quinta-feira, 31 de janeiro de 2019


Dicas da Língua Portuguesa
Livro “Preconceito Linguístico”, 
de Marcos Bagno

Olá, bom dia a todos.
Para a coluna Dicas da Língua Portuguesa desta semana destaco o livro “Preconceito Linguístico”, de Marcos Bagno.
O livro trata das discussões e propostas das ciências da linguagem e da educação, e do reconhecimento e valorização da diversidade cultural brasileira, tema muito comentado em aulas da graduação de Letras.
Então fica a dica do livro para quem tiver interesse em se aprofundar mais no assunto.


Prefácio - Preconceito linguístico

Marcos Bagno

O termo preconceito designa uma atitude prévia que assumimos diante de uma pessoa (ou de um grupo social), antes de interagirmos com ela ou de conhecê-la, uma atitude que, embora individual, reflete as ideias que circulam na sociedade e na cultura em que vivemos. Assim como uma pessoa pode sofrer preconceito por ser mulher, pobre, negra, indígena, homossexual, nordestina, deficiente física, estrangeira etc., também pode receber avaliações negativas por causa da língua que fala ou do modo como fala sua língua.

O preconceito linguístico resulta da comparação indevida entre o modelo idealizado de língua que se apresenta nas gramáticas normativas e nos dicionários e os modos de falar reais das pessoas que vivem na sociedade, modos de falar que são muitos e bem diferentes entre si. Essa língua idealizada se inspira na literatura consagrada, nas opções subjetivas dos próprios gramáticos e dicionaristas, nas regras da gramática latina (que serviu durante séculos como modelo para a produção das gramáticas das línguas modernas) etc. No caso brasileiro, essa língua idealizada tem um componente a mais: o português europeu do século XIX. Tudo isso torna simplesmente impossível que alguém escreva e, principalmente, fale segundo essas regras normativas, porque elas descrevem e, sobretudo, prescrevem uma língua artificial, ultrapassada, que não reflete os usos reais de nenhuma comunidade atual falante de português, nem no Brasil, nem em Portugal, nem em qualquer outro lugar do mundo onde a língua é falada.

Mas a principal fonte de preconceito linguístico, no Brasil, está na comparação que as pessoas da classe média urbana das regiões mais desenvolvidas fazem entre seu modo de falar e o modo de falar dos indivíduos de outras classes sociais e das outras regiões. Esse preconceito se vale de dois rótulos: o “errado” e o “feio” que, mesmo sem nenhum fundamento real, já se solidificaram como estereótipos. Quando analisado de perto, o preconceito linguístico deixa claro que o que está em jogo não é a língua, pois o modo de falar é apenas um pretexto para discriminar um indivíduo ou um grupo social por suas características socioculturais e socioeconômicas: gênero, raça, classe social, grau de instrução, nível de renda etc.
A instituição escolar tem sido há séculos a principal agência de manutenção e difusão do preconceito linguístico e de outras formas de discriminação. Uma formação docente adequada, com base nos avanços das ciências da linguagem e com vistas à criação de uma sociedade democrática e igualitária, é um passo importante na crítica e na desconstrução desse círculo vicioso

terça-feira, 29 de janeiro de 2019


CAE Oficinas Online

Olá, excelente terça-feira a todos nós.
O site da Casa das Rosas está com uma serie de oficinas online sobre crônicas, narração de histórias e de poesia, entre outros.

Acesse o site:



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019


Cantinho da Poesia
Amar, de Florbela Espanca

Olá, bom início de semana a todos nós.
A coluna Cantinho da Poesia de hoje traz a poetisa portuguesa Florbela Espanca, uma de minhas favoritas, com o poema Amar.
Abraços,








domingo, 27 de janeiro de 2019


Curso na Casa das Rosas: 
Poesia Expandida

Olá, semana muito cansativa e cheia de serviço, sem condições de postagens.
Bem, voltando à normalidade, veja que a Casa das Rosas está com inscrições abertas até dia 20 de fevereiro para o curso gratuito Poesia Expandida, acompanhe os detalhes. Abraços.


Poesia Expandida

Entre março e junho de 2019, em dois encontros semanais (às quintas, das 19h às 21h, e aos sábados, das 10h30 às 13h30).
Por meio de aulas teóricas e práticas, este curso aborda o universo da poesia nas diversas possibilidades expressivas da palavra, do som e da imagem e explora a criação poética em diferentes suportes.

