segunda-feira, 19 de março de 2012

Que todos tenham uma ótima segunda-feira.
Para hoje, deixo o miniconto ”Terror no museu”, um lugar tenebroso...
Tem também novidades da CPFL Cultura, Cantinho da Poesia e Fatos literários. Espero que gostem dos assuntos.
Tenham um bom começo de semana, grande abraço e até amanhã.
Miriam

Miniconto
Terror no museu


Os visitantes já haviam deixado o museu e os funcionários se preparavam para fechá-lo. As luzes se apagam. O ladrão sai do banheiro e caminha para a sala de segurança para alterar o controle das câmeras e desligar alarmes. Era um bandido profissional.
Rapidamente percorre o local e pega quadros e peças de arte. Vai para uma das salas onde continha objetos mais raros.
Lá estava ela a sua espera. Era maravilhosa!
A porta da sala, toda enfeitada, já era de enfeitiçar e ao abri-la, o ladrão parou boquiaberto com a riqueza e beleza do local. Um lugar inimaginável!
Ao entrar, o bandido se depara com um colar de diamantes.
Ao pegá-lo, nota que as luzes começam a piscar sem parar. De repente, se aproxima devagar uma bela dama com um vestido longo, cabelos cacheados à cintura, usando chapéu e com o mesmo colar no pescoço. Nisso, um homem também da época entra na cena agarra a mulher e começa enforcá-la para roubar a joia.
Assim como na cena, o ladrão sente-se sufocado. Já quase sem ar e tossindo, cambaleando ele joga o colar ao chão.
A cena desaparece como por encanto, mas o ladrão não desiste.
Continua andando pela sala e avista um baú.
O bandido chega perto e o fica admirando, com receio; porém, não resiste e com mãos trêmulas, abre a tampa. Seus olhos misturaram-se com o brilho das moedas de ouro que estavam lá dentro.
Ao arrastá-lo do lugar, sente as mãos queimarem. O ladrão se afasta do baú com as mãos doendo.
Mais uma vez as luzes da sala começam a piscar.
Desta vez, aparece um centurião com uma espada.
O ladrão sai correndo derrubando tudo o que está a sua frente e quando está quase na porta da sala, o centurião o puxa pelos ombros.
O ladrão cai no chão e o centurião se aproxima dele e numa tremenda rapidez, corta-lhe as mãos com a espada e desaparece.
Ensanguentado e gritando, o ladrão se arrasta tentando escapar.
...
No dia seguinte os funcionários encontram os objetos jogados por toda a parte.
Vasculham o museu.
Pelos corredores, um rastro de sangue. Perto da porta de saída, um corpo mutilado.  

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Mostra inédita acontece 
em Campinas

Campinas recebe, até dia 08 de abril, na Galeria de Arte da CPFL Energia, a exposição “Zoom Latinoamericano – Coleção de Arte FEMSA”. A mostra, que tem curadoria da mexicana Rosa Maria Rodríguez Garza, (Gerente do Programa Cultural da FEMSA) e do colombiano Juan Darío Restrepo Figueroa, reúne 41 obras de 39 renomados artistas de 11 países da América Latina.
O objetivo é propiciar aos visitantes uma espécie de olhar panorâmico sobre a diversidade cultural da América Latina e valorizar a produção artística latino-americana, que abriga marcas e influências distintas de cada país.
A mostra, com entrada gratuita, é promovida pela CPFL Energia e Coca-Cola FEMSA Brasil.

A “Zoom Latinoamericano – Coleção de Arte FEMSA” é composta por obras de artistas como Diego Rivera, Fernando Botero e Iberê Camargo, entre outros (veja abaixo a lista completa), todos integrantes da Coleção FEMSA.
A exposição faz uma analogia ao diário de viagem de Simone de Beauvoir pelo continente, com diferentes manifestações estéticas em pintura, desenho, fotografia e escultura. O percurso começa pela esplêndida vista panorâmica da Torre Latino-américa, produzida por Damian Ortega, e termina no Uruguai, em frente a uma construção de Joaquin Torres Garcia.

Serviço:
Zoom Latinoamericano – Coleção de Arte Femsa

Local: Galeria de Arte – CPFL Cultura (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera. Campinas, SP). Telefone: (19) 3756-8000

Visitação: até dia 08/04
Horário: Terça a sábado - 10h às 18h e domingo – 10h às 16h

Agendamento de grupos: telefone (19) 3756-8000, terças e quintas, das 10h às 17h.

Entrada gratuita


Invenção do Contemporâneo 
na TV Cultura

Hoje Marco Aurélio Nogueira fala sobre a Invenção do Contemporâneo, na TV Cultura, à 11h45.



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CANTINHO DA POESIA

Sublime
José Tavares


Sublime seja o sorriso da criança, tão belo como o nascer do sol, o bailado do flamingo sobre as águas, e as cores que colorem o arrebol. O campo florido na primavera, e até as folhas do outono pelo chão, sublime seja o forte frio no inverno, e o calor que tanto aquece o verão. 
Sublime seja a vida como uma tela, que tão bela não pode ser não pode ser retocada, feliz de quem tem uma parede a pendura-la, num salão uma numa sala, no castelo ou na choupana, feliz daquele que nada disso tem, não tem onde pendura-la , mas tem a tela também. Feliz daquele que conhece o seu valor, único bem que não se avalia em ouro, não há tesouro que se compare com ela. 
O pintor ainda tem o pincel e a aquarela, só Ele pode modificar a tela, Tanto a da choupana quanto a que está no castelo, e quando no leilão bate o martelo A recolhe ao seu próprio salão. Em cada tela ele pintou duas feras, que se chamam bem e mal, as duas Ele deu forças iguais, elas lutam o tempo todo, vencerá aquela... A quem alimentamos mais.

