sábado, 19 de outubro de 2019

HORROR EXPO

A feira reúne grandes nomes do gênero do Horror/Terror, nos campos do cinema, TV, series, comics, videogames, cosplayers de vários personagens, cenário do novo Doutor Sono e personagens emblemáticos, além de literatura, cineastas, pessoas fantásticas e o Museu do Terror que traz réplicas de criaturas utilizadas em filmes como Mar Negro, As Fábulas Negras e A Noite dos Chupas Cabras, entre outros.
O evento, inédito no Brasil, proporciona ao visitante contato direto com empresas, palestras, workshops e shows musicais relacionados ao tema central.
A Horror Expo, que começou ontem, prossegue até amanhã, das 12h às 22h, em São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi – Avenida Olavo Fontoura 1209, Santana.

Confira a programação e ingressos no site:




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ELA espetáculo gratuito no Sesi Santos
Neste sábado, às 20 horas

O espetáculo produzido por 9 Meses Produção, acontece gratuitamente neste sábado (19), às 20 horas, no teatro do Sesi Santos.

Clara e Isabel são jovens, belas, talentosas e vivem um grande amor. Mas, o sentido da vida entra em questão quando recebem o diagnóstico de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). Cada vez mais ausente fisicamente, o tempo de Clara se expande em sua vida interior, comparecendo em cena por meio de memórias e delírios. Enquanto isso, com o apoio de Paula, médica e amiga de infância, Isabel dá conta da realidade, transitando entre difíceis fronteiras com poder e coragem que jamais soube que poderia ter. Embora a doença as tenha enfraquecido, ELA fortaleceu os laços que as unem.

ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica, rara doença provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal, foi o ponto de partida para criação do texto de Marcia Zanelatto, que foi indicado aos Prêmios Shell e Cesgranrio na categoria melhor texto nacional.

Imagem site Sesi

Drama, Adulto, 60 min.
Texto: Marcia Zanelatto | Direção: Paulo Verlings | Elenco: Carolina Pismel, Elisabeth Monteiro e Patrícia Elizardo | Cenário: Mina Quental | Direção Musical: Marcello H | Direção de Movimento: Lavin ia Bizzotto | Figurino: Flavio Souza | Iluminação: Fernanda e Tiago Mantovani | Preparação Vocal: Verônica Machado | Assistente de Direção: Jorge Florêncio | Designer Gráfico: Daniel Barboza | Fotos e Vídeo de divulgação: Elisa Mendes | Assessoria de Imprensa: Duetto Comunicação | Produção: Tiago Mantovani e Jéssica Santiago | Realização: Nota Jazz Produções Artísticas e 9 Meses Produções Artísticas

Serviço:
Espetáculo ELA
Quando: dia 19/10, às 20h
Local: teatro do Sesi –Avenida Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Rádio Clube, Santos
Mais informações: (13) 3209-8210
Reservas:
http://www.sesisp.org.br/meu-sesi                            

sexta-feira, 18 de outubro de 2019


Conto Recordações
Por Ricarte Carlos Mariusso da Silva

Olá queridos amigos, muito sol aqui na Baixada Santista, embora tenha amanhecido com muita chuva.

Tive emergência na manhã toda e somente agora consegui acessar o computador e entrar aqui na página.
Hoje temos um convidado muito especial, o Ricarte Carlos Mariusso da Silva, que é fã da Revista Conexão Literatura e por ela mantemos contato também aqui na página.
Para mim é uma grande honra apresentar o trabalho desse amigo, o conto Recordações, que é bem legal, vale a pena.
Abraços ao Ricarte, agradeço pela participação, história e amizade.