Módulos teóricos (às quintas-feiras, das 19h às 21h)
Comunicação Poética e Poesia Expandida, professor Daniel Minchoni

Módulos de laboratório (aos sábados, das 10h30 às 13h30)
Poesia – voz em performance e Poesia visual/poema-objeto/poema-livro, professor Julio Mendonça

Público: interessados em criação poética, a partir de 18 anos.
25 vagas
Critérios para se inscrever: 
O interessado deverá apresentar três trabalhos poéticos de sua criação dentro dos formatos descritos abaixo, descrição das razões de seu interesse em participar e currículo (dez linhas). Os trabalhos poéticos podem ser poemas (em verso ou prosa) em PDF (a soma dos trabalhos não deve ultrapassar 10 páginas), poemas visuais em JPEG (mínimo de 1.200 pixels de lado), poemas e/ou performances poéticas vocais e corporais em vídeo nos formatos avi ou mp4 – se preferir enviar por Youtube ou Vimeo, deverá informar o link - (duração máxima de 3 minutos cada trabalho) ou, ainda, poemas sonoros em formato mp3 ou postados na plataforma Soundcloud (duração máxima de 3 minutos cada trabalho).
A disponibilidade do conteúdo inscrito nas plataformas virtuais é de responsabilidade do candidato.
Os arquivos devem ser enviados compactados em formato rar ou zip e identificados com o nome completo do inscrito. Aqueles que optarem por enviar os arquivos na forma de links (nas plataformas citadas acima) devem colar os links no bloco de notas e enviar compactados em um desses formatos.

Tempo do curso: 
O projeto será desenvolvido entre os meses de março e junho de 2019, em dois encontros semanais (às quintas, das 19h às 21h, e aos sábados, das 10h30 às 13h30).

Inscrições: Até dia 20 de fevereiro de 2019


Seleção: 
A seleção dos alunos é realizada por uma comissão de profissionais de literatura sob a coordenação do Centro de Referência Haroldo de Campos. Os elementos que servirão de base para a seleção dos candidatos são os seguintes, por ordem de relevância:
1) Trabalhos poéticos de autoria do candidato (item com maior peso na avaliação);
2) Breve currículo do candidato;
3) Declaração de interesse.
A partir destes elementos, a comissão de seleção levará em consideração, em primeiro lugar, a compatibilidade do perfil do candidato em relação à proposta do laboratório que explora a criação verbal em suportes digitais. No minicurrículo e na declaração de interesse, será observado o nível de envolvimento do candidato com a criação poética de invenção. Nos trabalhos enviados, serão consideradas a técnica e a inventividade.

Resultado da seleção: 5 de março
Início das atividades: 14 de março

Inscrições:

A Casa das Rosas fica na Av. Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo
Telefone: (11) 3285-6986/3288-9447

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019


Coluna Dicas da Língua Portuguesa
  



Pesquisa: conta pinterest - várias imagens  

terça-feira, 22 de janeiro de 2019


Mostra “Maquinações” conta com objetos feitos de forma improvisada
  
Em funcionamento desde 23 de novembro e com término em 15 de fevereiro de 2019, a exposição gratuita “Maquinações” exibe engenhocas com soluções analógicas, mecânicas, improvisadas e de baixo custo que podem ser úteis para todos no dia a dia.
Criada por Fred Paulino, artista, designer e pesquisador em arte e tecnologia, a mostra oferece a proposta de refletir sobre a criação e operação de máquinas por artistas que também fazem invenções indispensáveis.
A exposição conta com a presença de vários artistas expondo suas obras concebidas a partir de aparatos tecnológicos e objetos ordinários, assim propondo novas possibilidades sobre o uso de materiais.

Serviço:
Mostra Maquinações
Quando: até dia 15/02
Horário: de segunda a sexta, das 9h30 às 19h30
Local: Sala de Múltiplo Uso – Sesc Carmo: Rua do Carmo, 147, Sé, São Paulo
Mais informações: (11) 3111-7000

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019


Cantinho da Poesia traz o lançamento do livro “Primeiros Versos”

Olá amigos, excelente início de semana a todos nós.
Para a coluna Cantinho da Poesia desta segunda apresento um dos 67 poemas de minha amiga Bernadete Bernardo, que já foi colunista do blog, e lançou no sábado, o livro “Primeiros Versos”.
Logo mais acima, no ícone FOTOS, acompanhe algumas imagens do evento.
Abraços,


Uma flor no vaso, uma pétala caída,
uma  tarde morna, dilema amoroso.

Uma flor no vaso, uma janela aberta,
uma cortina que dança, saudade que chama.