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FATOS HISTÓRICOS
19 de março

Teoria da Evolução

Em 19 de março de 1859, Charles Darwin concluiu a obra "A Origem das Espécies"

Naturalista, Charles Darwin foi o pai da Teoria da Evolução. De acordo com esta, a evolução dos seres vivos foi originada de um ancestral comum, herdando pequenas modificações, que, a partir da seleção natural, se perpetuariam ou não. Ou seja, as espécies animais e vegetais são mutáveis. A teoria foi criticada, não somente no campo científico, como também na área ideológica e religiosa em todo o mundo.

Darwin publicou “A Origem das Espécies” em 1859. O cientista observou que, dentro de uma espécie, os indivíduos diferem uns dos outros, existindo, portanto, luta pela sobrevivência. Os mais bem adaptados são os que deixam maior número de descendentes. Apesar de fundamentalmente correto, o darwinismo foi complementado e afinado pelos evolucionistas do século XX, para que se transformasse na sólida doutrina evolucionista atual.

Charles Darwin nasceu em 12 de fevereiro de 1809. Ingressou no curso de Medicina, na faculdade de Edimburgo, mas desistiu ao ser contra as práticas cirúrgicas sem anestesia (ainda inexistente na época). Após a tentativa sem sucesso de tornar-se clérigo, Darwin foi convidado a integrar uma equipe de expedição científica a bordo do navio Beagle, de 1831 a 1836, navegando pela costa do Pacífico e pela América do Sul. Na viagem, Darwin reuniu dados sobre as variações das espécies, o que se tornou base para a criação de seu mais conhecido livro.

Até o século XVIII, o criacionismo – idéia que defende que qualquer espécie é criada por ato divino – era aceito com naturalidade pelo Ocidente. O francês Jean-Baptiste Lamarck — um dos primeiros a questionar a doutrina – defendeu, em 1809, que fatores ambientais podem modificar características nos indivíduos e, além disso, essas mudanças seriam transmitidas às proles.


Fonte: Jornal online Opinião & Notícia

FALECIMENTO DO POETA SIMBOLISTA 
CRUZ E SOUSA

João da Cruz e Sousa nasceu em 21 de novembro de 1861 em Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina. Seu pai e sua mãe, negros puros, eram escravos alforriados pelo marechal Guilherme Xavier de Sousa. Ao que tudo indica o marechal gostava muito dessa família, pois o menino João da Cruz recebeu, além de educação refinada, adquirida no Liceu Provincial de Santa Catarina, o sobrenome Sousa.

Apesar de toda essa proteção, Cruz e Sousa sofreu muito com o preconceito racial. Depois de dirigir um jornal abolicionista, foi impedido de deixar sua terra natal por motivos de preconceito racial.
Algum tempo depois é nomeado promotor público, porém, é impedido de assumir o cargo, novamente por causa do preconceito. Ao transferir-se para o Rio, sobreviveu trabalhando em pequenos empregos e continuou sendo vítima do preconceito.

Em 1893 casa-se com Gravita Rosa Gonçalves, que também era negra e que mais tarde enlouqueceu. O casal teve quatro filhos e todos faleceram prematuramente, o que teve vida mais longa morreu quando tinha apenas 17 anos.

Cruz e Sousa morreu em 19 de março de 1898 na cidade mineira de Sítio, vítima de tuberculose. Suas únicas obras publicadas em vida foram Missal e Broquéis.
Cruz e Sousa é, sem sombra de dúvidas, o mais importante poeta Simbolista brasileiro, chegando a ser considerado também um dos maiores representantes dessa escola no mundo. Muitos críticos chegam a afirmar que se não fosse a sua presença, a estética Simbolista não teria existido no Brasil. Sua obra apresenta diversidade e riqueza.

De um lado, encontram-se aspectos noturnos, herdados do Romantismo, por exemplo, o culto da noite, certo satanismo, pessimismo, angústia morte etc. Já de outro, percebe-se uma certa preocupação formal, como o gosto pelo soneto, o uso de vocábulos refinados, a força das imagens etc. Em relação a sua obra, pode-se dizer ainda que ela tem um caráter evolutivo, pois trata de temas até certo ponto pessoais como por exemplo o sofrimento do negro e evolui para a angústia do ser humano.

Parte de vilões que choram

Ah! Plangentes violões dormentes, mornos,
soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
bocas murmurejantes de lamento,
Noites de além, remotas, que eu recordo.
Noites de solidão, noites remotas
que nos azuis da Fantasia bordo,
vou constelando de visões ignotas.

Sutis palpitações à luz da lua,
anseio dos momentos mais saudosos,
quando lá choram na deserta rua
as cordas dos violões chorosos.  

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