Recordações

Existem momentos que ficam guardados em nossa memória de modo que certas situações nos fazem revivê-los

N
ão por acaso, Pedro - hoje já um senhor de 74 anos, cabelos brancos e pálpebras pesadas - sempre lembra da infância que teve, quando, ao passar pela rodovia que liga São João do Caiuá a Paranavaí, avista a fazenda em que foi criado.
         "Ora, a vida é assim mesmo: uma passagem feita de boas e más recordações" - pensa ele consigo.
         De tanto passar por essa estrada e de lembrar-se de seu tempo de menino, decidiu, um dia, parar o carro e caminhar até a casa em que nascera. E, conforme se aproximava de seu antigo lar, seu coração era tomado cada vez mais de fortes sentimentos, de maneira que, sem nenhuma explicação, viu-se diante de uma criança cuja mãe lhe falava em voz alta: 
   
 – Pedro, tá na hora de ir para a escola. Vem logo tomar o leite que ainda tá quente; tirei da vaca agorinha - disse Dona Elza, enquanto preparava o lanche para o filho levar.
      –   Tá bom, mãe, tô indo. Sabe onde deixei minha mochila? Não estou achando.
     Os olhos de Pedro se encheram d'água ao ver seu antigo quarto, ao ver sua imagem de quando era um menino de apenas 9 anos e, principalmente, ao ver sua mãe, já falecida.        Começou, então, a se recordar dos ensinos que ela lhe dera nessa época: "Pedro, guarde minhas palavras; ate-as em seu pescoço e leve-as aonde quer que vás, pois certamente serão luz para os seus olhos e lâmpada para os seus pés. Seja humilde sempre, meu filho; conserve a integridade dentro de ti, não negocie seus princípios, nem se apegue muito ao material. Outra coisa: lembre-se dos pobres e necessitados."
      –   Coloquei o bilhete dentro do seu guarda-roupa; estava jogada no chão. Vê se guarda da próxima vez! Agora vem, toma seu leite e vai para não chegar atrasado à aula.
     O garoto obedeceu, pegou o lanche que a mãe fez e disse:
      –   Obrigado, mãe, até mais tarde. Te amo!
      –   Até mais tarde. Cuidado. Vai com Deus. Também te amo - respondeu ela.
     Enquanto via o menino ir para a escola, Pedro teve outra visão e viu sua mãe - agora idosa e muito doente - e ele próprio de novo, com uns 30 anos mais ou menos.
     
 –   Ah meu filho, minha hora está chegando. Como tudo passou rápido! Queria eu ter mais tempo, viver um pouco mais, sobre essas coisas a gente não tem controle, Ele é que tem!
     Sentado ao lado do leito e segurando a mão da mãe, ele dizia soluçando: "Mãe... mãe... não...".
     Nesse instante, Pedro voltou à realidade e, ainda um pouco confuso (não sabia se sonhava ou era uma revelação), apenas sentiu uma imensa saudade de dona Elza e falou: "Por trás de um grande homem está a boa mira de uma mãe".
     Quão importante são os pais na vida e formação dos filhos!

Ricarte Carlos Mariusso da Silva, formado em Ciências Contábeis onde atua no Escritório Lex de Contabilidade, na cidade de São João do Caiuá, Paraná, Rio Grande do Sul 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Dicas da Língua Portuguesa

Olá, queridos amigos, hoje é quinta-feira e dia da coluna Dicas da Língua Portuguesa.
Atendendo pedidos de leitores que enviaram por e-mail algumas sugestões para a coluna por conta de concursos que estão em andamento, fiz pesquisa de alguns assuntos no portal UOL e Central de Concursos e seguem dicas para que você não perca tempo quando estiver prestando concurso, pois cada minuto é precioso e caso se atrapalhe, o tempo final poderá não ser suficiente para o término da prova.
Espero que a postagem possa ajudá-lo, boa sorte, abraços.

1) Analisar os enunciados das questões antes de ler o texto
Ao ler os enunciados das questões antes, você irá perceber se será necessário ler o texto inteiro ou não.

2) Conhecer o estilo da prova
Os principais concursos públicos: polícias, Civil e Militar de São Paulo, Polícia Federal, Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Tribunal Regional Eleitoral (TRE) são elaborados basicamente pelas mesmas instituições: Vunesp, Cespe e Fundação Carlos Chagas. Segundo a professora, a ideia é procurar saber qual instituição preparará as questões, para que se possa estudar os exercícios de provas anteriores preparados por ela. Cada instituição tem o seu estilo próprio, e caem as mesmas coisas basicamente nas provas. 

