Cantinho da Poesia
Lord Byron, um dos principais autores do Romantismo
Bom dia queridos leitores, iniciamos mais uma semana e que seja com
sabedoria e paz de espírito.
A coluna Cantinho da Poesia traz esta semana um dos grandes e
principais autores do Romantismo, o poeta inglês Lord Byron.
George
Gordon Byron nasceu em 22 de janeiro de 1788, em Londres, na Inglaterra. Foi
criado pela mãe e em 1798, herdou o título de barão de seu tio-avô, ocupando lugar
na Câmara dos Lordes.
Byron, faleceu
em 19 de abril de 1824, na Grécia. É considerado um dos principais autores do Romantismo inglês e
inspirou poetas no mundo inteiro, com sua poesia heroica, narrativa,
confessional, libertária, irônica e revolucionária.
Obras de
Byron:
Fugitive pieces (1806); Bardos ingleses e críticos
escoceses (1809); A peregrinação de Childe Harold (1812); Valsa:
um hino apostrófico (1813); The Giaour (1813); A noiva
de Abydos (1813); O corsário (1814); Ode a Napoleão
Bonaparte (1814); Lara (1814); A maldição de Minerva (1815);
O cerco de Corinto (1816); Poemas (1816); Monodia
sobre a morte do honorável R. B. Sheridan (1816); O prisioneiro de
Chillon e outros poemas (1817); Manfredo (1817); O
lamento de Tasso (1817); Beppo (1818); Mazeppa (1819);
Don Juan (1819); Marino Faliero (1821); Sardanapalus (1821);
A idade do bronze (1823); A ilha (1823); Werner (1823).
A
Inês
Não
me sorrias à sombria fronte,
Ai! sorrir eu não posso novamente:
Que o céu afaste o que tu chorarias
E em vão talvez chorasses, tão somente.
E
perguntas que dor trago secreta,
A roer minha alegria e juventude?
E em vão procuras conhecer-me a angústia
Que nem tu tornarias menos rude?
Não
é o amor, não é nem mesmo o ódio,
Nem de baixa ambição honras perdidas,
Que me fazem opor-me ao meu estado
E evadir-me das coisas mais queridas.
De
tudo o que eu encontro, escuto, ou vejo,
É esse tédio que deriva, e quanto!
Não, a Beleza não me dá prazer,
Teus olhos para mim mal têm encanto.
Esta
tristeza imóvel e sem fim
É a do judeu errante e fabuloso
Que não verá além da sepultura
E em vida não terá nenhum repouso.
Que
exilado – de si pode fugir?
Mesmo nas zonas mais e mais distantes,
Sempre me caça a praga da existência,
O Pensamento, que é um demônio, antes.
Mas
os outros parecem transportar-se
De prazer e, o que eu deixo, apreciar;
Possam sempre sonhar com esses arroubos
E como acordo nunca despertar!
Por
muitos climas o meu fado é ir-me,
Ir-se com um recordar amaldiçoado;
Meu consolo é saber que ocorra embora
O que ocorrer, o pior já me foi dado.
Qual
foi esse pior? Não me perguntes,
Não pesquises por que é que consterno!
Sorri! não sofras risco em desvendar
O coração de um homem: dentro é o Inferno.
Fonte: mundo educação;
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