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segunda-feira, 26 de novembro de 2018


António Gomes Leal no Cantinho da Poesia

Olá, excelente início de semana a todos nós.
Ontem fui assistir ao filme “Bohemian Rhapsody”, vale a pena.
Para a coluna Cantinho da Poesia desta segunda, Carta ao Mar, poema de António Gomes Leal.

Deixa escrever-te, verde mar antigo, 
Largo Oceano, velho deus limoso, 
Coração sempre lyrico, choroso, 
E terno visionario, meu amigo! 

Das bandas do poente lamentoso 
Quando o vermelho sol vae ter comtigo, 
- Nada é mais grande, nobre e doloroso, 
Do que tu, - vasto e humido jazigo! 

Nada é mais triste, tragico e profundo! 
Ninguem te vence ou te venceu no mundo!... 
Mas tambem, quem te poude consollar?! 

Tu és Força, Arte, Amor, por excellencia! 
E, comtudo, ouve-o aqui, em confidencia; 
- A Musica é mais triste inda que o Mar! 

António Gomes Leal
António Duarte Gomes Leal nasce em Lisboa em 1848. Filho ilegítimo de um funcionário público vive com a mãe e a irmã, a sua principal fonte de inspiração. No ano da morte de sua irmã, em 1875, publica Claridades do Sul, a sua primeira obra poética. Quando a mãe morre, converte-se ao catolicismo, o que tem influência na sua obra. Poeta e jornalista é escrevente de um notário e publica inúmeros textos panfletários de denúncia político-social. A sua poesia oscila entre os três grandes paradigmas literários do final do século XIX: romantismo, parnasianismo e simbolismo. De

Conheça mais sobre o autor, acesse o link Camões Instituto:



Um comentário:

Ricarte disse...

ocompanhando o blog...