3) Não estudar a gramática tradicional inteira
A professora Tatiane reforça que nem todos os temas gramaticais são aplicados nos principais concursos. Raramente caem questões sobre fonética, fonologia e separação silábica, por exemplo. Essa dica reforça a questão de conhecer o estilo de cada prova para que se possa focar no que realmente irá ser aplicado.


4) Focar em temas recorrentes
Quem já prestou algum concurso deve ter se deparado com questões pedindo para determinar qual verbo requer a presença dessa ou daquela preposição, ou sobre o uso de crase. De acordo com Tatiane, concordância, regência, pronomes e análise de classes gramaticais são temas recorrentes em concursos.

5) Interpretar o texto sob o ponto de vista do autor
O que importa em questões de interpretação de texto é o candidato mostrar que consegue extrair dados do texto e entender o ponto de vista sob a ótica do autor e não mostrar como a pessoa interpreta o que está escrito. Atenção também em alternativa que emite juízo de valor que não é o do autor, pois sempre ocorre pegadinha em questões de interpretação de texto.

6) Leia e mantenha-se informado
Quem lê bastante tem mais chance de ir bem numa prova, principalmente em questões de interpretação de texto, atualidade e redação.

7) Não é só decorar regra, mas entender contexto
As questões gramaticais de um concurso são baseadas em textos ali apresentados. Ou seja, o examinador quer saber se o candidato consegue analisar a aplicação da regra dentro de uma oração. Assim, é essencial que não apenas decore a regra, mas que entenda a aplicação dela dentro do contexto.

Fonte: Tatiane Felix, professora de Língua Portuguesa da Central de Concursos, que atua em preparação para concursos públicos há 14 anos

quarta-feira, 16 de outubro de 2019


Coringa - Joker

Olá, bom dia a todos nós.
Segunda assisti o novo Coringa, imperdível!
O filme foi muito bem produzido, roteiro ótimo e claro, a interpretação do Joaquim Phoenix espetacular que mostra como o vilão do Batman se desenvolveu através de frustrações e humilhações de outras pessoas, até se tornar em um dos maiores psicopatas.
Se você ainda não foi ver, fica a dica, vale a pena.
Abraços

Assista ao trailer:


Imagem pública

segunda-feira, 14 de outubro de 2019


O Cantinho da Poesia traz Florbela Espanca

Olá, vamos a mais uma semana e que seja iluminada, ainda mais agora com a nossa primeira santa brasileira, viva Irmã Dulce!
O Cantinho da Poesia traz o poema Impossível da portuguesa Florbela Espanca.
Espero que gostem.

Impossível
Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:
“Parece Sexta-Feira de Paixão.
Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,
Sempre a pensar na dor que não existe ...
O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!
Faça por estar contente! Pois então?! ...”
Quando se sofre, o que se diz é vão ...
Meu coração, tudo, calado, ouviste ...
Os meus males ninguém mos adivinha ...
A minha Dor não fala, anda sozinha ...
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera! ...
Os males de Anto toda a gente os sabe!
Os meus ... ninguém ... A minha Dor não cabe
Nos cem milhões de versos que eu fizera! ...

Florbela Espanca
Flor Bela Lobo, que se autonomeou Florbela d’Alma da Conceição Espanca, nasceu em 08 de dezembro de 1894, em Portugal, falecendo aos 36 anos, na mesma data, em 1930.
Reconhecida como uma das principais poetisas portuguesas, Florbela escreveu mais de 150 poemas, iniciando no s versos aos 08 anos de idade.
Foi autora de contos, poesias, cartas, mas é considerada a poetisa do soneto, e seus versos expressam sentimentos profundos em relação ao amor, sofrimento, saudade, solidão e morte.
Florbela representa a emancipação literária de mulheres, numa época em que a palavra só era valorizada quando vinda de homens. 