Uma flor no vaso, um olhar distante,
um andar trôpego, coração lancinante.

Morreu a flor, a noite chegou.
Amanhã serei outra,
e estarei em outro lugar,
não abrirei a janela, nem verei a flor se despetalar.

A poesia emoldura a página 51 do livro 

Primeiros Versos
A obra reúne 67 poemas versando sobre questões que permeiam a vida de todos nós, como a esperança, a fé, a coragem, o ontem e o agora. Uma variedade temática e estrutural que se torna impossível não nos identificarmos e, por esta razão, nos conectarmos com seus versos.
Maria Bernadete também fez parte da “2ª Antologia de Poesias”, da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande, como revisora da obra, juntamente com outros membros da casa.
Atualmente ela aproveita os momentos mais tranquilos da aposentadoria para se dedicar totalmente à literatura e a eventos culturais da região, como por exemplo, a “Roda Literária”, evento promovido pela própria casa do poeta.
“Guardei por longo tempo o desejo de escrever, mas sem deixar de ler poesia e prosa. Com a chegada da aposentadoria pude dedicar- me à escrita, o que nem sempre vem por inspiração, pois a escrita para mim também é ‘ um cavoucar na terra bruta’. Em muitos momentos, inspiro-me em minha mãe, ela não escrevia, mas residia nela, a fé e a coragem. Em outros instantes é olhar retido num canto da casa, numa lembrança e outros tantos pensamentos  que fazem nascer um poema”, ressalta Bernadete.  

domingo, 20 de janeiro de 2019


A Biblioteca à Noite

Até 10/02, o Sesc Avenida Paulista recebe "A Biblioteca à Noite", exposição imersiva concebida pelo diretor canadense Robert Lepage e a Companhia Ex-Machina, inspirada no livro homônimo do escritor argentino Alberto Manguel, que também participou da concepção. O trabalho tem o apoio do Instituto Français e Embaixada da França, do Consulado Geral do Canadá e do Escritório do Quebec.
A exposição oferece aos visitantes uma experiência ao mesmo tempo cenográfica e virtual, seguindo um roteiro de 10 bibliotecas, reais ou imaginárias.
Ao percorrer o local repleto de árvores, o visitante contrasta o espaço com a ordem e o rigor que, em geral, caracterizam as bibliotecas. Neste local, usando óculos de vídeo tridimensional, o público é transportado para uma realidade virtual, explorando a tecnologia de imersão conhecida como 3D 360º VR.
Lista das Bibliotecas da Exposição.

Biblioteca da Abadia De Admont – Áustria
Maior biblioteca monástica do mundo, construída no Iluminismo. Nos quatro cantos da sala, esculturas batizadas de As quatro últimas coisas encarnam a Morte, o Juízo Final, o Inferno e o Paraíso, reforçando a ideia de manter o homem com os pés no chão e lembrá-lo de sua incontestável condição de mero mortal.
A biblioteca é dividida em três partes. Em um dos extremos, guarda a literatura sobre ciência e, no outro, os tratados de filosofia. No centro estão as bíblias, árbitros supremos de todas as questões que confrontam o homem.



Templo de Hase-Dera
Situado nas alturas de Kamakura no Japão, onde os monges copistas começam a registrar as palavras de Buda, a fim de garantir sua sustentabilidade.
No século XVI, no início da era Edo, a vasta maioria da população japonesa não sabia ler nem escrever e para assegurar a transmissão do saber religioso, os monges criaram o rinzo, uma imensa prateleira giratória que desencadeia o tilintar de sinos que são fixados a ela. Esses sons têm como objetivo espantar os maus espíritos que assombram a biblioteca.

Biblioteca de Nautilus
Quando jovem, Alberto Manguel lia Julio Verne "por causa das extraordinárias ilustrações". Já adulto, o autor parece ser um prisioneiro de boa vontade, enfeitiçado pelo romance “Vinte Mil Léguas Submarinas”, como Aronnax, prisioneiro do Nautilus, é fascinado pelo esplendor da biblioteca do capitão Nemo, que contém 12.000 obras de ciência, moral, literatura, escritas em uma multiplicidade de línguas.

Biblioteca Nacional de Sarajevo
Construída no final do século XIX, a biblioteca era, originalmente, a prefeitura de Sarajevo. Sua quase total destruição em 1992, durante o cerco de Sarajevo, foi um acontecimento marcante da guerra civil, que durou até 1995.

