Cruz e Sousa no Cantinho da Poesia
Olá,
bom dia e excelente início de semana a todos nós.
Alma
solitária
Ó Alma doce e triste e palpitante!
que cítaras soluçam solitárias
pelas Regiões longínquas, visionárias
do teu Sonho secreto e fascinante!
Quantas zonas de luz purificante,
quantos silêncios, quantas sombras várias
de esferas imortais, imaginárias,
falam contigo, ó Alma cativante!
que chama acende os teus faróis noturnos
e veste os teus mistérios taciturnos
dos esplendores do arco de aliança?
Por que és assim, melancolicamente,
como um arcanjo infante, adolescente,
esquecido nos vales da Esperança?!
João da Cruz
e Sousa
Considerado como a maior expressão poética do
Simbolismo, movimento literário cujas primeiras manifestações ocorreram no
final da década de 80 do século XIX. O nome de Cruz e Sousa confunde-se com a
poesia simbolista; impossível não associar seus versos a esse que foi um dos
períodos mais férteis e duradouros de nossas letras, capaz de influenciar até
mesmo os escritores modernos, entre eles Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.
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Ps: amo Cruz e Souza... tenho um exemplar de 1905.