Fonte: Pensador, Wikipedia e imagens públicas Google

domingo, 13 de outubro de 2019



Peças de teatro ocupam vários espaços de Cubatão e Santos


A partir deste domingo (13), a Baixada Santista recebe inúmeros espetáculos teatrais, com o início de dois eventos: o Festival de Teatro de Cubatão (Festac) e o Festival de Teatro Estudantil de Santos (Festes).
Em Cubatão, o Festac chega à sua 16ª edição, que se estende até o dia 27 e reúne 14 espetáculos e sete oficinas. Toda a programação é gratuita e está distribuída por diversos pontos da cidade.


A nova edição traz diversas novidades em relação ao último ano. Se em 2018, o Festac foi restrito a companhias teatrais cubatenses, agora irá atender a grupos de toda a Baixada Santista.
Além dessa expansão regional, três espetáculos serão acompanhados por um intérprete de Libras (linguagem de sinais). São eles: Os Bolsos cheios de Pão (domingo, 13, às 20h, no Teatro do Kaos); Caecus - Um Documento Cênico (dia 17, às 20h, no Bloco Cultural); e War (dia 23, às 20h, também no Kaos).

Achei interessante essa matéria que saiu ontem no site do jornal A Tribuna, continue lendo para saber mais a respeito, acesse:

sábado, 12 de outubro de 2019


Exposição Batman 80 Anos chega ao Shopping Pátio Iporanga 

 

Olá, sabadão feriado, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, bom feriado a todos!
E os fãs do Batman como eu, poderão visitar a exposição que está no Shopping Pátio Iporanga, no bairro Gonzaga, em Santos, promovida pelo amigo jornalista e crítico de cinema André Azenha.

Abraços.



Após uma temporada de quase dois meses no MISS (Santos) como parte do 4º Santos Film Fest – Festival Internacional de Filmes de Santos, quando foi vista por quase duas mil pessoas, a exposição "Batman - 80 anos: Trajetória do Homem-Morcego no Cinema - Uma Homenagem" pode ser conferida,até dia 21 de outubro, no primeiro piso do Shopping Pátio Iporanga (Av. Ana Costa, 465, Gonzaga), sempre no horário de funcionamento do shopping, das 10h às 22h.

Voltada para todos os públicos, de crianças a adultos, a exposição reúne cerca de 20 placas que trazem informações, frente e verso, de todas as adaptações de Batman para o cinema, desde as séries exibidas nas matinês cinematográficas dos anos 40, até as versões mais recentes.
Traz ainda colecionáveis, as principais histórias em quadrinhos do herói, livros, diferentes réplicas em miniatura do Batmóvel, filmes e séries em DVD, cartazes oficiais, versões Lego dos personagens de Gotham, entre outras atrações.
A exposição foi a primeira no Brasil a celebrar os 80 anos do Batman, completados em maio. Tem curadoria do crítico de cinema e autor do livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema", André Azenha, e produção de Paula Azenha.


Serviço:
Exposição Batman - 80 anos: Trajetória do Homem-Morcego no Cinema - Uma Homenagem
Quando: até dia 21/10, diariamente, das 10h às 22h
Local: 1ºpiso do Shopping Pátio Iporanga – Avenida Ana Costa, 465, Gonzaga, Santos 

Fonte: diário do litoral, TV Tribuna 

sexta-feira, 11 de outubro de 2019


Pensamentos

 

Olá, excelente sexta-feira pra nós!
Continuando as comemorações ao autor Edgar Allan Poe, um dos melhores de todos os tempos, alguns pensamentos do grande escritor.

Abraços.

 

Os que sonham de dia são conscientes de muitas coisas que escapam aos que sonham apenas à noite.

 

O homem não se entrega aos anjos, nem se rende inteiramente à morte, senão pela fraqueza de sua débil vontade.

