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segunda-feira, 22 de outubro de 2018


Cantinho da Poesia dedicado à Sophia de Mello Breyner Andresen


Olá, excelente segunda-feira a todos nós.
Hoje a coluna Cantinho da Poesia é dedicada a uma representante de Portugal: Sophia de Mello Breyner Andresen, uma das mais importantes poetisas do século XX.

O Mar dos meus Olhos
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
 Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma
Sophia de Mello Breyner Andresen
Uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Nascida a 6 de novembro de 1919 no Porto, em Portugal, faleceu no dia 2 de julho de 2004, em Lisboa, Portugal, sendo a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999. O seu corpo está no Panteão Nacional desde 2014 e tem uma biblioteca com o seu nome em Loulé.
Criada na velha aristocracia portuguesa, educada nos valores tradicionais da moral cristã, foi dirigente de movimentos universitários católicos quando frequentava Filologia Clássica na Universidade de Lisboa (1936-1939) que nunca chegou a concluir. Colaborou na revista "Cadernos de Poesia", onde fez amizades com autores influentes e reconhecidos: Ruy Cinatti e Jorge de Sena. 
Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista e os seus seguidores. 
Em 1964 recebeu o Grande Prêmio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pela sua obra “Livro Sexto”. 
Distinguiu-se também como contista (“Contos Exemplares”) e autora de livros infantis (“A Menina do Mar”, “O Cavaleiro da Dinamarca”, “A Floresta”, “O Rapaz de Bronze”, “A Fada Oriana” etc). Foi também tradutora de Dante Alighieri e de Shakespeare e membro da Academia das Ciências de Lisboa. Para além do Prêmio Camões, foi agraciada com um Doutoramento Honoris Causa em 1998 pela Universidade de Aveiro e também foi distinguida com o Prêmio Rainha Sofia, em 2003. 
Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da exposição, permitindo aos visitantes absorverem a força da sua escrita enquanto estão imersos numa visão de fundo do mar.

Fonte: Livraria Saraiva, Wikipédia e notaterapia

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