir de 14); Baixo Elétrico (acima de 15
anos, com conhecimento prévio e instrumento); Violão (acima de 30) e Teclado (a
partir de 15). Para estas atividades, os interessados devem comparecer no mesmo
local, dias 21 e 22, também das 14h às 19h30. A documentação é a mesma.
Informações: 3226-8000.
Escola
de Bailado Municipal
Formando gerações de bailarinos há 40
anos, a Escola de Bailado foi fundada em 26 de janeiro de 1972. O curso, que
utiliza o método russo, realiza testes de aptidão física para quem tem
interesse em aprender e a se especializar em balé clássico. As inscrições para
o processo seletivo ocorrem dias 5, 6 e 7 de fevereiro, das 8h30 às 12h30 e das
14h30 às 18h. Os candidatos devem ter entre 7 e 12 anos. Também serão abertas
inscrições para turmas de 1º e 2º ano. Documentos necessários: RG ou certidão
de nascimento, comprovante de residência e uma foto 3x4.
Escola
Livre de Dança
As inscrições para os testes da Escola Livre de
Dança são para crianças de 6 até 12 anos (completos até 30 de junho). O plano
curricular é de nove anos e inclui aulas de balé clássico, jazz, dança
contemporânea, sapateado irlandês e americano, entre outras modalidades. O
método utilizado é o ‘Royal Academy of Dance’. Os interessados devem comparecer
na sede (Rua Antônio Bento, 49 – Vila Mathias), dias 5 e 6 de fevereiro, das 9h
às 11h e das 14h às 17h. Documentos necessários: originais do RG ou certidão de
nascimento e comprovante de residência. Informações: 3221-1723.
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Museu da Língua
Portuguesa aberto à noite durante as férias
O museu da Língua Portuguesa, no Centro
de São Paulo, é uma ótima opção para passear com as crianças nestas férias. O
lugar oferece muitas instalações interativas e, até o final das férias, sempre
as terças-feiras, o museu ficará aberto até às 22h.
A novidade está na sala da Piada,
que reúne trabalhos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, que acontece
anualmente no interior paulista. São charges, tiras, caricaturas e pequenos contos.
Serviço:
Museu da Língua Portuguesa
Horário: terças,
das 10h às 22h (durante as férias somente); quarta a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 6
(inteira) e R$ 3 (meia-entrada). Gratuito aos sábados
Endereço: Praça da Luz s/nº, Centro, São
Paulo/SP
Fonte: Museu da Língua Portuguesa
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Erico, literatura e
medicina
De Moacyr Scliar
Olhai os lírios do campo demonstra, mais do que qualquer outro livro de
Erico Veríssimo, a atração do escritor pela medicina como tema ficcional. Neto
de médico, Erico trabalhou em farmácia numa época de sua vida, o que sem dúvida
lhe forneceu subsídios sobre doutores e doenças; e médicos com quem conviveu
testemunham sua curiosidade sobre o assunto.
Médicos são personagens que atraem os ficcionistas. É uma profissão que
lida com a vida e com a morte, com a doença e o sofrimento, e estes são também
os temas da grande literatura — como A montanha mágica, de Thomas Mann. O médico
testemunha toda a fraqueza da humanidade, disse Schopenhauer, e o escritor por
vezes testemunha os dramas da medicina. O problema é que nem todos os
escritores têm a visão de um Erico Veríssimo, assim como nem todos os médicos
são Hipócrates, ou Osler, ou Albert Schweitzer. Medicina é um grande tema para
a literatura, mas às vezes a abordagem do grande tema fica apenas na intenção —
e de boas intenções o inferno literário está cheio.
Curiosamente, nem sempre são os médicos os que melhor tratam de sua profissão
em termos ficcionais, apesar de o médico-escritor não ser uma espécie rara — só
aqui no Rio Grande temos os exemplos de Dyonélio Machado e de Cyro Martins, e
também os de Paulo Dias Fernandes, José Eduardo Degrazia, além do meu próprio
caso. O problema aí é o do distanciamento. Para escrever sobre um tema, você
tem de digeri-lo primeiro. Foi o que aprendi com “Doutor Miragem”, novela que
escrevi e reescrevi várias vezes — até compreender que tinha de tratar o médico
como personagem e não olhar o personagem como médico.