Biblioteca de Alexandria
A mítica Biblioteca de Alexandria é considerada a mãe de todas as bibliotecas e nasce da vontade dos primeiros faraós ptolomaicos de reunir todo o conhecimento existente, reunindo uma soma de textos que lhe permitem reinar sobre o mundo de sua época. Já a nova biblioteca de Alexandria, inaugurada em 2002, é a reencarnação contemporânea da biblioteca mítica, erguida no lugar supostamente ocupado pelo primeiro prédio.

Biblioteca de Vasconcelos - Cidade do México
Construída em um leito de um lago seco no vale do México, a biblioteca pode primeiramente ser vista como uma enorme arca moderna onde livros, prateleiras e conhecimento flutuam no espaço, e à qual as pessoas podem se agarrar em caso de terremoto ou dilúvio, afastando as ameaças sísmicas que atormentam.



Biblioteca da Universidade de Copenhague
Construída em 1855, a Biblioteca de Ciências Sociais da Universidade de Copenhague, hoje em dia, tem apenas um valor patrimonial. Sua utilidade atual é estética e acústica, se tornando, em suma, uma biblioteca embalsamada. Seus livros não estão classificados nem listados e, portanto, não podem ser consultados. É uma biblioteca de uma época passada, composta de livros perdidos em prateleiras, sem endereço, que são chamados de livros mortos.

Biblioteca do Parlamento de Ottawa
A Biblioteca do Parlamento, em Ottawa, Canadá, ostenta orgulhosamente seu estilo vitoriano. Um lugar magnífico, mas austero, consistindo essencialmente de documentos legais. A presença predominante de uma estátua da rainha Vitória contribui para sua solenidade.

A Biblioteca de Sainte-Geneviève - Paris
A construção da Biblioteca Sainte-Geneviève foi confiada ao audacioso arquiteto Henry Labrouste. Na época de sua inauguração, em meados do século XIX, o edifício foi testemunha de vários avanços tecnológicos, como o início do uso de elementos estruturais em ferro fundido. Mas o mais importante deles foi certamente a introdução da iluminação a gás, que permitiu estender o horário de funcionamento da biblioteca para bem além do que era permitido pela luz natural do sol.

Biblioteca do Congresso Americano - Washington
A cidade de Washington se estende em uma vista 360 graus em torno do visitante através das janelas circulares da cúpula da Biblioteca do Congresso.



Visitação:
O agendamento é gratuito e realizado individualmente no site sescsp.org.br/abibliotecaanoite ou presencialmente nos pontos de atendimento do Sesc Avenida Paulista.
O horário agendado é pessoal e intransferível.
Para grupos, entre em contato pelo e-mail agendamento@avenidapaulista.sescsp.org.br

A duração da visitação é de aproximadamente 50 minutos.
Não será permitida a entrada após o início da sessão. Em caso de atraso, será avaliada a possibilidade de reagendamento de acordo com a disponibilidade.
A exposição está localizada no espaço Arte I (5º andar).
A visitação inclui uma experiência imersiva com óculos de realidade virtual. O uso do equipamento não é recomendado para grávidas, idosos, pessoas com problemas cardíacos, distúrbios psiquiátricos, anomalia de visão binocular ou doenças crônicas graves. Indicamos que interrompa o uso caso sinta algum desconforto durante a visitação
Recomendação etária: 14 anos.

Serviço:
A Biblioteca À Noite
Local: Sesc Paulista – Av. Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo (Estação Brigadeiro do metrô)
Local: Arte I (5º andar) | Ação educativa: 6º andar
Quando: Até 10 de fevereiro de 2019 - Terças a sábados, das 10h30 às 21h. Domingos e feriados,  das 10h30 às 18h30
Entrada gratuita – Necessário agendamento online antecipado.
Classificação: 14 anos
Mais informações: (11) 3170-0800 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019


“Primeiros versos” reúne poemas que permeiam a vida de todos nós
O lançamento acontece sábado, dia 19, no Espaço Cultural Sebo Café.

“Se algo foge
à capacidade  de entendimento
 o melhor é recolher-se.
Nosso interior guarda muitas explicações.”

