Pular para o conteúdo principal

A Biblioteca à Noite

Até 10/02, o Sesc Avenida Paulista recebe "A Biblioteca à Noite", exposição imersiva concebida pelo diretor canadense Robert Lepage e a Companhia Ex-Machina, inspirada no livro homônimo do escritor argentino Alberto Manguel, que também participou da concepção. O trabalho tem o apoio do Instituto Français e Embaixada da França, do Consulado Geral do Canadá e do Escritório do Quebec.
A exposição oferece aos visitantes uma experiência ao mesmo tempo cenográfica e virtual, seguindo um roteiro de 10 bibliotecas, reais ou imaginárias.
Ao percorrer o local repleto de árvores, o visitante contrasta o espaço com a ordem e o rigor que, em geral, caracterizam as bibliotecas. Neste local, usando óculos de vídeo tridimensional, o público é transportado para uma realidade virtual, explorando a tecnologia de imersão conhecida como 3D 360º VR.
Lista das Bibliotecas da Exposição.

Biblioteca da Abadia De Admont – Áustria
Maior biblioteca monástica do mundo, construída no Iluminismo. Nos quatro cantos da sala, esculturas batizadas de As quatro últimas coisas encarnam a Morte, o Juízo Final, o Inferno e o Paraíso, reforçando a ideia de manter o homem com os pés no chão e lembrá-lo de sua incontestável condição de mero mortal.
A biblioteca é dividida em três partes. Em um dos extremos, guarda a literatura sobre ciência e, no outro, os tratados de filosofia. No centro estão as bíblias, árbitros supremos de todas as questões que confrontam o homem.



Templo de Hase-Dera
Situado nas alturas de Kamakura no Japão, onde os monges copistas começam a registrar as palavras de Buda, a fim de garantir sua sustentabilidade.
No século XVI, no início da era Edo, a vasta maioria da população japonesa não sabia ler nem escrever e para assegurar a transmissão do saber religioso, os monges criaram o rinzo, uma imensa prateleira giratória que desencadeia o tilintar de sinos que são fixados a ela. Esses sons têm como objetivo espantar os maus espíritos que assombram a biblioteca.

Biblioteca de Nautilus
Quando jovem, Alberto Manguel lia Julio Verne "por causa das extraordinárias ilustrações". Já adulto, o autor parece ser um prisioneiro de boa vontade, enfeitiçado pelo romance “Vinte Mil Léguas Submarinas”, como Aronnax, prisioneiro do Nautilus, é fascinado pelo esplendor da biblioteca do capitão Nemo, que contém 12.000 obras de ciência, moral, literatura, escritas em uma multiplicidade de línguas.

Biblioteca Nacional de Sarajevo
Construída no final do século XIX, a biblioteca era, originalmente, a prefeitura de Sarajevo. Sua quase total destruição em 1992, durante o cerco de Sarajevo, foi um acontecimento marcante da guerra civil, que durou até 1995.

Biblioteca de Alexandria
A mítica Biblioteca de Alexandria é considerada a mãe de todas as bibliotecas e nasce da vontade dos primeiros faraós ptolomaicos de reunir todo o conhecimento existente, reunindo uma soma de textos que lhe permitem reinar sobre o mundo de sua época. Já a nova biblioteca de Alexandria, inaugurada em 2002, é a reencarnação contemporânea da biblioteca mítica, erguida no lugar supostamente ocupado pelo primeiro prédio.

Biblioteca de Vasconcelos - Cidade do México
Construída em um leito de um lago seco no vale do México, a biblioteca pode primeiramente ser vista como uma enorme arca moderna onde livros, prateleiras e conhecimento flutuam no espaço, e à qual as pessoas podem se agarrar em caso de terremoto ou dilúvio, afastando as ameaças sísmicas que atormentam.



Biblioteca da Universidade de Copenhague
Construída em 1855, a Biblioteca de Ciências Sociais da Universidade de Copenhague, hoje em dia, tem apenas um valor patrimonial. Sua utilidade atual é estética e acústica, se tornando, em suma, uma biblioteca embalsamada. Seus livros não estão classificados nem listados e, portanto, não podem ser consultados. É uma biblioteca de uma época passada, composta de livros perdidos em prateleiras, sem endereço, que são chamados de livros mortos.

Biblioteca do Parlamento de Ottawa
A Biblioteca do Parlamento, em Ottawa, Canadá, ostenta orgulhosamente seu estilo vitoriano. Um lugar magnífico, mas austero, consistindo essencialmente de documentos legais. A presença predominante de uma estátua da rainha Vitória contribui para sua solenidade.

