Pular para o conteúdo principal
A Um Gato poesia de Jorge Luis Borges


Excelente início de semana a todos nós.
A coluna Cantinho da Poesia traz o escritor e poeta Jorge Luis Borges, com o poema “A Um Gato”. Aproveito a poesia para homenagear o meu grande amiguinho gatinho/chatinho Chorão, neguinho do meu coração.

Não são mais silenciosos os espelhos
Nem mais furtiva a aurora aventureira;
Tu és, sob a lua, essa pantera
que divisam ao longe nossos olhos.
Por obra indecifrável de um decreto
Divino, buscamos-te inutilmente;
Mais remoto que o Ganges e o poente,
É tua a solidão, teu o segredo.
O teu dorso condescende à morosa
Carícia da minha mão. Sem um ruído
Da eternidade que ora é olvido.
Aceitaste o amor desta mão receosa.
Em outro tempo estás. Tu és o dono
de um espaço cerrado como um sonho.

Jorge Luis Borges
Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo, nascido a 24 de agosto de 1899, em Buenos Aires, Argentina foi escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta. Em 1914, sua família mudou-se para Suíça, onde estudou e de onde viajou para a Espanha. 
Em 1919, se mudaram para Madrid, onde Borges concluiu seus estudos. Em 1921, de volta à Argentina, começou a publicar poemas de inspiração surrealista. Publicou seu primeiro livro de poemas, “Fervor de Buenos Aires” (1923). Em 1937 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional, onde trabalhou durante nove anos.
Em 1943, publicou uma das suas mais importantes obras: “O Aleph”, considerado pelo crítico Harold Bloom, como uma das maiores obras literárias do ocidente. Na obra, Borges sugere imagens e espelhos onde o real confundia-se com a realidade.
Com a chegada de Juan Domingo Perón, à presidência da Argentina, Luis Borges foi demitido da Biblioteca Nacional em 1946, sendo obrigado a sustentar-se com ajuda de amigos, que o indicaram para conferências e palestras.
Acometido por problemas nos olhos, foi aos poucos perdendo a visão. Quando estava totalmente cego contou com a ajuda de sua mãe para escrever seus livros. A doença fez com que vivesse em reclusão durante boa parte do fim de sua vida.
Como reconhecimento por seu trabalho, Borges recebeu inúmeros prêmios, entre eles, o Prêmio do Congresso Internacional de Editores, além de prêmios do governo da Itália, da França, da Inglaterra e da Espanha. Luis Borges casou-se aos 86 anos com sua secretária Maria Kodama
Jorge Luís Borges faleceu em Genebra, Suíça, no dia 14 de junho de 1986.

Obra

Fervor de Buenos Aires (1923); Luna de Enfrente (1925); Inquisiciones (1925); El Idioma dos Argentinos (1928); Historia de la Eternidad (1936); El Jardín de Senderos Que se Bifurcan (1941); El Aleph (1949); El Hacedor (1960); Para Las Seis Cuerdas (1967); Elogio de la Sombra (1969); La Rosa Profunda (1975); El Libro da Arena (1975); História de la Noche (1976) e Los Conjurados (1985).

Fonte: Ebiografia, brasil escola, wikipedia e Google

Comentários

Ricarte disse…
bem legal..

Postagens mais visitadas deste blog

  Imagem pública Google Giro pela Cultura e História Hoje tem Sarau Literário-Gastronômico em Santos   Amantes da literatura brasileira não podem perder o sarau literário-gastronômico que se realiza nesta quinta-feira (18/06), das 19 às 21 horas, na Casa das Culturas de Santos.   Além de conhecer a biografia e poemas do poeta, cronista, cotista e jornalista Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, mais conhecido como Olavo Bilac, considerado o "príncipe dos poetas brasileiros", os quitutes foram inspirados na tradicional e sem igual Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro, frequentada pelo poeta.   O evento é totalmente gratuito e sem necessidade de inscrição basta comparecer no horário e participar, quem quiser leve seu poema e leia! A casa fica na Rua Sete de Setembro, 49, Vila Nova, Santos. Imagem pública Google   Olavo Bilac Olavo Bilac (Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac), jornalista, poeta, inspetor de ensino, nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 16 de dezembr...
Poesia Telha de Vidro Rachel de Queiroz Uma boa semana a todos nós! Ontem foi um dia complicado porque fui fazer um curso e no sábado estive numa festa. Só tenho a avaliar que meu final de semana foi ótimo! E nada melhor para relaxar na segunda com uma poesia, não é? Ainda mais depois da turbulência política de ontem, que começou na sexta (só lembrando que este veículo serve aos leitores temáticas culturais e não discuto aqui nada sobre política, somente uma pequena pincelada, para que este meu projeto não se torne um salseiro). Então vamos a Poesia Telha de Vidro da ilustre Rachel de Queiroz, espero que gostem. Tchau pessoal, até amanhã, Míriam Quando a moça da cidade chegou   veio morar na fazenda,   na casa velha...   Tão velha!   Quem fez aquela casa foi o bisavô...   Deram-lhe para dormir a camarinha,   uma alcova sem luzes, tão escura!   mergulhada na tristura   de sua treva e de sua única portinha... A moça nã...
Bom dia. Segue o conto “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão. Importante texto que serve de reflexão sobre a prática danosa da derrubada de árvores indiscriminada, uma tendência mundial de devastação da natureza. O homem que espalhou o deserto Ignácio de Loyola Brandão Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pou...