            O poema, à página 87, faz parte do livro intitulado “Primeiros Versos”, que contém poemas, na sua maioria, curtos, mas arraigados de verdades, de emoções e de súbitas revelações, como esse que finaliza o livro.
            Por meio de pensamentos e lembranças a poetisa Maria Bernadete Bernardo de Oliveira, formada em Letras pela Universidade Metodista de São Paulo, lança seu primeiro livro, intitulado “Primeiros Versos”, no próximo sábado, dia 19 de janeiro, às 16 horas, no Espaço Cultural Sebo Café, em Praia Grande, à Rua Nicarágua, 316, Jardim Guilhermina.
            A obra reúne 67 poemas versando sobre questões que permeiam a vida de todos nós, como a esperança, a fé, a coragem, o ontem e o agora. Uma variedade temática e estrutural que se torna impossível não nos identificarmos e, por esta razão, nos conectarmos com seus versos.
            Maria Bernadete também fez parte da “2ª Antologia de Poesias”, da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande, como revisora da obra, juntamente com outros membros da casa.
Atualmente ela aproveita os momentos mais tranquilos da aposentadoria para se dedicar totalmente à literatura e a eventos culturais da região, como por exemplo, a “Roda Literária”, evento  promovido pela própria casa do poeta.
            “Guardei por longo tempo o desejo de escrever, mas sem deixar de ler poesia e prosa. Com a chegada da aposentadoria pude dedicar- me à escrita, o que nem sempre vem por inspiração, pois a escrita para mim também é ‘ um cavoucar na terra bruta’. Em muitos momentos, inspiro-me em minha mãe, ela não escrevia, mas residia nela, a fé e a coragem. Em outros instantes é olhar retido num canto da casa, numa lembrança e outros tantos pensamentos  que fazem nascer um poema”, ressalta Bernadete.


 Mais sobre a autora
           
            Atualmente é funcionária aposentada da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Trabalhou por mais de trinta anos em escolas de São Vicente e Praia Grande, tendo se aposentado em 2016, na Escola Estadual Professor Pedro Paulo Gonçalves Lopes, situada no Jardim Anhanguera, em Praia Grande.
            Nasceu no interior do Espírito Santo e aos oito anos, no final da década de sessenta, veio com a família para São Paulo, permanecendo até os dias atuais. Residiu em São Vicente, e desde 2004, em Praia Grande.
            Formada em Letras pela Universidade Metodista de São Paulo, participou do primeiro curso  livre de Escrita Literária, de Santos, pelo Núcleo de Incentivo à Palavra (NIP), em 2017 e 2018.

Serviço:
Lançamento do livro “Primeiros Versos”
Autora: Maria Bernadete Bernardo de Oliveira
Quando: sábado, dia 19 de janeiro - às 16 horas
Local: Espaço Cultural Sebo Café – Rua Nicarágua, 316, Jardim Guilhermina, Praia Grande 
Contato: (13) 3471-4607 / 99161-3292

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Obras mais famosas e conhecidas de Edgar Allan Poe

Bom dia, excelente quinta-feira a todos nós.
Continuando os assuntos comemorativos a Edgar Allan Poe, hoje destaco as obras mais conhecidas e famosas do autor.
Obrigada, abraços,

Obras mais conhecidas:

- Os assassinatos da Rua Morgue (1841)

O investigador Dupin é considerado o primeiro personagem desse estilo dentro da ficção policial. A arte da dedução e um raciocínio lógico fora do comum são a fórmula do sucesso do detetive, e do conto policial mais famoso de Poe.
  


- O Corvo (1845)

O símbolo do macabro, do gótico, do sombrio. A figura do corvo é associada a tudo isso hoje em dia porque Poe decidiu criar este animal-personagem, que conversa com um homem que acabou de perder a sua esposa amada, Lenore. É um poema denso, complexo, com muitas interpretações.


- Barril de Amontillado (1846)

É uma história sobre vingança, muito bem arquitetada, impressionante e criativa. Montressor, o protagonista, prepara um plano perfeito para matar Fortunato, um homem por quem alimenta um desafeto. É perverso, cruel, mas ao mesmo tempo genial.

- O Gato Preto (1843)

Nesta história que acabou se tornando uma de suas mais famosas, um casal vive em harmonia cercado de animais, e o marido, protagonista, tem um carinho especial por um gato preto. Com o tempo, tomado pelo alcoolismo, o homem passa a desgostar de animais, maltratar o gato e, a partir daí, centenas de coisas horríveis acontecem. É um conto sobre culpa, loucura e terror, tudo ao mesmo tempo.

- A Queda da Casa de Usher (1839)

Roderick Usher está prestes a morrer e chama um amigo, que narra a história, para passar seus dias finais com ele. Acontece que quanto mais Usher fica pior, mais isso reflete na casa. É um conto cheio de fantasia, melancolia, acontecimentos sobrenaturais. Só no cinema, foram dezoito adaptações.