Mesmo os ficcionistas têm dificuldades com seus personagens médicos. O
erro mais frequente é o da idealização: o doutor-sacerdote, bonzinho,
impecável. O expoente máximo desta linha é o edulcorado A. J. Cronin (aliás,
médico) e dela derivaram as séries de TV tipo Doutor Kildare. A distorção
oposta, que pretende revelar a “sordidez” dos bastidores médicos — por exemplo,
os best-sellers americanos lançados no Brasil pela Record —, também é comum.
Enfim, é difícil conjugar ficção com uma visão crítica, madura, da medicina.
Nesse sentido, continua digna de citação a peça de Bernard Shaw, O dilema do
médico, que é de
1911, mas continua
mantendo surpreendente atualidade. O magistral prefácio deveria fazer parte dos
currículos das escolas de Medicina. Já no início, diz Shaw: “Que a nação pague
aos cirurgiões pelo número de pernas que amputam, da mesma maneira que paga aos
padeiros pelo número de pães que produzem, é o bastante para nos fazer
desesperar da visão política da humanidade”. Pois é exatamente por esse
critério que o Inamps paga, até hoje, pelos serviços que recebe.
Shaw é irônico, Erico é sobretudo tolerante. Mas o grande escritor
gaúcho soube transformar seus personagens médicos em seres humanos. A adaptação
para a tv de Olhai os lírios do campo o demonstrará. Milhões de espectadores
poderão vivenciar as emoções de uma obra que nada tem de escapista, impregnada,
como está, de um profundo sentido de realidade.
Moacyr
Scliar
Moacyr Scliar foi um
escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em
saúde pública e professor universitário. Sua prolífica obra consiste de contos,
romances, ensaios e literatura infantojuvenil.
Scliar
nasceu no dia 21/3/1937, em
Porto Alegre , RS e faleceu no dia 27/2/2011.
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Dica de Cinema
Os Miseráveis – Les Misérables
Adaptação de musical da Broadway, que por sua vez foi
inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo. A história se passa em plena Revolução Francesa
do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã
mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará
recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da
perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).
Os Miseráveis dura 2h40
e é totalmente cantado. Para causar um maior impacto emocional e extrair o
máximo dos atores, o diretor Hopper optou que todas as canções fossem
interpretadas “ao vivo”, no momento da filmagem – não houve dublagem ou nada
pré-gravado. São 50 canções, incluindo uma nova, chamada “Suddenly” (cantada
por Jackman), escrita especialmente para o filme – certamente um truque para
que o longa não ficasse de fora da categoria de Melhor Canção no Oscar.
Na trilha estão músicas bem conhecidas, como “I
Dreamed a Dream” (interpretada por Anne Hathaway, que deve ganhar o Oscar de
melhor atriz coadjuvante), “Master of The House” (a parte cômica do filme, a
cargo de Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter), “Stars” (Crowe),
"Bring Him Home" (Jackman), “On My Own” (Samanta Barks), “Do You Hear
The People Sing” (parte do elenco) e outros.
Curiosidades
Homem de Ferro
O diretor Tom Hooper recusou o convite para
dirigir Homem de Ferro 3 por
causa deste filme.
Elenco
Paul Bettany esteve cotado para interpretar o
inspetor Javert, que ficou com Russell Crowe.
Amy Adams e Rebecca Hall foram apontadas como candidata para o
papel de Fantine, que acabou com Hathaway.
Emma Watson, Hayden Panettiere, Miranda Cosgrove e Lucy Hale estiveram sondadas
para os papéis das jovens Epanine e Cosette.
Dupla reatada
Hugh Jackman e Anne Hathaway cantaram lado a lado
durante a cerimônia do Oscar 2009, que foi apresentada pelo ator.



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