A Biblioteca de Sainte-Geneviève - Paris
A construção da Biblioteca Sainte-Geneviève foi confiada ao audacioso arquiteto Henry Labrouste. Na época de sua inauguração, em meados do século XIX, o edifício foi testemunha de vários avanços tecnológicos, como o início do uso de elementos estruturais em ferro fundido. Mas o mais importante deles foi certamente a introdução da iluminação a gás, que permitiu estender o horário de funcionamento da biblioteca para bem além do que era permitido pela luz natural do sol.

Biblioteca do Congresso Americano - Washington
A cidade de Washington se estende em uma vista 360 graus em torno do visitante através das janelas circulares da cúpula da Biblioteca do Congresso.



Visitação:
O agendamento é gratuito e realizado individualmente no site sescsp.org.br/abibliotecaanoite ou presencialmente nos pontos de atendimento do Sesc Avenida Paulista.
O horário agendado é pessoal e intransferível.
Para grupos, entre em contato pelo e-mail agendamento@avenidapaulista.sescsp.org.br

A duração da visitação é de aproximadamente 50 minutos.
Não será permitida a entrada após o início da sessão. Em caso de atraso, será avaliada a possibilidade de reagendamento de acordo com a disponibilidade.
A exposição está localizada no espaço Arte I (5º andar).
A visitação inclui uma experiência imersiva com óculos de realidade virtual. O uso do equipamento não é recomendado para grávidas, idosos, pessoas com problemas cardíacos, distúrbios psiquiátricos, anomalia de visão binocular ou doenças crônicas graves. Indicamos que interrompa o uso caso sinta algum desconforto durante a visitação
Recomendação etária: 14 anos.

Serviço:
A Biblioteca À Noite
Local: Sesc Paulista – Av. Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo (Estação Brigadeiro do metrô)
Local: Arte I (5º andar) | Ação educativa: 6º andar
Quando: Até 10 de fevereiro de 2019 - Terças a sábados, das 10h30 às 21h. Domingos e feriados,  das 10h30 às 18h30
Entrada gratuita – Necessário agendamento online antecipado.
Classificação: 14 anos
Mais informações: (11) 3170-0800 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

  Imagem pública Google Giro pela Cultura e História Hoje tem Sarau Literário-Gastronômico em Santos   Amantes da literatura brasileira não podem perder o sarau literário-gastronômico que se realiza nesta quinta-feira (18/06), das 19 às 21 horas, na Casa das Culturas de Santos.   Além de conhecer a biografia e poemas do poeta, cronista, cotista e jornalista Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, mais conhecido como Olavo Bilac, considerado o "príncipe dos poetas brasileiros", os quitutes foram inspirados na tradicional e sem igual Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro, frequentada pelo poeta.   O evento é totalmente gratuito e sem necessidade de inscrição basta comparecer no horário e participar, quem quiser leve seu poema e leia! A casa fica na Rua Sete de Setembro, 49, Vila Nova, Santos. Imagem pública Google   Olavo Bilac Olavo Bilac (Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac), jornalista, poeta, inspetor de ensino, nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 16 de dezembr...
Poesia Telha de Vidro Rachel de Queiroz Uma boa semana a todos nós! Ontem foi um dia complicado porque fui fazer um curso e no sábado estive numa festa. Só tenho a avaliar que meu final de semana foi ótimo! E nada melhor para relaxar na segunda com uma poesia, não é? Ainda mais depois da turbulência política de ontem, que começou na sexta (só lembrando que este veículo serve aos leitores temáticas culturais e não discuto aqui nada sobre política, somente uma pequena pincelada, para que este meu projeto não se torne um salseiro). Então vamos a Poesia Telha de Vidro da ilustre Rachel de Queiroz, espero que gostem. Tchau pessoal, até amanhã, Míriam Quando a moça da cidade chegou   veio morar na fazenda,   na casa velha...   Tão velha!   Quem fez aquela casa foi o bisavô...   Deram-lhe para dormir a camarinha,   uma alcova sem luzes, tão escura!   mergulhada na tristura   de sua treva e de sua única portinha... A moça nã...
Bom dia. Segue o conto “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão. Importante texto que serve de reflexão sobre a prática danosa da derrubada de árvores indiscriminada, uma tendência mundial de devastação da natureza. O homem que espalhou o deserto Ignácio de Loyola Brandão Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pou...