 

A ciência não averiguou ainda se a loucura é ou não a mais sublime das inteligências.

 

A vida real do ser humano consiste em ser feliz, principalmente por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve.

 

Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade.

 

As quatro condições elementares para a felicidade são: vida ao ar livre, amor de mulher, ausência de qualquer ambição e a criação de um novo e belo ideal.

 

A poesia é a criação rítmica da beleza em palavras.

 

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, fez parte do movimento romântico americano. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por contribuição ao emergente gênero de ficção científica.
Nascido em 19 de janeiro de 1809, faleceu aos 40 anos de idade no dia 07 de outubro de 1849.


Fonte: kdfrases.com/autor

Imagens: teacher cecilia fazzio’s blog e  pública google


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Poe forever

 

Olá, bom dia e excelente quinta-feira a nós todos.
Dias difíceis com muitas matérias na assessoria, atividades cotidianas maravilhosas, mas nestes tempos de novas gestões estão cansativas demais o que me deixa sem condições de postagens.
Aos leitores que seguem a página e as dicas da Língua Portuguesa, coluna do dia, deixarei para a próxima semana o curso normal da atividade, por conta de comemoração ao autor Edgar Allan Poe, um dos melhores de todos os tempos, em homenagem ao dia de seu falecimento a 7 de outubro de 1849.
A história foi veiculada na Revista Conexão Literatura de outubro.

Abraços.

 

Conto: Poe forever  

Nós amamos com um amor que era mais do que amor.
(Edgar Allan Poe)

