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Tenham uma ótima segunda-feira! Lá vamos nós para mais um início de semana e que Deus nos ajude, pois agosto é o mês do desgosto... não tem um feriado!

Para iniciarmos bem a semana, uma poesia do escritor e poeta Marcos Martins e espero que gostem.

Abraços,

Miriam

Poesia de Marcos Martins

Uma lágrima caiu e evaporou antes de tocar ao chão.
Uma criança chora dentro de uma caçamba com lixo.
O sol deixou de brilhar hoje ao meio dia. 

Um girino morreu pisoteado pelas solas das sandálias do menino.
Um grito que rasga à noite, mas que nunca encontrará ouvidos. 
Um homem santo que faz sua homília em um local lotado de gente vazia, pronta para matar pelo amor divino.

Minhas pernas doem
Meus ossos se quebram com tamanha facilidade
(O deserto que me queima é o mesmo que me invade).

Uma noite sem estrelas 
Uma casa sem graça
Uma lua sem poesia 
Essa dor que nunca passa.

Versos, versos que me versam que me deixam vivo, que me faz sentir a luz dentro das trevas – maldição que me cerca – aflora meus sentidos, deflora minha dor.

Assim faço meus versos tortos;
Assim escrevo minha história sem glórias;
Assim, assim me sinto um grão dentro do vasto universo que não se importa se estou com frio; fome; dor; triste; sozinho; vazio; sem amor; isolado dentro de meu corpo febril.

Conheça Marcos Martins, acesse:


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