O calendário sinalizava dia 03 de outubro de 1849.
Depois de eu procurá-lo em sua residência, percorri por várias ruas de Baltimore até encontrá-lo na mais profunda solidão em uma pracinha, sem uma viva alma, a poucos minutos das seis da manhã de outono. Poe trajava roupas que não pareciam suas, pois eu conhecia as poucas vestes de meu mestre, e posso afirmar que a calça e camisa eram de outra pessoa.
Aproximei-me dele e vi que falava e gesticulava, não notando minha presença. Fiquei ali em pé e toda sua face se contorcia num olhar vazio e triste.
Seus lábios trêmulos, assim como o resto de seu corpo repetiam uma palavra o tempo todo. Pelo estado em que se encontrava não poderia deixá-lo ali, como um “Zé ninguém”. Com sacrifício o levei para casa.
Consegui fazer o mestre deitar-se, ele pegou no sono em poucos segundos, precisava descansar. Dormiu por 24 horas ininterruptas.
Ao acordar eu estava sentado ao lado da cama e ele muito fragilizado disse que não tinha fome, mas mesmo assim, fiz com que tomasse um pouco de sopa.
- Não sei onde estou e não me lembro de você, mas vagamente sua imagem me ajudando a levantar do banco e me conduzir até esta confortável cama me recordo e sou grato.
- Ora, é o mínimo que posso fazer pelo senhor, respondi-lhe.
- Qual seu nome? Desculpe, mas minha memória está me deixando!
- Não tem problema, o senhor está doente. Eu sou o Antony, trabalhava também na Burton’s Gentleman’s Magazine, ajudava o senhor, já que era o editor assistente.
- Sim, consigo me lembrar, mas não de você.
- Virginia, Virginia, onde está?...
E a cada vez que pronunciava o nome da falecida mulher amada, o grande amor de sua vida, os delírios voltavam e a mente do grande escritor, poeta, editor e crítico literário, autor de tantas histórias de mistério e terror, encontrava-se refém do sombrio estado de espírito, da mente perdida após a morte da esposa.
E eu que sempre o admirei e compulsivamente lia e relia suas histórias passei a amá-lo assim mesmo com temperamento difícil e perdido em seu triste passado nas lembranças de quando a mãe faleceu após dar a luz sua irmã e o pai que os abandonou antes até do nascimento do bebê. Separado dos irmãos foi adotado por uma família cujo pai adotivo nunca o amou, mesmo dando seu sobrenome, contando apenas com o carinho da mãe adotiva. Se contarmos quantas pessoas têm vida parecida ou até pior, a conta perde-se de vista!
- Antony, gostaria de sentir um pouco o calor dos raios solares pela última vez, pois sei que não tenho muito tempo.
- Não diga isso senhor Poe, eu o admiro demais, farei tudo o que puder por sua melhora de saúde.
- Agradeço por sua gentileza, mas sinto não poder corresponder mais ao que esperam de mim, meu coração está despedaçado após a morte de Virginia e não tenho mais ímpeto em viver.
- Uma pessoa assim como o senhor, uma mente e intelecto de nível altíssimo, não se entregue, precisamos de seus escritos!
- Precisamos? Quem precisa meu caro, sou um fracasso e mal consigo viver de minhas publicações, Histórias Extraordinárias foi um insucesso financeiro.
- Mas tenho certeza de que no futuro será um marco da literatura norte-americana, o senhor será reconhecido pelo mundo todo!
- O futuro só a Deus pertence, eu precisava do sucesso agora, já e não consegui!
- Não diga isso, o senhor sempre será referência na literatura! Os Assassinatos na Rua Morgue, por exemplo, que foi publicado pela primeira vez em abril de 1841 na Graham’s Magazine, pode-se dizer que é precursora em histórias de investigação, pois é um marco, o senhor é um gênio mister Poe!
- Mas nada disso adiantou e aqui estou sem sucesso e reconhecimento.
- Vamos, levante-se, ânimo! Quero que se cure e siga sua vida em frente.
- Virginia, Virginia! Venha meu amor, sinto a sua falta!...
E os delírios voltavam assim como a fraqueza espiritual abalando a saúde do grande autor.
Vi que realmente ele se entregara, que não haveria solução para alguém que deixou de querer viver. Um grande luto para a Humanidade, pois sei que ele há de ser um dos melhores escritores já lido!
E a doença se agravou de vez. Percebi que minha vontade não era soberana na saúde alheia e Edgar precisava de ajuda médica. Fui pedir socorro no Washington College Hospital, local onde ele faleceu, no dia 7 de outubro.
Mesmo assim tão fraco Allan Poe era um homem fantástico e sua brilhante mente literária me fascinava a cada vez que ele em momentos de lucidez ditava-me ideias de histórias no intuito de que eu as escrevesse, que continuasse seu legado, mas eu não tinha o seu talento e a sua perspicácia no sabor do mundo, no sentimento do bem e do mal, do estado da mente doentia e perversa. Eu era um iniciante na literatura, sabia que tinha muito a aprender.
Suas últimas palavras foram dedicadas à Virginia, um poema em que ele eternizou a amada ao doce sabor da beleza eterna, sentimentos tão apurados em seu leito de morte. E ditando cada sílaba da poesia sua voz foi ficando baixa e fraca, mas ele continuou até o último ponto final. Consegui levar os versos à publicação em um jornal. Fiz uma cópia colocando no terno em que Poe foi sepultado, assim como a única foto de Virginia que ele carregava no bolso da calça, uma fotografia gasta, mas que ainda refletia a beleza do rosto angelical.
Ele não teve velório, mas consegui com que amigos e parentes fossem prestigiá-lo no enterro. Derrubei as últimas lágrimas ao ver o caixão ser coberto de terra. Minha mente divagava em não aceitar que se fora aos 40 anos de idade, com tanto ainda a escrever. A mente brilhante e invejável que conduziu milhares de seguidores a uma literatura rica e inovadora fechou os olhos para sempre, abaixando no palco da vida a cortina de sua trajetória na terra.
E cuidei para que sua memória e obra fossem levadas aos quatro cantos do mundo!

A história é uma singela homenagem ao grande e espetacular escritor Edgar Allan Poe. Berenice, O Retrato Oval, A Máscara da Morte Rubra e O Mistério de Marie Rogét são alguns de seus contos. Já dentre as poesias, destacam-se Silence, Alone,
O Corvo e Eldorado, entre outras.